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terça-feira, 10 de março de 2015

Procuram-se virtudes! Honestidade? Verdade? ...

Lembro-me de meus saudosos pais ao nos ensinarem, a mim e a meus irmãos, a devolver o troco recebido a mais na padaria, na feira, no Banco, onde fosse. Se achássemos dinheiro ou documento perdido, deveríamos devolvê-los ao dono ou à polícia. Houve pelo menos uma ocasião em que, no exercício de meu primeiro ofício de Office-Boy, após receber expressiva quantia de dinheiro a mais do caixa de um Banco, voltei para devolver o excedente, e encontrei o empregado aflito, pois suas contas não fechavam e ele não podia sair enquanto não resolvesse a pendência. Eu mesmo ensinei meus filhos, ainda pequenos, a não comerem nada no supermercado antes de passarmos pelo caixa e pagarmos, ainda que fosse só um item de degustação. Só depois de havermos pagado poderiamos considerar algo como sendo de nossa propriedade. Ao ouvir de Auditores Fiscais que recebem polpudos subornos por anos a fio e se vangloriam publicamente de serem corruptos; de mensaleiros Petistas ou Tucanos (farinha do mesmo saco) que transitam desenvoltos de um lobby a outro com milhões ocultos, até nas cuecas, e ainda se ufanam de punhos erguidos; de servidores federais, estaduais e municipais e, até mesmo de herdeiras de militares, que recebem pensões e salários indevidos, porém recusam-se a devolvê-los e ainda acionam o judiciário em defesa do “direito adquirido”; de fornecedores de leite fraudado com água e (ou) soda cáustica, de azeite que não é azeite, de mel que não passa de melaço de cana, ou de amido de milho, etc., constato que a fraude tomou de assalto este país, e não é de hoje. Se até a religiosidade se travestiu da famigerada teologia da prosperidade, o que cobrar daqueles que jamais assumiram qualquer compromisso moral ou religioso? Onde foi que nos perdemos dos exemplos dignos de serem imitados, dos valores e dos princípios éticos, da moralidade, da legalidade, enfim, das virtudes? Quando passamos a valorizar mais os vícios, a nos ufanar dos desvios, a celebrar os pecados? “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” Apocalipse 2:4-5

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