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quarta-feira, 11 de março de 2015

VIRTUDES

VIRTUDES Sete Virtudes Castidade Generosidade Temperança Diligência Paciência Caridade Humildade Virtudes Cardinais Temperança Justiça Fortaleza Prudência Virtudes Teologais Fé Esperança Caridade

terça-feira, 10 de março de 2015

Procuram-se virtudes! Honestidade? Verdade? ...

Lembro-me de meus saudosos pais ao nos ensinarem, a mim e a meus irmãos, a devolver o troco recebido a mais na padaria, na feira, no Banco, onde fosse. Se achássemos dinheiro ou documento perdido, deveríamos devolvê-los ao dono ou à polícia. Houve pelo menos uma ocasião em que, no exercício de meu primeiro ofício de Office-Boy, após receber expressiva quantia de dinheiro a mais do caixa de um Banco, voltei para devolver o excedente, e encontrei o empregado aflito, pois suas contas não fechavam e ele não podia sair enquanto não resolvesse a pendência. Eu mesmo ensinei meus filhos, ainda pequenos, a não comerem nada no supermercado antes de passarmos pelo caixa e pagarmos, ainda que fosse só um item de degustação. Só depois de havermos pagado poderiamos considerar algo como sendo de nossa propriedade. Ao ouvir de Auditores Fiscais que recebem polpudos subornos por anos a fio e se vangloriam publicamente de serem corruptos; de mensaleiros Petistas ou Tucanos (farinha do mesmo saco) que transitam desenvoltos de um lobby a outro com milhões ocultos, até nas cuecas, e ainda se ufanam de punhos erguidos; de servidores federais, estaduais e municipais e, até mesmo de herdeiras de militares, que recebem pensões e salários indevidos, porém recusam-se a devolvê-los e ainda acionam o judiciário em defesa do “direito adquirido”; de fornecedores de leite fraudado com água e (ou) soda cáustica, de azeite que não é azeite, de mel que não passa de melaço de cana, ou de amido de milho, etc., constato que a fraude tomou de assalto este país, e não é de hoje. Se até a religiosidade se travestiu da famigerada teologia da prosperidade, o que cobrar daqueles que jamais assumiram qualquer compromisso moral ou religioso? Onde foi que nos perdemos dos exemplos dignos de serem imitados, dos valores e dos princípios éticos, da moralidade, da legalidade, enfim, das virtudes? Quando passamos a valorizar mais os vícios, a nos ufanar dos desvios, a celebrar os pecados? “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” Apocalipse 2:4-5

sexta-feira, 6 de março de 2015

Para entender a decapitação de 21 cristãos pelo ISIS na Líbia

Conhecer... Gustavo Chacra* 18 fevereiro 2015 | 20:42 A organização terrorista ISIS, também conhecida como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, decapitou 21 cristãos coptas egípcios na Líbia. Eles foram mortos quando estavam no país a trabalho. Abaixo, algumas perguntas e respostas para entender o ataque – parte das informações se baseiam em recente post no qual comentei sobre o avanço do ISIS na Líbia (falei do tema também no Globo News Em Pauta em novembro). Desde quando há ISIS na Líbia? O grupo tem crescido nos últimos meses no país, dominando porções do território líbio ou atuando em coordenação com algumas das várias milícias extremistas com base no país e armadas pelo Ocidente para combater o regime de Muamar Kadafi. Desde outubro, dominam a cidade de Darna. O governo da Líbia não fez nada? Hoje a Líbia tem dois governos. Ambos simbólicos. O que é reconhecido pelo Ocidente se localiza em Tobruq, uma cidade próxima ao Egito e a cerca de mil quilômetros de Trípoli, a capital. Isto é, o governo e o Parlamento da Líbia que desfrutam de legitimidade internacional não controlam a capital e nem a segunda cidade, Benghasi. Estas estão nas mãos de diferentes grupos extremistas islâmicos que combatem as tropas laicas do general Haftar e outras milícias. Não há Exército na Líbia? A OTAN destruiu as Forças Armadas da Líbia quando fez a intervenção para derrotar Kadafi. Não há um Exército que controle todo o país. O que existe são federações de milícias, sendo muitas delas ligadas à Al Qaeda e armadas no passado pelo Ocidente (isso mesmo). No último mês, militantes líbios integrantes do ISIS passaram a dominar a cidade de Darna. E o governo do Egito? O regime de Sissi tentou, sem sucesso, negociar a libertação Os EUA poderiam ajudar? Os EUA, hoje, não possuem diplomatas na Líbia. O embaixador foi morto em atentado terrorista. Os demais foram retirados posteriormente quando o governo perdeu o controle da capital, Trípoli. Os americanos tampouco exercem qualquer influência na área de segurança. Embora sejam os responsáveis diretos pela derrubada de Kadafi, os EUA perderam completamente o controle da Líbia e hoje enfrentam inimigos bem piores do que o então ditador – que havia abdicado do terrorismo e das suas armas de destruição em massa, sendo doador de campanha para políticos franceses, italianos e britânicos. A Líbia está em Guerra civil? Sim, está. A intervenção da OTAN comandada pelos EUA e pela França, com a ajuda de alguns países árabes, levou à queda do regime de Muamar Kadafi e à pulverização do país. Não existe, na prática, um Estado líbio. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas em um conflito esquecido pelo Ocidente – que foi um dos principais causadores, no caso, diferentemente do que ocorre na Síria O ISIS está se expandindo para outros países? Sim, embora venha perdendo um pouco de força no Iraque e na Síria, o ISIS tem ganho força na Líbia e no Afeganistão, além de ter células em outros países. Embora tenha tentado, não conseguiu, ainda, penetrar no Líbano, onde enfrenta o Hezbollah e o Exército, e na Jordânia. Alguma força externa luta contra o ISIS na Líbia? Não. O grupo enfrenta apenas alguma resistência local. Quem são os principais grupos e países na luta contra o ISIS no mundo? Quem mais luta contra o ISIS no mundo é uma coalizão liderada pelo Irã, com o apoio do regime de Bashar al Assad na Síria, do Hezbollah e de milícias xiitas iraquianas, em coordenação com o governo do Iraque os guerreiros Pesh Merga do Curdistão. A outra coalizão, mais focada em ataques aéreos do que terrestres, tem o comando dos EUA, com o apoio de nações ocidentais como a França e árabes como a Jordânia e a Arábia Saudita. Também atuam, em coordenação com o governo do Iraque, os Pesh Merga do Curdistão. O mundo islâmico não faz nada para combater o ISIS? Como escrito acima, o Irã, Hezbollah, Iraque, curdos, Jordânia e Arábia Saudita são muçulmanos e estão na vanguarda da luta contra o ISIS, ao lado de Assad, que tem um regime laico apoiado por cristãos, muçulmanos alauítas e muçulmanos sunitas seculares e druzos, e das Forças Armadas do Líbano, comandada por um cristão e com membros cristãos, sunitas, xiitas e druzos. Dezenas de milhares de muçulmanos lutam contra o ISIS todos os dias na Síria e no Iraque e milhares são mortos. Quem são os cristãos coptas? São os cristãos egípcios e representam 10% da população do país. Diferentemente dos cristãos libaneses, na maioria Maronitas ou Católicos, que comandam a política do Líbano, e dos cristãos sírios Ortodoxos, que são elite em Damasco, os cristãos Coptas do Egito historicamente sempre compuseram as camadas mais pobres da sociedade. Os cristãos são perseguidos em todo o mundo árabe? Não é em todo o mundo árabe que há cristãos. No Líbano, os cristãos são cerca de 40% da população do país e detêm os cargos de presidente, chefe das Forças Armadas e metade do Parlamento. Na Síria, onde são 10% do total, os sírios sempre foram bem integrados, formando parte da elite, e costumam o apoiar o regime de Bashar al Assad, que os protege. São perseguidos apenas nas áreas sob controle da oposição, hoje comandada pelo ISIS e pela Frente Nusrah (Al Qaeda na Síria). Até recentemente, o chefe das Forças Armadas da Síria era cristão e muitos generais de Assad são cristãos. Na Jordânia, vivem bem, sem perseguição. Na Palestina, sempre estiveram na vanguarda da luta contra Israel e pela independência palestina. Hoje vivem bem na Cisjordânia – a prefeita de Ramallah, sede da Autoridade Palestina, e a de Belém, são cristãos. Em Gaza, enfrentam problemas com o Hamas. No Iraque, viviam bem na época de Saddam Hussein, quando tinham o vice-presidente, Tariq Aziz. Mas o cenário piorou com a invasão americana e centenas de milhares fugiram para a Síria, onde foram recebidos por Assad, que lhes concedeu todos os direitos. Hoje os cristãos iraquianos são perseguidos pelo ISIS nas áreas controladas pelo grupo. *Guga Chacra, é comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York. É mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires.

terça-feira, 3 de março de 2015

Temos fome e sede de JUSTIÇA?

“Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas.” (Nova Tradução na linguagem de hoje) https://www.bible.com/pt/bible/211/mat.5.ntlh “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;” Mateus 5:6 (Almeida Corrigida e Revisada Fiel) “Happy are those whose heart's desire is for righteousness: for they will have their desire.” Mateus 5:6 (Basic English) “Bienaventurados los que tienen hambre y sed de justicia: porque ellos serán hartos.” Mateus 5:6 (Reina Valera) Tipos de Justiça: 1. Retaliação – “olho por olho, dente por dente” – Lei de talião. Os primeiros indícios do princípio de talião foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1780 a.C., no reino da Babilônia. Esse princípio impede que as pessoas façam justiça por elas mesmas e de forma desproporcionada, no respeitante ao tratamento de crimes e delitos, é o princípio "olho por olho, dente por dente". Escreve-se com inicial minúscula, pois não se trata, como muitos pensam, de nome próprio. Encerra a idéia de correspondência de correlação e semelhança entre o mal causado a alguém e o castigo imposto a quem o causou: tal crime, tal pena. O criminoso é punido taliter, ou seja, talmente, de maneira igual ao dano causado ao outro. A punição era dada de acordo com a categoria social do criminoso e da vítima. Modernamente, temos a palavra retaliação, indicando retribuição de uma ofensa com a mesma intensidade, oriunda do mesmo radical latino talis. http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_tali%C3%A3o 2. Restituição - O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição. O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar. O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras. Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão. Exemplo de ensino do perdão está na "parábola do Filho Pródigo" (Lucas 15:11–32). Normalmente as doutrinas de cunho religioso trabalham o perdão sob duas óticas diferentes, que são: Uma ênfase maior na necessidade das faltas dos seres humanos serem perdoadas por Deus; Uma ênfase maior na necessidade dos seres humanos praticarem o perdão entre si, como pré-requisito para o aprimoramento espiritual. http://pt.wikipedia.org/wiki/Perd%C3%A3o 3. Redenção - Redenção, no cristianismo, é a crença na libertação do homem por meio do sacrifício de Jesus Cristo1. A ideia de uma libertação dos males e do sofrimento ocorre também em outras religiões, de formas que podem ser vistas como paralelas à redenção cristã. Assim, o islamismo, mesmo não compartilhando com o cristianismo o conceito do pecado original, acredita que todo homem nasce precisando de salvação, que só pode ser obtida pela fé e submissão a Deus. No hinduísmo, o "moksha" ou "mukti" é entendido como libertação do ciclo de renascimentos e da lei do carma. Já o budismo acredita na libertação do mundo das aparências (maya) por meio de um esforço pessoal ao longo de um caminho de oito etapas: perfeito entendimento, perfeita intenção, perfeita fala, perfeita conduta, perfeita ocupação, perfeito esforço, perfeita contemplação e perfeita concentração (Vinayana Pitaka)2 . http://pt.wikipedia.org/wiki/Reden%C3%A7%C3%A3o 4. Justiça Própria - “O esforço de obter a salvação pelas próprias obras leva inevitavelmente os homens a amontoar exigências como uma barreira contra o pecado. Pois, vendo que falham no observar a lei, imaginam regras e regulamentos eles próprios, para se obrigarem a obedecer. Tudo isto desvia a mente, de Deus para si mesmos. Seu amor extingue-se lhes no coração, e com ele perece o amor para com seus semelhantes. Um sistema de invenção humana, com suas múltiplas exigências, induz seus adeptos a julgar a todos quantos faltem à prescrita norma humana. A atmosfera de crítica egoísta e estreita, sufoca as nobres e generosas emoções, fazendo com que os homens se tornem egocêntricos juízes e mesquinhos espias. “Desta classe eram os fariseus. Saíam dos seus cultos religiosos, não humilhados com o senso da própria fraqueza, não agradecidos pelos grandes privilégios a eles concedidos por Deus. Saíam cheios de orgulho espiritual, e seu tema era: "Eu mesmo, meus sentimentos, meus conhecimentos, meus caminhos." Suas próprias realizações tornavam-se a norma pela qual julgavam os outros. Revestindo-se das vestes da própria dignidade, arrogavam-se a cadeira de juízes para criticar e condenar.” MB 123. Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18). “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas como um vento nos arrebatam.” Isaías 64:6. Mateus 23: 1-26. http://www.salvospelagraca.com.br/index.php?area=artigos&id=7