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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Blog do Angueth: Introdução ao LIVRO DE JÓ - Parte II

Blog do Angueth: Introdução ao LIVRO DE JÓ - Parte II: Ver Introdução ao LIVRO DE JÓ - Parte I G.K. Chesterton A importância atual do livro de Jó não pode ser expressa adequadamente mesmo se ...

Comichão nos ouvidos

“Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;”
‭‭2Timóteo‬ ‭4:3‬ ‭ARC‬‬
http://bible.com/212/2ti.4.3.arc

Madruguei sonhando que enquanto ministrava o ensino da palavra de Deus era constantemente interrompido por pessoas que pediam oração por vários motivos pessoais: cura para alguma enfermidade, provisão de alguma necessidade, etc. Bem como nos tempos de Jesus, em que as multidões o seguiam em busca de seus próprios interesses.
Após dar a oportunidade para que os pedidos fossem apresentados, procurava retomar o estudo, porém era novamente interrompido, até que me veio à mente o verso bíblico acima citado. Dei-me conta do clientelismo típico da natureza humana, tão bem definido po Tiago:
“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.”
‭‭Tiago‬ ‭4:3‬ ‭ARC‬‬
http://bible.com/212/jas.4.3.arc
As pessoas até se dispoem a uma relação com Deus, desde que tenham suas expectativas atendidas, porém o relacionamento que interessa a Deus é de mão dupla, tem dois sentidos. Deus está aberto a nos ouvir e atende às nossas petições, mas também tem algo a nos dizer, requer que observemos seus mandamentos e tudo o que nos dá tem uma finalidade, um propósito:
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor, e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, que Ele tornou abundante para conosco em toda a sabedoria e prudência, descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.”
‭‭Efésios‬ ‭1:3-14‬ ‭ARC‬‬
http://bible.com/212/eph.1.3-14.arc

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O maior dos hiatos de qualidade: a humildade do Messias



É flagrante o desalinhamento entre as expectativas dos contemporâneos de Jesus e a sua reivindicação de ser reconhecido como o Messias de Israel. Ainda hoje, o escândalo da cruz em que Cristo foi apresentado como cordeiro em sacrifício vicário no lugar de Barrabás (tipificando a humanidade), evidencia-se na perplexidade ante o paradoxo do Messias crucificado.
Para saber mais: http://darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/2014/04/23/desculpai-mas-jesus-existiu-epilogo/
 “O que é Hiato:
Hiato tem origem no termo Latim “hiatus”, cujo significado é “abertura, fenda, lacuna”, abrangendo diferentes conceitos e aplicações.
No sentido figurado, um hiato representa uma falha, uma lacuna. Pode ainda ser definido como uma interrupção entre dois acontecimentos...”.
 “...vejam os hiatos da qualidade:
                                 I.            Hiato das expectativas: quando ocorre um desalinhamento entre a expectativa do cliente e as percepções da gerência de qual seja a expectativa do cliente a respeito do serviço.
                               II.            Hiato das especificações: quando ocorre um desalinhamento entre as percepções da gerência de qual seja a expectativa do cliente a respeito do serviço e a tradução dessas percepções em especificações do serviço.
                              III.            Hiato da entrega: ocorre quando há um desalinhamento entre as especificações do serviço e o serviço prestado.
                             IV.            Hiato da comunicação: desalinhamento entre a prestação do serviço e a comunicação com o cliente a respeito do serviço.
                               V.            Hiato da qualidade percebida do serviço: ocorre quando há um desalinhamento entre a expectativa do cliente e a sua percepção quanto ao serviço prestado...” (G.N.)
“INRI é o acrónimo de Iesvs Natsarenus Rex Ivdaeorvm, do latim, "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus". Segundo os evangelhos, foi o título que Pilatos ordenou que fosse fixado na cruz onde Jesus Cristo foi morto. Segundo o Evangelho de São João, Pilatos teria feito redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων) e hebraico (ישוע הנצרת מלך היהודים).”.
“Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. {Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores {Is 53,12}.}
Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo! Desce da cruz!
Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam.
Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra. E à hora nona Jesus bradou em alta voz: Elói, Elói, lammá sabactáni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Marcos 15:25-34)
“Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz?
Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.
Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que o seu Senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes.” (João 13:12-17)
Estes textos são apenas alguns dos muitos relatos bíblicos em que Jesus Cristo é percebido de forma diversa daquela esperada pelos seus conterrâneos. Consequentemente, decorrem daí todos os demais desalinhamentos entre a expectativa e a realidade em todas as dimensões da percepção humana lá e então, como aqui e agora.
A única solução para tal impasse está posta no imperativo do próprio Cristo: “Não temas. Crê somente.” “Sem fé é impossível agradar a Deus.”

domingo, 22 de maio de 2016

Numinosum Teologia: O ESTRANHO CASO DE JÓ 2,9: BÊNÇÃO (BARAK) OU MALDI...

Numinosum Teologia: O ESTRANHO CASO DE JÓ 2,9: BÊNÇÃO (BARAK) OU MALDI...: Por Jones Mendonça No livro de Jó há um caso muito singular onde uma palavra hebraica é intencionalmente traduzida pelo seu significado opo...

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Jó e a cosmovisão bíblica

Além das possibilidades científicas explicitadas no blog http://novavidaemamor.com/, há que se considerar também que a dialética de Jó com seus amigos e com Deus nos apresenta diversas cosmovisões, ou seja, visões de mundo, tais como:
1 - o platonismo, cujos planos físico e metafísico claramente se distinguem (CAPS. 1 e 2), porém refuta o dualismo, já que limita a ação satânica ao poder permissivo do único Deus soberano, perante o qual os demais poderes se apresentam regularmente para prestação de contas;
2 - o hedonismo dos filhos e da mulher de Jó, manifesto em seus estilos de vida inconsequentes;
3 - o maniqueísmo satânico na manipulação dos elementos e na sofismática associação de causa e efeito para explicar a presença do sofrimento no mundo como consequência do pecado, necessariamente, o que é incessantemente refutado pelo exemplo do próprio Jó, homem reto, íntegro, temente a Deus, que se desvia do mal e ainda intercede em favor dos filhos, bem como na parábola do cego de nascença proferida por Jesus nos Evangelhos;
4 - o teísmo clássico dos amigos de Jó, os quais remetem Deus à irrelevância por sua indiferença distante diante da miséria humana, abandonando suas criaturas à própria sorte, transitando desde o naturalismo, pelo panteísmo, o ceticismo ateísta (mulher de Jó), o existencialismo niilista, etc.
Contudo, a afirmação de Jó de que antes conhecia Deus de ouvir falar, mas após sua provação e aprovação passou a conhecê-lo face a face remete o sofrimento a uma categoria utilitarista e pedagógica e coloca satanás em seu lugar de mero agente sob a soberania permissiva de Deus, cujo propósito benigno prevalece sempre. Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8).
Ademais, após interceder em favor de seus amigos, cuja retórica fora condenada por Deus, Jó se acha liberto de suas tribulações e é plena e abundantemente restaurado por Deus, pois padeceu injustamente e sem pecar, tipificando assim o Senhor Jesus Cristo, a quem claramente anuncia ao afirmar - "Sei que o meu redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra."