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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Desemprego: riscos e oportunidades



Passo a compartilhar o meu testemunho pessoal. Após mais de 30 anos de carreira na Telebrás, onde comecei em 1973, aos 16 anos, como Office-boy, optei pela Proposta de Demissão Incentivada (PDI) na privatização das Teles em 1998. No entanto, a decisão tomada ao deixar o "status quo" lançou-me ao revolto mar da vida, aos 46 anos, e abriria novos horizontes, desafios inimaginados e maiores possibilidades que aquelas da cômoda vidinha de empregado estável de então, a despeito dos temerários riscos assumidos.
Depois de seis meses de lua-de-mel em casa, fui reintegrado ao mercado de trabalho, por indicação de um ex-chefe, e tive mantidos o mesmo nível salarial e o status profissional a que abdicara no PDI. Porém, era requerido em atividades concomitantes de apoio administrativo, em ambiente de muita pressão, o que configurava certo desvio de função. Após um mês, requeri o desligamento por haver sofrido assédio moral em público, durante uma reunião.
Embora já tivesse testemunhado o comportamento opressivo do gestor de plantão para com a sua secretária, esse conceito de assédio moral me era até então desconhecido, pelo que aproveitei, como pretexto para sair, o fato de ter sido aprovado em 18º lugar em concurso para Analista Judiciário no STM. Porém, durante os dois anos de validade do concurso não fui convocado e fiquei três anos desempregado com mulher e três filhos em idade escolar para sustentar.
Nesse período de “vacas magras”, fiz cursos para webdesigner e participei do Empretec no SEBRAE, o que motivou a aventura pela alternativa do empreendedorismo, porém sem sucesso, pois o projeto de que participei foi logo descontinuado. Sua concepção era implementar um site pioneiro da cadeia de reciclagem na Internet: www.entrecicle.com.
Esse case interessante foi patrocinado por um ex-colega da Telebrás, o Marcílio, e contei com a colaboração de uma colega do curso no SEBRAE, a Eneida, o que já apontava a importância de se manter uma boa rede de contatos, pois os diversos currículos distribuídos nunca retornaram senão respostas negativas, como a de que eu era muito qualificado e o salário que meu perfil requeria poderia pagar dois recém-formados. Atuei também como representante comercial, vendendo a instalação de redes de computadores, mas não recebi a comissão da única venda que fiz.
Como auditor subcontratado da ANATEL, via Audilink, atuei por breve tempo no Rio de Janeiro, na avaliação de conformidade da Telemar aos Planos de Outorga e de Universalização. A distância da família e as condições precárias me trouxeram de volta a Brasília. Como prestador de serviços de levantamento patrimonial na Igreja Memorial Batista, cadastrei e etiquetei diversos itens mobiliários.
Cheguei ao ponto de receber cestas básicas para suprir as necessidades da família. Fui muito ajudado por amigos, por meus pais e até por anônimos aos quais sou eternamente grato.  “A gratidão é a memória do coração”[1]. Para sustentar a família e honrar os compromissos, tive que vender o apartamento que levei a vida toda para adquirir no Setor Sudoeste, já que se tratava de um contrato de gaveta e não consegui o desconto de 25% para quitá-lo no Itaú.
A partir de uma nova indicação de outro ex-chefe, fui recolocado e atuei em outra empresa de Telecom durante um ano. Com a fusão dessa empresa e a iminente transferência para São Paulo, recomecei do zero a minha carreira, desta feita após aprovação em novo concurso público nos Correios, onde percebia metade do salário do emprego anterior.
Ao chegar ali na área técnica da ECT, contei com a ajuda de alguns colegas que me acolheram com atenção e respeito, a despeito de outros "imaturos" que me desprezaram sem conhecerem direito a minha história de vida profissional. Em certa ocasião me puseram na roda e uma colega me disse que eu era muito feio, ao que de pronto respondi: que bom que você reparou! Quem desdenha quer comprar.

Após dois anos fiz um novo concurso nacional, desta feita para Analista de Sistemas Sênior em que fui classificado em oitavo lugar. Logo depois, fiz novo concurso para Auditor e fiquei classificado em quarto lugar, quando havia apenas três vagas. A primeira colocada desistiu por não querer se mudar de Curitiba para Brasília e, assim, eu entrei na AUDIT onde atuo há mais de 14 anos, auditando e até participando em comissões de sindicância. 
Porém ainda não estou isento de controvérsias. É preciso provar competência a cada novo desafio. Para tanto, preciso manter-me sempre atualizado com a legislação e a evolução tecnológica, ler muito e buscar o autodesenvolvimento contínuo. À semelhança de minha última função na Telebrás, quando conheci praticamente todas as capitais estaduais, a atual função na ECT exige que eu viaje com frequência, dando-me a oportunidade de conhecer o interior do país e já fiz até um curso em Las Vegas (USA).
Minha família também cresceu muito com todas essas experiências. Após o inevitável downgrade do nosso padrão de vida, embora tenham sido transferidos para escolas públicas, meus filhos foram aprovados no vestibular ainda no meio do terceiro ano do ensino médio. A minha filha mais velha, graduou-se em pedagogia pela UnB, casou-se e já me deu um neto. Os dois filhos mais novos também já se graduaram na UnB. Um deles já foi aprovado em concurso e já é servidor público estável. Está noivo e a ponto de se casar. O caçula, muito criativo, empreende projetos gráficos e audiovisuais.
Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. (Jeremias 29:11 – NVI)
Minha esposa somatizou tanto as dores, que desenvolveu fibromialgia. Porém, como bem ensina a Bíblia, não se deve temer as mudanças, nem as provações ou tribulações, pois operam em favor do crescimento e da maturidade. Evidentemente há riscos assombrosos, mas há também muitas oportunidades para quem tem fé.
"Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento." (Tiago 1:1-6)
Ebenézer! Até aqui nos ajudou o Senhor. Sou muito grato a Deus por tantas bênçãos, especialmente por nos aproximar mais de Cristo em meio às dores. No auge dessa crise foi que me filiei ao ministério dos Gideões Internacionais no Brasil (www.gideoes.org.br), cuja principal característica é a integridade no serviço cristão (1ª Crônicas 21:24).
Enfim, meu recado aos colegas é que não temam, nem se espantem, pois Deus é o Pai nosso que provê o pão de cada dia e tudo o mais.
"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!" (Efésios 3:20-21).
Com a benção de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Adauto da Costa Santos - Ex-office-boy da Telebrás/Atual Analista X lotado na Auditoria dos Correios.


[1] http://pensador.uol.com.br/frase/MzIxNTA/

sábado, 23 de abril de 2016

O PODER DA PALAVRA DE DEUS : TODA DECISÃO DEVER SER TOMADA DENTRO DA VONTADE DE...

O PODER DA PALAVRA DE DEUS : TODA DECISÃO DEVER SER TOMADA DENTRO DA VONTADE DE...:            QUERO CHAMAR A SUA ATENÇÃO PARA UM HOMEM CHAMADO ADONIAS, O QUARTO FILHO DE DAVI. SUA MÃE SE CHAMAVA HAGITE. (II Sm 3.2) ...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

AMOR: DOM IRREVOGÁVEL

O amor divino mantém-se íntegro mesmo diante da rejeição, porém o amor humano é cheio de restrições e, com muita facilidade, sucumbe diante das menores adversidades. Nossas limitações, frequentemente, nos impedem de amar como Cristo nos amou. Vejamos o exemplo descrito em uma das famosas parábolas de Jesus, a do jovem rico: “Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção e se pôs de joelhos diante dele e lhe perguntou: "Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?" Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. Você conhece os mandamentos: 'Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe'". E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência". Jesus olhou para ele e o amou. "Falta uma coisa para você", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me." Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.” (Marcos 10:17-22) Em se tratando de amar, por mais que nos esforcemos, sempre há de nos faltar alguma coisa. À semelhança daquele jovem, pode ser algo a que nos apegamos o que nos limita, ou alguma deficiência que nos restringe e nos impede de amar perfeitamente ao Senhor. É verdade que sempre há exceções a essa regra, pois há também outro registro nos Evangelhos: o caso da mulher pecadora cujo gesto de amor ficou na história, ao lavar os pés do Senhor com suas lágrimas e os enxugar com seus cabelos. Diante de todo o preconceito então sofrido e do mau juízo de Simão, bem como de muitos de seus convidados, Jesus a reconheceu publicamente como sendo dotada de muito amor. Aqueles a quem mais se perdoou, esses são os que mais amam . Em outra ocasião, enquanto sua irmã Marta, uma ativista, se ocupava com muitas coisas, quando uma só era necessária, aquela mesma Maria recebeu nova ação afirmativa da parte de Jesus por permanecer aos pés do Senhor e, assim procedendo, escolheu a melhor parte. Há muito ativismo religioso vazio de amor autêntico, especialmente no seio de muitas das “igrejas cristãs” , cuja retórica fala de amor só da boca para fora, pois suas práticas negam-lhe radicalmente a eficácia. “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” Mateus 24:12 Felizmente e a despeito de tantas dessas nossas dificuldades de toda ordem, o Senhor Jesus Cristo nos ama incondicionalmente. “...E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:5-8) Esta é a esperança que não confunde e que, no revolto mar de nossas fugazes existências nesse mundo, devemos ter como âncora firme de nossas almas. “Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento ; Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hebreus 6:17-20) Ainda que pequemos, ainda que falhemos, mesmo que nos frustremos conosco mesmos ou com os outros, MAIOR É DEUS ! “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações; Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus; E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista. E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento. E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” (1 João 3:16-24) Roguemos, pois, continuamente, a Deus que nos habilite à prática desse amor em nosso cotidiano. FIEL É O QUE PROMETEU E ELE O FARÁ! Essa afirmação bíblica nos remete a outras que a confirmam: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13) “Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1:16-17) “...pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis”. Romanos 11:29

Formação do caráter cristão!

Bible may have been written earlier than believed

http://www.aol.com/article/2016/04/12/bible-may-have-been-written-earlier-than-believed/21342849/?cps=gravity_3134_-2636337095156502070

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Fórum: A Doutrina Social da Igreja...

Nada como se ter a capacidade de autocrítica. A iniciativa de se pensar a praxis do Evangelho é extremamente louvável e necessária. Será suficiente confessar a Cristo mediante um gesto, um levantar de mãos? Por outro lado, o ativismo religioso característico dos nossos dias, cujo afã não dá espaço nem vez à reflexão, será compatível com a proposta de Cristo? A contaminação ideológica na interpretação bíblica certamente não é desejável. Porém, a crítica marxista ao idealismo alemão, que relegava toda a relevância da mensagem para o além, também é incoerente com o caminhar de Jesus entre nós. Enfim, há que se pensar, repensar e completar a reforma ainda incompleta da IGREJA. Felizmente, resta-nos a certeza de que "as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja de NSJC". Tal citação, contudo, sugere uma postura de vanguarda no ataque às hostes espirituais da maldade nos "lugares celestiais", conforme batalha anunciada em Efésios 6. "Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;" (2 Coríntios 10:3-5) https://www.youtube.com/watch?v=Kvo5j0IFOfo

sexta-feira, 1 de abril de 2016

One in Christ. Nor Jews, Neither Greeks!

Naaman or Ruth http://mymorningmeditations.com/tag/dr-eli-lizorkin-eyzenberg/?blogsub=confirming#subscribe-blog