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terça-feira, 19 de agosto de 2014

UNÇÃO: BENÇÃO OU MALDIÇÃO?

Há tantos buscando reconhecimento, seja no contexto político e institucional, seja no contexto espiritual. Especialmente nestes tempos de campanhas eleitorais ou clericais, clamam por unção para exercerem algum notório ministério, alguma influência catalizadora, algum poder e autoridade sobre as massas ignaras.

As Escrituras Sagradas cristãs nos apresentam um desses tantos "candidatos", ambiciosos e ousados, um tipo de "mago" que já detinha influência em sua comunidade: Simão. Esta personagem se viu estupefata diante da perspectiva que lhe poderia agregar a singularidade do Poder de Deus. No entanto, sua motivação egoísta nada tinha a ver com o propósito divino, razão pela qual Simão se viu amaldiçoado pelo Apóstolo Pedro.

"O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus." (Atos 8:18-24)

Certamente os leitores já conseguem divisar alguma correlação, algum paralelo do relato bíblico com os tempos atuais.

Jesus, profeticamente, advertira os seus discípulos acerca dos sinais e maravilhas que seriam manifestados em época marcada pela dor intensa e crescente, por catástrofes generalizadas: terremotos, guerras e rumores de guerras, pestes, fome, perseguição e...falsos profetas.

A despeito do encanto típico dos sinais miraculosos, em que a humanidade e até a própria natureza gemem com dores de parto, bem como das maravilhas operadas pelo próprio Cristo, poderoso em palavras e obras realizadas durante a sua peregrinação terrena, o Senhor rechaçou a publicidade de campanha, abominou o culto das personalidades e o foco em sinais e maravilhas, por se tratarem de idolatria (reificação do divino); pecado este tão grave quanto a feitiçaria.

"Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar. Muitos o seguiram, e ele curou a todos os doentes que havia entre eles, advertindo-os que não dissessem quem ele era." (Mateus 12:15-16)

Portanto, nos deteremos aqui no contexto messiânico específico dos falsos profetas, pois são tantos os artifícios e há tanta confusão, tanta promessa vã de campanha, que é preciso pedir discernimento e sabedoria ao Senhor para não sermos enganados ou tidos como idiotas.

"Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos." (Marcos 13:22)

Ao apresentarem "fogo estranho" perante o Senhor, trazem sobre si o vaticínio da morte certa, a pena capital, pois há um custo bem mais oneroso que o secular associado à unção espiritual.

"Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do Senhor." (Levítico 10:7)

Nossa sociedade está acostumada à impunidade, potencializando o risco real de nos vermos a braços com oferendas e sacrifícios de tolos já condenados, reincidentes "fichas sujas". Porém, em se tratando de realidades espirituais, é melhor temer ao Senhor, pois a sentença é certa.

"...porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, ..." (Eclesiastes 5:1)

Enfim, que fique bem claro que a finalidade última das bênçãos espirituais de Deus é o seu eterno propósito de fazer convergir todas as coisas em Cristo, cujo nome está posto sobre tudo e sobre todos. A ordem presente estará preservada por meio da santa palavra proclamada pela igreja do Senhor até que esta seja resgatada e o mundo ímpio se consuma pelo fogo do juízo final.


 

"Ele nos manifestou o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos - desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra." (Efésios 1:9,10).

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