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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Resolução natalina: brilhar como luzeiros, como astros em meio a uma geração corrompida e perversa!

Compartilho da indignação diante deste mundo tenebroso, porém sugiro-lhe escrever uma outra crônica sobre o lado luminoso, aquele que insiste em brilhar em meio ao caos, em meio às trevas, até mesmo em meio à tendência humana natural de supervalorizar a entropia, essa lei da física que explica porque tudo começa a morrer já a partir de seu nascimento, em detrimento da ação sobrenatural de manutenção da ordem no universo. Que tal reagirmos à mídia "marrom" e à sua opção nefasta pela propagação do que há de pior? Fomos chamados para brilhar como luzeiros, como astros em meio a uma geração corrompida e perversa. Gênesis 1 ilustra bem essa dicotomia entre luz e trevas, entre o caos primordial e a ordem criada, e, quando lido conjuntamente com João 1, permite-nos correlacionar o "verbo" ativamente comprometido com a preservação, com a restauração e com a salvação em Cristo. Apocalipse 22 …10 E acrescentou: “Não ocultes as palavras da profecia deste livro, porquanto o tempo se aproxima rapidamente. 11 Ora, quem é injusto, continue na injustiça; quem é mundano, continue na impureza; mas quem é justo, firme-se na prática da justiça; e quem é santo, continue a buscar a santificação. 12 Eis que venho sem demora! E trago comigo o galardão que tenho para premiar a cada um segundo as suas obras." Santifiquemo-nos porque Deus é santo! Shalom Adonai! Feliz Natal e próspero Ano Novo! https://www.youtube.com/watch?v=GtfoEc2O1Zw

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ciência e Religião?

Fonte> http://www.migalhas.com.br/Porandubas "Os juízes estão se tornando mestres de sabedoria, bom senso e até humor. Leiam o pronunciamento do juiz na audiência inaugural de uma ação. Abro a coluna com uma historinha do CE. O tema : um cabaré processado pela Igreja. Vamos ao caso. Em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza, Tarcília Bezerra começou a construção de um anexo do seu cabaré, a fim de aumentar suas atividades, em constante crescimento. Em reação contrária ao empreendimento, a igreja neo-pentecostal da localidade iniciou forte campanha para bloquear a expansão. Fez sessões de oração, em seu templo, de manhã, à tarde e à noite. Porém, o trabalho da construção progrediu até uma semana antes da reabertura, quando um raio atingiu o cabaré de Tarcília, queimando instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu tudo. Tarcília processou a igreja, o pastor e toda a congregação, com o fundamento de que a Igreja "foi a responsável pelo fim de seu prédio e de seu negócio, seja através de intervenção divina, direta ou indireta, ações ou meios". O certo é que o raio lhe causou enormes prejuízos, objeto de indenização. Em sua defesa na ação, a igreja negou veementemente toda e qualquer responsabilidade ou ligação com o fim do cabaré, inclusive pela falta de prova da intervenção divina e orações dos pastores. O juiz, veterano, leu a reclamação da autora Tarcília e a resposta dos réus, os pastores. Na audiência de abertura, abriu o verbo : "Não sei como vou decidir neste caso, pois pelo que li até agora tem-se, de um lado, uma proprietária de casa de tolerância, que acredita firmemente no poder das orações ; e do outro lado, uma igreja inteira que afirma que as orações não valem nada". Seria o caso de medir a propriedade deste conceito ? "A ciência sem a religião é aleijada e a religião sem a ciência é cega". Vamos, agora, à análise da conjuntura."

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Blog do Salum: Abrindo o jogo sobre o Islamismo

Blog do Salum: Abrindo o jogo sobre o Islamismo: Junte-se a esta campanha de conscientização sobre o Islã. Traduza o texto em qualquer idioma. Compartilhe-o em redes sociais, por emai...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Filme: No caminho de Emaús - YouTube

NO CAMINHO DE EMAÚS É UM FILME MUITO ESCLARECEDOR DA DOUTRINA BÍBLICA. RECOMENDO FORTEMENTE!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Justiça?

"Muitos desejam os favores do governante, mas é do Senhor que procede a justiça." Provérbios 29:26

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Caráter de Cristo formado em nós!

http://www.montesiao.pro.br/estudos/celulas/celula141.html

Curiosidades da Bíblia (CdB)

Por Alex Srabotnjak Não posso acreditar que você não tenha visto ... estava lá ... bem visível ... mais do que anunciado pelos noticiários e serviços meteorológicos ... Ah, tinha umas nuvens e aí você não podia ver ... ou você preferiu ficar assistindo TV ... ou aquele videogame que não dava pra parar ... mas quem saiu viu aquela lua toda avermelhada, parecia sangue, durante o eclipse total da Lua deste 27 de Setembro. Quem viu ficou impressionado ... e, se não viu, só daqui a 23 anos, tá? Ou então veja no noticiário ou na internet o que querem mostrar pra você. Aí estive pensando ... será que algo assim aparece na Bíblia? Verifiquei que na Bíblia existem 3 livros em que a lua de sangue aparece ... Começa com uma profecia de Joel, profeta para o reino de Judá [Joel 2:28-32], o chamado reino do sul, formado pelas tribos de Judá e Benjamin (dois dos doze filhos de Jacó-Israel). Acredita-se que este livro tenha sido escrito vor volta do ano 835 A.C., quando o reino de Judá estava temporariamente sem rei ... Esta profecia é quase que literalmente repetida no livro de Atos dos Apóstolos [At 2:17-21], com Pedro dirigindo-se à população de Jerusalém pouco após terem recebido o Espírito Santo de Deus. Ele claramente lembra ao povo o que Joel havia dito. Depois disto, a lua de sangue aparece no livro do Apocalipse [Ap 6:12-14], livro que mostra a possível cronologia do cumprimento de todas estas profecias ... no final dos tempos ... fique tranquilo pois ainda não ocorreu, viu? ... até porque você está lendo este e-mail. Mas eu acredito que irá ocorrer ... em breve, muito antes do que você imagina! Vamos então ver o que o profeta Joel falou há uns 2.850 anos atrás? Ele falava ao povo de Judá, muito provavelmente em Jerusalém, falando do fim dos tempos: "Toquem a trombeta em Sião; dêem o alarme no meu santo monte. Tremam todos os habitantes do país, pois o dia do Senhor está chegando. Está próximo!" [Joel 2:1]. Não sei se já naquela época pensava-se que o fim dos tempos estava próximo, ou se falava-se apenas para ver se o pessoal "se mancasse" e parasse de fazer as coisas horrendas que estavam acostumados a praticar ... Não parece os dias de hoje? Na verdade, a idéia do final dos tempos foi introduzida pelo profeta Obadias [Ob 15-16]: "Pois o dia do Senhor está próximo para todas as nações. Como você fez, assim lhe será feito. A maldade que você praticou recairá sobre você. Assim como vocês beberam do meu castigo no meu santo monte, também todas as nações beberão sem parar. Beberão até o fim, e serão como se nunca tivessem existido.", possivelmente escrito entre os anos 853 e 841 A.C. ... já faz tempinho né? Mas Joel continua o seu speech chamando as pessoas ao arrependimento: "'Agora, porém', declara o Senhor, 'voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.' Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça. Talvez ele volte atrás, arrependa-se, e ao passar deixe uma bênção. Assim vocês poderão fazer ofertas de cereal e ofertas derramadas para o Senhor, o seu Deus." [Joel 2:12-14]. Joel contou ao povo o que Deus disse para ele falar ... Deus não quer demonstrações exteriores - rasgar as vestes era costume da época, mas uma simples demonstração para outros verem ... Deus quer o arrependimento verdadeiro, de seu âmago, de sua alma. Se o Senhor verificar que o seu arrependimento é verdadeiro, talvez (quem sabe, né?) Ele tenha misericórdia ... ai que coisa boa! Mas Joel conta pro povo o que é este tal do Dia do Senhor e quais são os seus prenúncios. Leia em sua Bíblia [Joel 2:18-32]. Veja a seguir como Pedro falou a respeito ao povo de Jerusalém uns 900 anos depois de Joel: "Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão." [Atos 2:17-18]. Pedro fez este discurso após a ascenção de Yeshua, Jesus, aos céus e a vinda do Espírito Santo de Deus, dez dias após. Começou o cumprimento desta profecia ... Pedro prossegue: "Mostrarei maravilhas em cima, no céu, e sinais em baixo, na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se tornará em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor." [At 2:19-20]. A lua de sangue taí, né? Estamos a pouco menos que 2.000 anos após a época em que Pedro falou ao povo o que o Senhor havia dito. Desde aquela época tem havido um crescendo de catástrofes e sinais extraordinários (vulcões em erupção, avalanches, terremotos, dilúvios, tsunamis, pragas, epidemias mortais, desastres surpreendentes) ... desta vez a lua de sangue apareceu ... já apareceu várias vezes ... mas quando o Sol tornar-se em trevas ... Pedro não somente falou o que iria acontecer, mas também falou da solução para cada indivíduo: "E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo!" [At 2:21]. Na verdade o profeta Joel fois mais detalhista ainda pois, além desta frase, completou com "... pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar." [Joel 2:32]. Não falaremos aqui do que está escrito em [Ap 6:12-14] mas você pode lê-lo em sua Bíblia. Enquanto isto, o que você pode fazer é clamar no nome do Senhor ... não só Joel disse isto, mas Pedro, Paulo e tantos outros que o fizeram! Tenha boas reflexões, boas decisões e ações, além de um dia e uma semana super abençoados por Deus, Senhor e Salvador ... Deus é Soberano e quer que você clame no Seu Nome! Notas do autor: Para incluir algum amigo nesta lista de distribuição, peça-lhe que envie um e-mail para curiosidades-da-bibla-subscribe@yahoogroups.com . Para contato com o autor ou exclusão da lista, mande um e-mail para curiosidades-da-biblia-owner@yahoogroups.com . Nunca deixe de verificar em sua Bíblia se o que está sendo dito aqui é verdadeiro ... seja nobre como os de Beréia [Atos 17:11]! Os versos Bíblicos são da Nova Versão Internacional - NVI, acessível via http://www.biblegateway.com/versions/?action=getVersionInfo &vid=NVI-PT#books !

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Carta para a igreja Laodicéia (Ap. 3:14)

"14 “Ao anjo da igeja de Laodicéia escreva o seguite: Esta é a mensagem do Amém, da Testemunha fiel e verdadeira, daquele por meio de quem Deus criou todas as coisas:” Como podemos ver na última mensagem de Jesus para as principais congregações na Ásia Menor, Jesus está sendo descrito em termos de algo verossímil (Amém), mas também leal (fiel) e confiável (testemunha verdadeira). A última referência a Jesus Cristo sendo o princípio da criação de Deus é necessária para se referir ao conceito Judeu de Logos que está presente de forma dominante em João 1. Vamos resumir brevemente os principais pontos que são importantes para nossa discussão aqui. Tem sido pensado erroneamente que as ideias expressadas no prólogo de João são exclusivas do Cristianismo. Acreditava-se erroneamente que esta declaração (João 1:1) constituia nada menos do que um desvio inovador do Judaísmo. No entanto, nada poderia estar mais longe da verdade. Na verdade, não é até o versículo 14 “e o Verbo se fez carne,” que uma idéia inovadora, embora não contraditória ao Judaísmo, foi introduzida pela primeira vez. A idéia de Verbo/Logos/Memra de Deus sendo o instrumento de Deus na criação do mundo não era nova para o Judaísmo do Segundo Templo. Por exemplo, Filo, um Judeu de Alexandria, que era aproximadamente contemporâneo de Jesus, mas provavelmente nunca o conheceu, escreveu: “…a mais universal de todas as coisas é Deus; e em segundo lugar o Verbo de Deus”. (Allegorical Interpretation, II, 86); “…a sombra de Deus está o Seu Verbo, que Ele usou como um instrumento, quando Ele estava criando o mundo…” (Allegorical Interpretation, III, 96); “Este mesmo Verbo está continuamente suplicando ao Deus imortal em nome do povo mortal, que está exposto a aflição e a miséria; e é também o embaixador, enviado pelo governante de todos, ao povo subordinado… não tendo sido criado como Deus, nem ainda criado como você, mas estando no meio destas duas extremidades…” (“Quem é o Herdeiro das Coisas Divinas,” 205-6). Estes são apenas alguns exemplos dessa idéia. Jesus, como ele se dirige a seus seguidores em Laodicéia, está identificando a si mesmo como o instrumento de Deus na criação do mundo. Existem também algumas coisas importantes que devemos saber sobre a cidade de Laodicéia. É altamente provável que Jesus e o autor humano do Livro do Apocalipse estavam bem cientes delas. Fonte: Estudos Judaicos para Cristãos

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sonhando com Deus

"Era o ano de 2006. A campanha ao governo de AL estava "fervendo". Um candidato muito conhecido no Estado pelas presepadas, cujo nome, por motivos óbvios aqui se omite, liderava as pesquisas. Era considerado imbatível. Último debate eleitoral na TV Gazeta. O apresentador passa a palavra ao mais que provável vencedor : - Candidato, após esta intensa campanha eleitoral, o senhor tem 30 segundos para as considerações finais. Fique à vontade para falar. O candidato abriu o verbo : - Povo de AL, ontem eu tive um sonho. Neste sonho, Deus meu dizia : "doutor (fulano de tal), construa hospitais para o sofrido povo deste Estado". A seguir, o apresentador passou a palavra ao outro candidato. Que usou a verve : - Povo de AL, quem sou eu para disputar uma eleição com um homem que Deus o trata por doutor ? O candidato (citou o nome do fulano ) disse há pouco que falou com Deus e Deus disse : doutor fulano de tal. Ora, se Deus chama o meu adversário de doutor, reconheço que não posso fazer melhor do que ele. Vocês não acham que o adversário (fulano de tal) já se considera nomeado por Deus ? E foi assim que o candidato (fulano de tal), líder absoluto nas pesquisas, conheceu a derrota. Perdeu para a própria arrogância. (Essa historinha foi enviada para a coluna por Manoel Pedrosa)." Fonte: Porandubas Políticas in Migalhas nº 3.706 de Quarta-feira, 23 de setembro de 2015.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Glorie-se no Senhor!

A necessidade de autoafirmação leva-nos, por vezes, a nos impormos presunçosos diante dos outros, caindo na armadilha da autoexaltação, do louvor próprio. Este comportamento é evidência de imaturidade, de carnalidade e de falência espiritual. O homem espiritual não se define a partir do que os outros vão pensar a seu respeito, mas sim a partir do caráter que Deus está formando nele. Ainda que não tenha de si próprio ou dos demais um conceito que reforce sua autoestima, o homem e a mulher realmente espirituais assumem a postura de Paulo: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte; para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos. ¶ Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (‭Filipenses‬ ‭3‬:‭7-14‬ ARC)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

DEUS CHAMA E USA IMPROVÁVEIS

Ao analisarmos as características dos discípulos de Jesus, os quais se tornaram depois da ressurreição os principais líderes da igreja, concluímos que nenhum deles faria parte de organização cristã hoje. Repare. A maioria dos discípulos era pobre em antecedentes, em instrução e aptidões. Não tinham noção de trabalho em equipe. Um (Simão Pedro) era emocionalmente instável. O outro (André), faltavam qualidades de liderança. Os que são irmãos (Tiago e João), colocavam seus interesses acima da lealdade do grupo. Há um (Tomé), que demonstrava uma atitude de questionamento que enfraquecia a moral da equipe. Um deles (Mateus), foi colocado na lista negra da Associação Comercial da Grande Jerusalém! Outros dois (Tiago, filho de Alfeu e Tadeu), decididamente tinham tendências radicais. Um dos candidatos, todavia, demonstrou grande potencial. Foi um homem de muitas habilidades e conhecimentos. Tinha facilidade de relacionamento e uma mente muita aberta. Além disso, era bem relacionado nas altas esferas da sociedade e tinha altas motivações. Era ambicioso e sabia lidar com finanças. Atendia pelo nome Judas Iscariotes. Amados, Jesus passou uma noite inteira em oração antes de escolher seus doze auxiliares. De três deles só há registro de terem pronunciado uma pequena frase. De outros seis nada foi considerado digno de registro. No entanto, Jesus os escolheu para o mais revolucionário e importante empreendimento da humanidade. Esses homens eram o que denominamos de improváveis. Tinham grandes faltas e fraquezas, mas mesmo assim Jesus os chamou e os capacitou de forma maravilhosa. Ele os escolheu principalmente porque queria demonstrar ao mundo o que Deus pode fazer com pessoas improváveis, comuns, humildes, pessoas “ensináveis”. Que, quando se entregam inteiramente a Ele, podem ser usados de maneira extraordinária e poderosa. Você se sente um improvável? Saiba que Deus te chama para o mais fascinante projeto de vida. Ele que usá-lo para glória d'Ele!!! ELPIDIO ARAUJO NERIS JR Pastor SIBPP Brasília/DF

terça-feira, 12 de maio de 2015

Recebendo o Maná Escondido e a Pedra Branca

Complementando o texto abaixo: http://www.atendanarocha.com/2014/04/o-mana-escondido-e-pedra-branca.html Opinião do Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg 17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. ‘Aos que conseguirem a vitória darei do maná escondido. E a cada um deles darei uma pedra branca, na qual está escrito um nome novo que ninguem conhece, a não ser quem o recebe.’ Quer deixar um comentário sobre este artigo? Por favor, clique aqui Uma vez mais, como das duas vezes anteriores, aquele que ouve é chamado a obedecer. O Hebraico não tem nenhuma palavra para obediência. Ouvir alguém significa obedecer-lhe. Quem obedece é descrito como conquistador e vencedor. Para este vencedor particular, Cristo está prometendo algo muito especial – o maná escondido e uma pedra branca com um novo nome secreto. A primeira promessa é mais fácil de interpretar do que a segunda. O maná é um símbolo de sustento e provisão de Deus para o povo de Israel no deserto quando eles vieram do Egito em obediência ao chamado de Deus, arriscando as próprias vidas para ir para uma terra que só mais tarde seria mostrada. Quando Jesus falou com a mulher Samaritana Israelita (João 4), seus discípulos Israelitas Judeus estavam retornando de uma cidade vizinha com alimentos apropriados para o consumo pelos Judeus (Ioudaioi). Os discípulos perguntaram entre si se talvez alguém já tinha trazido comida para Jesus. Ele então respondeu a eles que tinha algo que foi agora, nesta passagem em Apocalipse, também prometido a quem vence – o maná escondido. Ele disse: “Eu tenho para comer uma comida que vocês não conhecem.” (Jo 4:32) Esta comida secreta que “os demais” não conheciam é nada menos do que a energia divina que é capaz de fornecer sustento nas circunstâncias mais inimagináveis e perigosas. Isto caracterizava o que em breve seria realidade para os crentes em Pérgamo. Jesus prometeu essa energia para aqueles que obedecem à palavra de Deus. É por isso que aquele que obedece também é aquele que supera. As coisas ficam mais complicadas com relação a identidade das pedras brancas. Entre as interpretações mais prováveis que podem se encaixar no contexto está a sugestão de que as pedras brancas, com os nomes dos destinatários inscritos, eram dadas para os candidatos a vencedores dos esportes de corridas Romanos. A pedra branca com um nome pessoal inscrito presumivelmente servia como uma entrada para um banquete de prestígio onde só participavam os vencedores. Esta pedra seria recebida após a conclusão da corrida. Embora isso não seja particularmente uma referência cultural Judaica, sabemos de muitos exemplos bíblicos do uso de referências culturais Greco-Romanas como ilustrações para e pelos Judeus. Por exemplo, o apóstolo Paulo usou muitas metáforas de esportes Romanos para destacar seus pontos (Fp 3:12-14; 1 Co 9:24-27; 2 Tm 4:6-8). O escritor da carta aos Hebreus também empregou a ilustração do esporte de corrida Romano e do recebimento da coroa de vencedor (ver também Hebreus 12:1). Este tipo de ilustração era bem conhecido na Judéia que abrigava elaboradas arenas esportivas. Este tipo de analogia é muito mais parecido com a cultura da cidade Romana de Pérgamo. Sem dúvida, os crentes perseguidos, tanto Judeus como antigos pagãos, estavam cientes desta prática e dos banquetes elaborados em honra aos vencedores/ganhadores das corridas. A maioria dos crentes não tomava parte nestes jogos em virtude do fato de os jogos serem dedicados aos deuses Romanos. Cristo lhes diz que na realidade eles não perderam nada. A verdadeira corrida é a corrida de perseverança dedicada ao Deus de Israel. Quem persevera nesta corrida e a vence receberá uma entrada para o banquete celestial de honra eterna. Outra possibilidade intrigante continua com o tema do vestuário sacerdotal, como já foi usado na carta do Apocalipse. A túnica do sumo sacerdote tinha 12 pedras com os nomes das 12 tribos de Israel. Uma das pedras era realmente branca – Yahalom (era a pedra número 6), significando o sexto filho de Lia – Zebulom. O que é importante sobre Zebulom? Lemos em Is 9:1-7, citado em Mt 4:15 que: “No passado ele humilhou a terra de Zebulom e a terra de Naftali, mas no futuro ele honrará a Galiléia das nações, que vai desde o Mar, além do Jordão. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz … Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o governo estará sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Para que aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juizo e a justiça, desde agora e para sempre”. De acordo com esta interpretação, a pedra branca sagrada simboliza os Greco-Romanos residentes na Galiléia que receberiam a luz através do nascimento de Jesus. Poderia o segredo aqui ser o próprio Messias? Poderia a pedra branca apontar para Jesus através da pedra de yahalom outrora adornando o peito do Sumo Sacerdote de Israel? Talvez. Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg Decano da Faculdade de Estudos Judaicos eTeacherBiblical, Israel Institute of Language, História e Santos Estudos da Terra

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cristianismo Existencial

Tradução livre O Cristianismo é uma Comunicação Existencial Relativamente cedo em sua carreira literária, Soren Kierkegaard escreveu algo em seu jornal que recorda de onde o seu trabalho se tornaria focado: Cristianismo não é um doutrina, mas uma comunicação existencial... Kierkegaard escreveu isto como uma reação à igreja Luterana dinamarquesa e à caricatura que esta havia feito do Cristianismo, mas a distinção ainda é verdadeira para hoje. A concepção que prevalece é de que a pessoa é um(a) cristã(o) se ele(a) acredita nas doutrinas/verdades-chave (que variam dependendo da denominação), e se essa crença é professada a Deus em uma oração. De acordo com a essência do Cristianismo localizada nessas doutrinas; afirmações abstratas que dão a alguém a habilidade de saber quem é cristão ou não. Por exemplo, se um respeitável homem cristão age egoisticamente em uma dada situação, nunca se duvidará que ele seja um cristão. No máximo, sua ação é considerada “não-cristã”, mas sua identidade como um cristão é deixada intocada. Esta linha de pensamento atingiu o seu clímax com a doutrina da segurança eterna, que declara que uma vez que você seja salvo (por meio da profissão de fé nessas verdades cristãs), você nunca poderá perder seu status de perdoado e justificado, não importando o que você faça no futuro. Esses sentimentos iluminam o fato de que a essência do cristianismo é agora encontrada nas declarações doutrinárias. Acreditar nas ideias de que “Jesus Cristo ressuscitou de entre os mortos”, “o Deus de Abraão é soberano”, e “Deus irá julgar toda a humanidade algum dia” é ser atualmente quintessencialmente cristão. Consensualmente, tornou-se geralmente aceito que o que separa os cristãos dos pagãos é a crença nessas declarações, e que tornar-se cristão significa assumir um conjunto de crenças ou máximas religiosas. Qualquer mudança de caráter que acompanhe a conversão religiosa se torna uma recomendação desnecessária. No mundo intelectual essa concepção do Cristianismo é confirmada. As pessoas discutem e filosofam acerca de várias doutrinas, e chamam isso de Filosofia Cristã. O Cristianismo é definido hoje como “um sistema religioso de crenças que compreendem uma visão de mundo.” A declaração fundamental do Cristianismo Existencial é que o cristianismo não é um sistema de crenças, mas sim um estilo de vida epresso existencialmente. Uma “comunicação existencial” significa que algo é comunicado e expresso aos outros por meio da nossa existência, da maneira como vivemos e agimos nesse mundo. Tornar-se um cristão não envolve uma mudança de crenças, mas uma mudança de como vivemos e existimos dentro de um mundo arrogante e egoísta. Isto é revelado de três maneiras: a natureza existencial de Jesus Cristo; como expressamos existencialmente o cristianismo em nossa comunicação existencial aos outros e como a expressamos existencialmente perante Deus. A despeito da associação do existencialismo a uma filosofia desesperançada e sem Deus, o Cristianismo Existencial é primordialmente concernente com os ensinos de Jesus dentro de um ambiente paradoxal e sem significado. A natureza existencial de Jesus Cristo Jesus Cristo é o centro da religião cristã, se alguém estiver procurando compreender o Cristianismo não precisará olhar além, e se alguma ideia proposta estiver em conflito direto com algo que Jesus tenha dito, não deverá ser considerada como parte do Cristianismo. Um Cristianismo Existencial começa com o exame da natureza humana e da natureza de Jesus Cristo. Na igreja hoje existe uma tendência horrível de focar sobre o nascimento, a morte e a ressurreição; negligenciando o resto. O ciclo de pregação de uma igreja usual envolve um sermão sobre o nascimento de Jesus no Natal, sermões sobre a sua morte e sua ressurreição por ocasião da Páscoa, e a cada domingo uma mensagem sobre algo que Paulo tenha escrito (com a ressurreição de Jesus atada no fim para uma boa medida). Sempre que Jesus é mencionado em círculos cristãos isto é mais como dizendo respeito a como Ele morreu pelos nossos pecados e não muito mais. Mais desafortunadamente, a fixação em uma parte particular da vida de Cristo surge à custa do resto. Isto me entedia completamente, desde que em sua vida vemos alguns dos mais importantes aspectos de Jesus Cristo. Foi em sua vida que Ele ofereceu e deu vida eterna a muitas pessoas, Ele ensinou seus seguidores como viver corretamente, e Ele curou o medo que as pessaos tinham da morte, do senso de falta de significado, e da culpa. Mais importante, na vida de Jesus vemos a revelação direta da natureza de Deus (como Jesus mesmo disse, “se conhecerdes o filho, conhecereis o Pai”). A má concepção do Cristianismo como um sistema de crenças advém de uma leitura superficial da realidade de que o Novo Testamento é um documento ético. Nos Evangelhos não se encontrará teologia sistemática e filosofia, mas eles estão plenos de comandos éticos e diretivas existenciais. Considere os dois grandes mandamentos que Jesus deu: amar a Deus e amar ao próximo. Não é mera coincidência que Jesus Cristo tenha sido a figura mais influente da História, ainda que não tenha escrito uma só palavra. Ele não veio ao mundo para trazer um nova doutrina, uma nova religião, ou uma nova revelação teológica. Assim, Ele nunca palestrou ao público, e não se encontrarão seus tratados de mil páginas nos arquivos da Universidade de Jerusalém. O que Ele compartilhou com seus discípulos foi sua vida; sua própria existência. Ele diria às pessoas para ajudarem os pobres e humilharem-se a si mesmos em infatigável serviço só para exibir aquele comportamento em sua própria vida. Quando Jesus ensinava, Ele nunca compelia as pessoas a aceitarem uma nova doutrina por meio de provas, Ele escolheu dizer parábolas que as pessoas comuns pudessem entender e apreciar. Sem dúvida, quando Jesus pedia às pessoas que o seguissem Ele não apelava para uma mudança em suas crenças, ou religião, ou teologia, mas para uma mudança de vida. Jesus desafiou as pessoas em um nível existencial, repreendeu-as pela maneira como viviam, dirigiu-as ao arrependimento e as despediu instruindo-as como viver corretamente. Quando um advogado se aproximou de Jesus questionando-o sobre o caminho para a vida eterna, Jesus não tinha uma doutrina para lhe dar, mas sim um mandamento para vender todas as suas posses e segui-lo. Na parábola do Bom Samaritano, Jesus disse à congregação judia uma estória onde a pessoa que estava com Deus não era o sacerdote judeu que habitava com a Lei, mas sim o “gentio” samaritano que mostrou misericórdia. Ao final da estória o samaritano nunca foi evangelizado ou salvo, ele continuou sendo um samaritano, e continuou a engajar-se em sua cultura e práticas, mas ele estava ainda mais pleno de Deus pelo amor e renúncia que mostrou em favor do moribundo. O ensino de Cristo era ético e existencial em sua natureza, significando que Ele buscava mudar como uma pessoa habitava este mundo, e como tratava as outras pessoas. A doutrina não tinha lugar em Jesus e, quando Ele olhava para as pessoas, Ele não via suas crenças, mas somente seus corações. Alguém pode apontar que eu esteja negligenciando uma declaração verbal e aparentemente teológica que separava os seguidores de Cristo dos judeus, aquela de que “Jesus Cristo é Senhor”. Isto é justo, e era de fato uma nova contribuição, mas não teológica e não centrada em crença. Cristo deu àqueles discípulos um discipulado radical que mudou completamente a sua mentalidade para um estilo de vida de desapego, altruísmo e espiritualidade. Depois dos discípulos terem literalmente renunciado a tudo para seguir a Cristo, somente então estariam aptos a exclamar: “Jesus Cristo é Senhor!”. Esta declaração não deve ser compreendida intelectualmente, e está inteiramente fora do domínio da razão. Como pode alguém proclamar que um pobre e humilde judeu era o filho do Deus onipotente que criou a Terra? Na verdade, a máxima de que Jesus Cristo é o Senhor não é objetivamente justificada. A pesquisa histórica pode somente chegar ao ponto de admitir que Cristo viveu, morreu e reivindicou ser o Cristo (Messias). Filosoficamente, não há evidência que permita sugerir que seja racional o salto daquela reivindicação de Jesus ser Deus para a realidade de sua divindade. A declaração não faz sentido racionalmente, mas para os seus discípulos não havia nada mais verdadeiro. A proclamação dos discípulos de que “Jesus Cristo é o Senhor” veio de experiência, de convicção, de paixão e de evidência existencial (tendo sido mudados de pecadores em santos, por exemplo). Isto nunca significou que seria tornada numa declaração dogmática ou em algo a ser proclamado como intelectualmente verdadeiro. Tal experiência foi especialmente reservada para aqueles que morreram para si mesmos, o que essencialmente se obtinha existencialmente. Para os discípulos e outros seguidores de Cristo; ser cristão significa submeter-se a Jesus mediante um radical discipulado existencial. Cristo provocou tal impacto espiritual sobre eles que se tornaram “nascidos de novo”. Suas existências evoluíram para algo pleno e transcendente, que Paulo definiu como “um novo homem”. Foi a partir desta mudança que passaram a exclamar uns aos outros: “Jesus Cristo verdadeiramente é o Senhor!”. Eles não chegaram a essa conclusão a partir de evidência intelectual ou de pregação dogmática, mas sim por intermédio da maravilhosa mudança que Cristo fez neles. Assim, vemos a natureza existencial de Jesus Cristo. Ele não pretendeu ser transformado em uma doutrina. O erro fundamental do cristianismo moderno é a abordagem superficial sobre o fato de que Jesus foi um modelo, um protótipo; pois desejava ser seguido e imitado. As pessoas se tornavam seus seguidores a partir da imitação que faziam de suas boas obras, de seu serviço e do novo mandamento. A igreja de hoje exibe Jesus ao redor como um objeto de adoração e admiração. “Desde que Ele morreu e ressuscitou tudo o que nós devemos fazer é louvar o seu nome para sempre com canções e danças e boas orações decorativas”. Jesus foi o modelo, e os cristãos eram seus seguidores e imitadores. Jesus nunca pediu para ser adorado. De fato, em Lucas 11:27-28 você pode ver Jesus dirigindo a adoração para fora de si mesmo em respeito às pessoas que haviam ouvido suas palavras e as observavam, e as guardavam. O Cristianismo é expresso aos outros existencialmente, considerando Jesus primariamente dirigido pela ética orientada em seu ministério. Seus seguidores potenciais, para se tornarem seus discípulos, eram exigidos a assumir mudanças éticas. Jesus discernia se alguém merecia ser seu discípulo por meio de uma iniciação ética. Eu não vou expandir esse conceito muito mais aqui, mas a chave dessa iniciação ética era que ela divergia, dependendo do que a pessoa valorizasse mais em seu coração. Jesus disse a um homem, que desejava enterrar seu pai antes de seguí-lo, para “deixar aos mortos enterrar seus mortos” (Mateus 8:19-22). Estava claro que seu pai era, no mesmo nível, o único obstáculo no caminho daquele candidato a discípulo ou uma desculpa para ignorar a Cristo. Em Lucas 18:18-23, Jesus ordenou a um jovem muito rico que vendesse todos os seus bens, distribuísse todo o dinheiro aos pobres e, então, seguisse a Jesus para alcançar a vida eterna pela qual ele tanto ansiava. O homem rejeitou Jesus por ele valorizar muito sua riqueza. Na verdade, em Lucas 14:26 Cristo anuncia que para ser seu discípulo você deve odiar todos os acessórios mundanos; um verso que é frequentemente ouvido ecoar de algum púlpito. E finalmente, Jesus disse aos primeiros discípulos simplesmente: “venham e sigam-me”; pedindo aos homens comuns que abandonassem não só seus empregos ou ocupações, mas sua maneira de viver para seguirem a um estranho. O ponto é não somente que essa iniciação ética intentasse remover todos os acessórios temporais que as pessoas tinham, mas que Jesus almejava mudar a vida das pessoas, sem oferecer sequer uma menção às crenças, à doutrina ou à teologia de alguém. Uma parte significativa do porquê de o Cristianismo ser uma comunicação existencial é o fato que o Cristianismo só é expresso aos outros existencialmente. Isto significa que o sistema de crenças da pessoa não deveria ter lugar em como as outras pessoas percebem-nos como cristãos. Quando os discípulos completaram essa iniciação ética, e renunciaram a todo valor que colocassem no imediatismo, no materialismo e no hedonismo, Jesus lhes disse: “Por isso todos saberão que sois meus discípulos, se vos amarem uns aos outros” (João 13:35). As implicações do que Jesus disse eram bastante claras. Aqueles homens submeteram-se a uma iniciação ética objetivando revolucionar o que era importante para eles de modo a desenvolver um amor cristão genuíno e incondicional tanto por Deus quanto pelas pessoas. Possuir esse amor foi o único mandamento que Jesus deu aos seus discípulos, e o discipulado ético intencionou criar e desenvolver isso nos discípulos. Agora que os discípulos estavam comprometidos em imitar a Jesus, eles foram avisados de que as outras pessoas iriam separá-los dos judeus comuns e saberiam que eles eram seguidores de Jesus por causa desse amor incondicional que agora possuíam uns pelos outros. A única contribuição que Jesus deu à religião foi que a máxima de que “Jesus Cristo é o Senhor”, tinha de ser vivida pelos seus discípulos, não meramente acreditada, professada. O Cristianismo começou como um modo de vida; um estilo de vida existencial que esposou os ideais que Jesus tinha ensinado (tais como: amor, tolerância e perdão). O Cristianismo não era uma filosofia ou um sistema de crenças, e diferentemente das filosofias que não necessariamente tinham impacto, esse amor separou os cristãos dos judeus. Como os discípulos foram separados dos judeus por um amor único, assim os cristãos modernos se tornam separados do mundo pelo amor que expressam. A diferença no cristão é fundamentalmente existencial, tanto quanto o aspecto “existencial mostra em que você verdadeiramente crê”. Um cristão sem amor é um hipócrita e, de acordo com Jesus, não há fé em tal homem. A ideia é expressa mais resumidamente em Tiago 2:17, “a fé sem obras é morta”, significando que a ‘fé’ que professam não é real. O modo como o Cristianismo é intelectualmente expresso hoje aos outros (usando verdades e doutrinas dogmáticas) deriva de uma compreensão distorcida da palavra ‘fé’, negligenciando os Evangelhos e enfatizando as epístolas de Paulo, por vezes legalistas; a mistura do Cristianismo com o neo-Platonismo; e um equívoco acerca do pecado e de como Jesus propôs a salvação de sua condenação. Esses são os maiores erros que o Protestantismo moderno cometeu, e isso mudou completamente a compreensão dos discípulos acerca do Cristianismo. O resultado de uma evangelização não existencial ao Cristianismo é a estagnação e a alienação da sociedade. O Cristianismo é expresso aos outros existencialmente. O Cristianismo é expresso a Deus existencialmente. É possível que o Cristianismo seja expresso aos outros existencialmente, mas expresso a Deus dogmaticamente. Jesus, depois de tudo, disse “crede em mim e sereis salvos.” Para compreender adequadamente como o Cristianismo é expresso a Deus, devemos primeiro perguntar como agradar a Deus, e como Ele lida com o juízo e com o perdão. O Cristianismo moderno oferece um par de sugestões de como a humanidade pode agradar a Deus. A primeira é agir em louvor a Deus, tanto orando quanto louvando. É como dizer que a oração experimenta a mesma sorte de distorção que aflige a maioria dos outros conceitos cristãos. Orações são ofertadas a Deus hoje de uma maneira que se assemelha às expectativas humanas acerca de como a vida deve ser, um relacionamento de troca, de dar e receber. A pessoa dá a Deus louvor e ação de graças, aparentemente tentando demonstrar amor. E, então, pede favores a Deus, por direção em uma dada situação, e até mesmo requerendo que o futuro transcorra de certo modo. A validade desses pedidos vãos não se sustenta, louvor verbal é para Deus como uma trivialidade frívola que nem agrada a Deus nem demonstra qualquer amor real. A ideia de que nosso amor a Deus seja de algum modo mensurável em termos de comprimento, volume ou beleza das nossas orações de ações de graça é semelhante aos murmúrios e ruídos vãos que os Fariseus frequentemente praticavam, embora estivessem procurando o favor dos outros homens. Considerando que os cristãos de hoje estejam procurando encontrar o favor de Deus (por razões egoístas conscientes ou não), conforme Jesus, orações e declarações verbais como um todo não agradarão a Deus ou demonstrarão nosso amor por Ele. Elas não estão absolutamente erradas, mas colocar alguma importância sobre elas é descartar tudo o que Jesus disse sobre o que deveria constituir uma verdadeira religião. A segunda sugestão oferecida pelo Cristianismo moderno sobre como agradar a Deus e demonstrar nosso amor por Ele é a obediência. Tal posição possui um forte suporte das Sagradas Escrituras, já que no início do Velho Testamento a coisa que Deus aparenta apreciar mais em uma pessoa é a obediência. Também, Jesus bem resumidamente disse a seus discípulos que “se me amardes, guardareis os meus mandamentos.” Parece ser bastante claro que a maneira de agradar a Deus e demonstrar amor por Ele é a obediência, obedecer ao que Deus nos mandou fazer. No entanto, como acontece com a maioria da terminologia cristã, a palavra ‘obediência’ tem, através das gerações, sido mutilada de seu significado existencial e agora é definida por alguma afirmação abstrata de ‘comandos doutrinários’. Esta obediência abstrata é apropriadamente revelada por meio de uma atitude cristã comum acerca do comportamento relacionado à obediência. Se alguém não tomar cuidado será fácil ignorar os comandos existenciais de Jesus, baseando seu Cristianismo em crença, e avançando por delegar a obediência ao reino das tomadas de decisão esporádicas. O que significo com isso é que obediência é frequentemente definida como viver de acordo com o plano de Deus para a sua vida. Por exemplo, um estudante ansioso do ensino fundamental considera se frequentará uma faculdade secular ou uma orientada biblicamente, ou se irá direto ao Mercado de Trabalho (uma decisão que confronta todo adolescente). O adolescente usa a metodologia psicológica que foi determinada por anos de doutrinação religiosa (i.e. condicionamento mental com infinitas variações) para determinar que decisão tomar. Por meio dessa metodologia chega-se à conclusão de que a Faculdade Bíblica é o que Deus aprovaria. Seguindo aquela conclusão, se o adolescente decidir ou não ir à Faculdade Bíblica dependerá se ele for obediente a Deus e à ‘vontade de Deus’ para a sua vida. Na verdade, para avançar nesse ponto, os cristãos frequentemente percebem a ‘vontade de Deus’ como sendo qualquer ocorrência em uma dada situação. Com essa filosofia em mente, a obediência a Deus é viver em harmonia com a ordem de coisas pré-determinadas supostamente vinda de Deus, e com confiança em técnicas esotéricas para determinar que opinião o Espírito Santo tenha em um cenário muito específico. Esta obediência está só estreita e caprichosamente ligada a nossa vida. Adicionalmente, como sempre ocorre no Cristianismo moderno, a obediência a Deus é ligada à obediência ao dogma. Dizer de um ancião na igreja que é largamente conhecido por ser doutrinária e biblicamente respeitado, “ele conhece sua Bíblia como a palma de sua mão”, como os leigos frequentemente comentariam. Se esse ancião vem a acolher um ressentimento contra seu irmão que errou com ele há vários anos, e ainda não o perdoou, a análise comum seria demandar que ele deveria perdoar seu irmão. O reconhecimento que ele precisa para perdoar seu irmão é dado, mas a falta de obediência nessa área específica de sua vida não é pensada como impedimento de seu amor a Deus ou de quão agradável a Deus ele é. Jesus atribuiu severa condenação às pessoas que não perdoam, e ainda assim esse ancião é respeitado pelo seu formidável conhecimento bíblico. A ligação mal compreendida entre a obediência e o dogma remonta a um Cristianismo equivocado. A obediência abstrata ao plano geral de Deus para este mundo e uma afirmação para todas as significativas demandas teológicas feitas na Bíblia não agradam a Deus e não são um modo de demonstrar amor a Deus. A resposta para a questão de como podemos agradar a Deus e demonstrar-lhe nosso amor pode ser encontrada na declaração de Jesus: “se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. A linguagem é suficientemente clara; Jesus está dizendo que guardar seus mandamentos é um componente necessário ao amor a Deus. Não se trata de um simples pedido que Jesus tenha feito aos seus discípulos, como se isso fosse uma coisa boa a se fazer se eles pudessem lidar com isso em seu atribulado estilo de vida. Ele estava simplesmente dizendo aos seus discípulos que se eles realmente amassem a Jesus e a Deus eles ouviriam sua palavra e a guardariam. O único ponto desse debate poderia ser no que consistiam os mandamentos de Jesus Cristo, mas mesmo isso era facilmente compreensível. Seus mandamentos eram vários ensinamentos que Ele ministrou através de sua vida que se relacionava exclusivamente em assuntos existenciais. A demonstração de amor a Deus, nesse sentido, se atinge por meio de se seguir os mandamentos existenciais de Cristo, e nada mais. Não apenas a “obediência abstrata” deixa de receber menção positiva por Jesus, Ele parece refutar essa ideia ao condenar os Fariseus por obedecerem à Lei judaica mesmo quando esta diretamente os impedia de fazer o bem (tal como curar no Sábado). É claro que os assuntos extremamente significativos acerca de como agradar a Deus e expressar amor a Deus são ambos respondidos ao seguir a Cristo em nível existencial, e somente assim. Crenças, doutrinas e dogmas não têm lugar de influência na expressão do Cristianismo perante Deus. Em que bases Deus julga e perdoa as pessoas? Seguir a Cristo e obedecer suas diretrizes não é uma tentativa de apaziguar um Deus irado, mas sim o modo de adquirir um relacionamento com Deus, atingir uma autoestima autêntica e equilibrada, e verdadeiramente ser perdoado de todos os pecados e transgressões. A enfermidade espiritual universal definida como ‘pecado’ é a razão pela qual as pessoas precisam de Jesus, e é a causa de todo medo e de todo sentimento de falta de significado neste mundo. A natureza do pecado não é o assunto neste texto, e é detetável, mas a noção de Jesus como a cura dessa enfermidade é suprema para se compreender como Deus perdoa o pecado na humanidade. A pedra fundamental da crença fundamentalista no Cristianismo é que um indivíduo é salvo do pecado e agraciado com o perdão na base de sua aceitação da morte e ressurreição de Jesus Cristo, expressa arrependimento por ter sido um pecador e afirme que o sangue de Jesus é que salva todos os homens de seus pecados. Isto é o que a igreja chama de tornar-se “salvo” ou “nascido de novo”. É assegurado que essa salvação vem pela fé somente. Não é só uma distorção da palavra fé, mas há um conjunto de evidencia escritural (a maioria especialmente de Jesus) que nega essa verdade. Em defesa do moderno conceito de salvação a igreja cita Paulo quando ele disse: “somos salvos pela graça, mediante a fé... não por obras” (Efésios 2:8) e Jesus quando Ele disse “crê em mim e serás salvo.” Antes de responder a esses dois versos, eu gostaria de declarar que a ideia da redenção existencial (ser perdoado e julgado por Deus inteiramente em uma base existencial) é algo que Jesus ensinou muito claramente. Primeiramente, Jesus considerou o amor e o perdão os únicos requisitos para se obter o perdão dos pecados. Em Lucas 7:47, Jesus discutia com uma mulher pobre que lavava seus pés com óleo, dizendo que “seus pecados, que eram muitos, foram perdoados; porque ela muito amou: mas aquele a quem pouco foi perdoado, esse pouco amou”. A linguagem não é ambígua e as implicações disso são muito claras: “o amor cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4:8), e aqueles que amam pouco, pouco é perdoado. Em Mateus 6:14, Jesus declara de modo muito simples: “Porque se perdoardes aos homens as suas transgressões, vosso Pai celestial também vos perdoará”. Nenhuma outra condição necessária é mencionada por Jesus para se obter o perdão da parte de Deus, apenas se perdoar aos outros se receberá o perdão de seus próprios pecados. Finalmente, em Mateus 25:31-46, Jesus nos dá uma imagem de Deus assentado em um grande trono e julgando todos os povos da terra. As ovelhas e os bodes, que eram os símbolos usados para representar aqueles que alcançaram ou não o favor de Deus, eram julgados baseado em como trataram os menores dentre os seus irmãos (os pobres na sociedade). Deus julgou que aqueles que trataram bem aos pobres trataram bem a Deus, e vice versa. Esta revelação do julgamento divino não tem nada a ver com crença ou a moderna compreensão da palavra fé. Todos esses versos indicam que para obter o perdão de Deus você deve estar amando, perdoando e praticando a misericórdia. Qualquer requisito adicional pregado hoje não vem de Jesus. Além do mais, em um par de ocasiões Jesus condenou as pessoas pela única razão de que falharam em perdoar. Começando com Mateus 6:15, Jesus declara que “se não perdoardes os homens as suas transgressões, tampouco vosso Pai perdoará as vossas transgressões”. É importante notar que Jesus não deixa brecha para aqueles ‘respeitáveis’ cristãos que sabem sua Bíblia. Em uma parábola encontrada em Mateus 18:23-25, Jesus nos diz que Deus perdoa os pecados baseado em nosso próprio perdão aos outros. Nessa parábola havia um rei e um de seus servos que lhe devia muito dinheiro. Quando o servo foi intimado à presença de seu senhor, ele explicou sua miserável situação econômica e como era incapaz de pagar a dívida ao seu rei em tempo hábil. Movido por compaixão e misericórdia, o rei então decide perdoar a dívida ao homem e o envia de volta ao seu caminho. Em seguida, o servo perdoado ofende fisicamente um servo seu companheiro que lhe devia uma quantia muito menor de dinheiro, exigindo-lhe o pagamento imediato. Assim que o rei ouve acerca da falta de compaixão do servo perdoado, ele é intimado de volta à presença do rei e então é jogado na prisão até que sua dívida seja paga. Jesus compara essa estória ao Reino de Deus, com o servo representando uma pessoa em necessidade de perdão pelos pecados e o rei como o próprio Deus. Se uma pessoa se arrepende, Deus é gracioso e misericordioso e consequentemente perdoa abertamente qualquer pessoa que se arrependa. No entanto, se a pessoa perdoada não demonstra aos outros a mesma capacidade de perdoar que recebeu, Deus retirará o perdão concedido. Parece que Deus está demandando gratidão em relação a esse perdão obtido por meio do perdão aos outros por seus crimes cometidos contra você. Essencialmente, Jesus está pontuando que sem amor ou perdão, sem um fundamento existencial para o cristianismo de uma pessoa, não haverá perdão, e consequentemente um cristianismo sem fundamento existencial não é Cristianismo. Considerando que Deus concede perdão e julga condenando em termos existenciais, está claro nos Evangelhos que Deus relaciona-se conosco em como nos relacionamos com os outros. Significando que quanto mais amorosos, compassivos e perdoadores nos portarmos para com os outros, mais compassivo e perdoador Deus será para conosco. Sobretudo “o amor cobre uma multidão de pecados”, e prova que o Cristianismo é expresso a Deus existencialmente. Uma objeção muito comum à ideia de que o perdão é determinado existencialmente é encontrada no Evangelho de João, onde Jesus repetidamente assevera que tendo fé e acreditando nEle se recebe a salvação. O Cristianismo moderno orienta-se por uma definição popular daqueles termos para chegar à conclusão de que somos salvos por meio da fé, o que significa para eles uma afirmação intelectual de crença, e confiança em verdades que não podem ser vistas ou verificadas. No entanto, quando se considera o que crer em Jesus significava para os discípulos, essa objeção é abolida. Como tem sido argumentado através deste capítulo, Jesus não deu aos discípulos quaisquer verdades doutrinárias ou não existenciais para acreditarem, e a declaração de que “Jesus Cristo é o Senhor” chega e permanece em níveis puramente existenciais. Consequentemente, crer em Jesus não implica crença em novas máximas religiosas... Fonte: © 2009 Timothy Neal, All Rights Reserved 2 Existential Christianity - Christianity is an Existential Communication

Conferência durante feriado discute ciência e fé com religiosos

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/04/30/interna_cidadesdf,481406/conferencia-durante-feriado-discute-ciencia-e-fe-com-religiosos.shtml

quarta-feira, 11 de março de 2015

VIRTUDES

VIRTUDES Sete Virtudes Castidade Generosidade Temperança Diligência Paciência Caridade Humildade Virtudes Cardinais Temperança Justiça Fortaleza Prudência Virtudes Teologais Fé Esperança Caridade

terça-feira, 10 de março de 2015

Procuram-se virtudes! Honestidade? Verdade? ...

Lembro-me de meus saudosos pais ao nos ensinarem, a mim e a meus irmãos, a devolver o troco recebido a mais na padaria, na feira, no Banco, onde fosse. Se achássemos dinheiro ou documento perdido, deveríamos devolvê-los ao dono ou à polícia. Houve pelo menos uma ocasião em que, no exercício de meu primeiro ofício de Office-Boy, após receber expressiva quantia de dinheiro a mais do caixa de um Banco, voltei para devolver o excedente, e encontrei o empregado aflito, pois suas contas não fechavam e ele não podia sair enquanto não resolvesse a pendência. Eu mesmo ensinei meus filhos, ainda pequenos, a não comerem nada no supermercado antes de passarmos pelo caixa e pagarmos, ainda que fosse só um item de degustação. Só depois de havermos pagado poderiamos considerar algo como sendo de nossa propriedade. Ao ouvir de Auditores Fiscais que recebem polpudos subornos por anos a fio e se vangloriam publicamente de serem corruptos; de mensaleiros Petistas ou Tucanos (farinha do mesmo saco) que transitam desenvoltos de um lobby a outro com milhões ocultos, até nas cuecas, e ainda se ufanam de punhos erguidos; de servidores federais, estaduais e municipais e, até mesmo de herdeiras de militares, que recebem pensões e salários indevidos, porém recusam-se a devolvê-los e ainda acionam o judiciário em defesa do “direito adquirido”; de fornecedores de leite fraudado com água e (ou) soda cáustica, de azeite que não é azeite, de mel que não passa de melaço de cana, ou de amido de milho, etc., constato que a fraude tomou de assalto este país, e não é de hoje. Se até a religiosidade se travestiu da famigerada teologia da prosperidade, o que cobrar daqueles que jamais assumiram qualquer compromisso moral ou religioso? Onde foi que nos perdemos dos exemplos dignos de serem imitados, dos valores e dos princípios éticos, da moralidade, da legalidade, enfim, das virtudes? Quando passamos a valorizar mais os vícios, a nos ufanar dos desvios, a celebrar os pecados? “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.” Apocalipse 2:4-5

sexta-feira, 6 de março de 2015

Para entender a decapitação de 21 cristãos pelo ISIS na Líbia

Conhecer... Gustavo Chacra* 18 fevereiro 2015 | 20:42 A organização terrorista ISIS, também conhecida como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, decapitou 21 cristãos coptas egípcios na Líbia. Eles foram mortos quando estavam no país a trabalho. Abaixo, algumas perguntas e respostas para entender o ataque – parte das informações se baseiam em recente post no qual comentei sobre o avanço do ISIS na Líbia (falei do tema também no Globo News Em Pauta em novembro). Desde quando há ISIS na Líbia? O grupo tem crescido nos últimos meses no país, dominando porções do território líbio ou atuando em coordenação com algumas das várias milícias extremistas com base no país e armadas pelo Ocidente para combater o regime de Muamar Kadafi. Desde outubro, dominam a cidade de Darna. O governo da Líbia não fez nada? Hoje a Líbia tem dois governos. Ambos simbólicos. O que é reconhecido pelo Ocidente se localiza em Tobruq, uma cidade próxima ao Egito e a cerca de mil quilômetros de Trípoli, a capital. Isto é, o governo e o Parlamento da Líbia que desfrutam de legitimidade internacional não controlam a capital e nem a segunda cidade, Benghasi. Estas estão nas mãos de diferentes grupos extremistas islâmicos que combatem as tropas laicas do general Haftar e outras milícias. Não há Exército na Líbia? A OTAN destruiu as Forças Armadas da Líbia quando fez a intervenção para derrotar Kadafi. Não há um Exército que controle todo o país. O que existe são federações de milícias, sendo muitas delas ligadas à Al Qaeda e armadas no passado pelo Ocidente (isso mesmo). No último mês, militantes líbios integrantes do ISIS passaram a dominar a cidade de Darna. E o governo do Egito? O regime de Sissi tentou, sem sucesso, negociar a libertação Os EUA poderiam ajudar? Os EUA, hoje, não possuem diplomatas na Líbia. O embaixador foi morto em atentado terrorista. Os demais foram retirados posteriormente quando o governo perdeu o controle da capital, Trípoli. Os americanos tampouco exercem qualquer influência na área de segurança. Embora sejam os responsáveis diretos pela derrubada de Kadafi, os EUA perderam completamente o controle da Líbia e hoje enfrentam inimigos bem piores do que o então ditador – que havia abdicado do terrorismo e das suas armas de destruição em massa, sendo doador de campanha para políticos franceses, italianos e britânicos. A Líbia está em Guerra civil? Sim, está. A intervenção da OTAN comandada pelos EUA e pela França, com a ajuda de alguns países árabes, levou à queda do regime de Muamar Kadafi e à pulverização do país. Não existe, na prática, um Estado líbio. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas em um conflito esquecido pelo Ocidente – que foi um dos principais causadores, no caso, diferentemente do que ocorre na Síria O ISIS está se expandindo para outros países? Sim, embora venha perdendo um pouco de força no Iraque e na Síria, o ISIS tem ganho força na Líbia e no Afeganistão, além de ter células em outros países. Embora tenha tentado, não conseguiu, ainda, penetrar no Líbano, onde enfrenta o Hezbollah e o Exército, e na Jordânia. Alguma força externa luta contra o ISIS na Líbia? Não. O grupo enfrenta apenas alguma resistência local. Quem são os principais grupos e países na luta contra o ISIS no mundo? Quem mais luta contra o ISIS no mundo é uma coalizão liderada pelo Irã, com o apoio do regime de Bashar al Assad na Síria, do Hezbollah e de milícias xiitas iraquianas, em coordenação com o governo do Iraque os guerreiros Pesh Merga do Curdistão. A outra coalizão, mais focada em ataques aéreos do que terrestres, tem o comando dos EUA, com o apoio de nações ocidentais como a França e árabes como a Jordânia e a Arábia Saudita. Também atuam, em coordenação com o governo do Iraque, os Pesh Merga do Curdistão. O mundo islâmico não faz nada para combater o ISIS? Como escrito acima, o Irã, Hezbollah, Iraque, curdos, Jordânia e Arábia Saudita são muçulmanos e estão na vanguarda da luta contra o ISIS, ao lado de Assad, que tem um regime laico apoiado por cristãos, muçulmanos alauítas e muçulmanos sunitas seculares e druzos, e das Forças Armadas do Líbano, comandada por um cristão e com membros cristãos, sunitas, xiitas e druzos. Dezenas de milhares de muçulmanos lutam contra o ISIS todos os dias na Síria e no Iraque e milhares são mortos. Quem são os cristãos coptas? São os cristãos egípcios e representam 10% da população do país. Diferentemente dos cristãos libaneses, na maioria Maronitas ou Católicos, que comandam a política do Líbano, e dos cristãos sírios Ortodoxos, que são elite em Damasco, os cristãos Coptas do Egito historicamente sempre compuseram as camadas mais pobres da sociedade. Os cristãos são perseguidos em todo o mundo árabe? Não é em todo o mundo árabe que há cristãos. No Líbano, os cristãos são cerca de 40% da população do país e detêm os cargos de presidente, chefe das Forças Armadas e metade do Parlamento. Na Síria, onde são 10% do total, os sírios sempre foram bem integrados, formando parte da elite, e costumam o apoiar o regime de Bashar al Assad, que os protege. São perseguidos apenas nas áreas sob controle da oposição, hoje comandada pelo ISIS e pela Frente Nusrah (Al Qaeda na Síria). Até recentemente, o chefe das Forças Armadas da Síria era cristão e muitos generais de Assad são cristãos. Na Jordânia, vivem bem, sem perseguição. Na Palestina, sempre estiveram na vanguarda da luta contra Israel e pela independência palestina. Hoje vivem bem na Cisjordânia – a prefeita de Ramallah, sede da Autoridade Palestina, e a de Belém, são cristãos. Em Gaza, enfrentam problemas com o Hamas. No Iraque, viviam bem na época de Saddam Hussein, quando tinham o vice-presidente, Tariq Aziz. Mas o cenário piorou com a invasão americana e centenas de milhares fugiram para a Síria, onde foram recebidos por Assad, que lhes concedeu todos os direitos. Hoje os cristãos iraquianos são perseguidos pelo ISIS nas áreas controladas pelo grupo. *Guga Chacra, é comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York. É mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires.

terça-feira, 3 de março de 2015

Temos fome e sede de JUSTIÇA?

“Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas.” (Nova Tradução na linguagem de hoje) https://www.bible.com/pt/bible/211/mat.5.ntlh “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;” Mateus 5:6 (Almeida Corrigida e Revisada Fiel) “Happy are those whose heart's desire is for righteousness: for they will have their desire.” Mateus 5:6 (Basic English) “Bienaventurados los que tienen hambre y sed de justicia: porque ellos serán hartos.” Mateus 5:6 (Reina Valera) Tipos de Justiça: 1. Retaliação – “olho por olho, dente por dente” – Lei de talião. Os primeiros indícios do princípio de talião foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1780 a.C., no reino da Babilônia. Esse princípio impede que as pessoas façam justiça por elas mesmas e de forma desproporcionada, no respeitante ao tratamento de crimes e delitos, é o princípio "olho por olho, dente por dente". Escreve-se com inicial minúscula, pois não se trata, como muitos pensam, de nome próprio. Encerra a idéia de correspondência de correlação e semelhança entre o mal causado a alguém e o castigo imposto a quem o causou: tal crime, tal pena. O criminoso é punido taliter, ou seja, talmente, de maneira igual ao dano causado ao outro. A punição era dada de acordo com a categoria social do criminoso e da vítima. Modernamente, temos a palavra retaliação, indicando retribuição de uma ofensa com a mesma intensidade, oriunda do mesmo radical latino talis. http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_tali%C3%A3o 2. Restituição - O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição. O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar. O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras. Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão. Exemplo de ensino do perdão está na "parábola do Filho Pródigo" (Lucas 15:11–32). Normalmente as doutrinas de cunho religioso trabalham o perdão sob duas óticas diferentes, que são: Uma ênfase maior na necessidade das faltas dos seres humanos serem perdoadas por Deus; Uma ênfase maior na necessidade dos seres humanos praticarem o perdão entre si, como pré-requisito para o aprimoramento espiritual. http://pt.wikipedia.org/wiki/Perd%C3%A3o 3. Redenção - Redenção, no cristianismo, é a crença na libertação do homem por meio do sacrifício de Jesus Cristo1. A ideia de uma libertação dos males e do sofrimento ocorre também em outras religiões, de formas que podem ser vistas como paralelas à redenção cristã. Assim, o islamismo, mesmo não compartilhando com o cristianismo o conceito do pecado original, acredita que todo homem nasce precisando de salvação, que só pode ser obtida pela fé e submissão a Deus. No hinduísmo, o "moksha" ou "mukti" é entendido como libertação do ciclo de renascimentos e da lei do carma. Já o budismo acredita na libertação do mundo das aparências (maya) por meio de um esforço pessoal ao longo de um caminho de oito etapas: perfeito entendimento, perfeita intenção, perfeita fala, perfeita conduta, perfeita ocupação, perfeito esforço, perfeita contemplação e perfeita concentração (Vinayana Pitaka)2 . http://pt.wikipedia.org/wiki/Reden%C3%A7%C3%A3o 4. Justiça Própria - “O esforço de obter a salvação pelas próprias obras leva inevitavelmente os homens a amontoar exigências como uma barreira contra o pecado. Pois, vendo que falham no observar a lei, imaginam regras e regulamentos eles próprios, para se obrigarem a obedecer. Tudo isto desvia a mente, de Deus para si mesmos. Seu amor extingue-se lhes no coração, e com ele perece o amor para com seus semelhantes. Um sistema de invenção humana, com suas múltiplas exigências, induz seus adeptos a julgar a todos quantos faltem à prescrita norma humana. A atmosfera de crítica egoísta e estreita, sufoca as nobres e generosas emoções, fazendo com que os homens se tornem egocêntricos juízes e mesquinhos espias. “Desta classe eram os fariseus. Saíam dos seus cultos religiosos, não humilhados com o senso da própria fraqueza, não agradecidos pelos grandes privilégios a eles concedidos por Deus. Saíam cheios de orgulho espiritual, e seu tema era: "Eu mesmo, meus sentimentos, meus conhecimentos, meus caminhos." Suas próprias realizações tornavam-se a norma pela qual julgavam os outros. Revestindo-se das vestes da própria dignidade, arrogavam-se a cadeira de juízes para criticar e condenar.” MB 123. Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18). “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas como um vento nos arrebatam.” Isaías 64:6. Mateus 23: 1-26. http://www.salvospelagraca.com.br/index.php?area=artigos&id=7

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cuidado com as imitações...

O Apóstolo Paulo aconselhou: "sede meus imitadores como eu sou de Cristo." http://letras.mus.br/sergio-godinho/cuidado-com-as-imitacoes/ Minhas anotações sobre esse tema também estão disponíveis em: http://bible.com/app/adautos "Mas não é somente esta reflexão que a História da Sexualidade nos oferece. Ela também nos apresenta como o cristianismo foi com o tempo influenciado pela filosofia estóica e desta forma servindo de controle da sexualidade, o que está totalmente distante de sua mensagem em Jesus Cristo." Para saber mais:http://www.padrebeto.com.br/padrebeto/Portugues/detPost.php?codpost=1480

Ouça o Espírito, Ouça o Mundo | Editora Ultimato

"Aprenda a ouvir o mundo do jeito que Deus ouve. Aprenda a ouvir a voz de Deus apesar do barulho ao redor. Deus que abençoar você e as pessoas à sua volta, mas é preciso aprender a estar sintonizado com a palavra de Deus. John Stott nos ensina a ouvir a voz de Deus e a escutar as pessoas com renovada atenção e compaixão. • A Bíblia é atual! Seu coração vai arder novamente, ao redescobrir a relevância e o poder do Evangelho para os dias de hoje. • Aprenda a partilhar a riqueza do Evangelho com um mundo faminto. • Fortaleça sua vida espiritual e aprenda a viver com Deus num mundo cada vez mais perdido." Ouça o Espírito, Ouça o Mundo | Editora Ultimato E-book disponível em Português: http://charlezine.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Ou%C3%A7a-o-Esp%C3%ADrito-ou%C3%A7a-o-mundo-Jonh-Stott.pdf