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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Paradoxos da economia divina

"E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar. E os que apascentavam os porcos fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. E começaram a rogar-lhe que saísse do seu território. E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. E ele foi e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam". (Marcos 5:1-20 ARC) Posses x Possessão: Há tantos, ainda hoje, assim possessos, carentes da libertação divina que lhes expulse os espíritos malignos opressores, causadores das depressões, das psicopatologias de toda ordem. São escravos do pecado, possuídos por uma legião de espíritos usurpadores, cujas manifestações impróprias, sejam vícios ou artifícios, lhes subvertem todo o senso e lhes rouba a paz interior, além de isolá-los do convívio social e da preciosa comunhão antes tão familiar. Custos x Benefícios: Contudo, há sempre um custo social associado, tanto ao processo de obsessão quanto aos processos de cura, de libertação, de salvação, de santificação e de consagração. Estes custos estão simbolizados naquele relato, seja em termos de limitações geográficas (humanas, espirituais e territoriais), seja no prejuízo que levou aquela cidade a requerer que Jesus saísse de suas fronteiras, negando-se a auferir-lhe mais bênçãos, curas, enfim, milagres. Deus x Mamom: Se tantos males ainda persistem em nosso meio será, talvez, porque nós ainda não nos  dispusemos a arcar com os custos de uma tão grande salvação? Ainda não renunciamos aos "lucros" de uma economia literalmente suja e perniciosa à qual já nos acomodamos? Afinal, "não se pode servir a dois senhores". Qualidade x Quantidade: A economia divina valoriza uma só alma mais que ao mundo todo. Tal lógica antiquantitativa nos soa estranha, a princípio, porém ao Jesus remeter aquela alma singular às dez cidades de sua origem, com a missão dada ao recém-liberto, esclarece-se o seu potencial qualitativo. A influência exponencial de um tão poderoso testemunho extrapola nossa contabilidade vil e imediatista. Motivação x Resultados: Outros textos das Sagradas Escrituras lançam luz sobre este. A oferta da viúva, em Lucas 21, por exemplo: "Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: "Afirmo que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver". O Resultado colhido pela viúva, a despeito da ínfima proporção depositada em relação aos demais, foi a aprovação e o elogio de Jesus, cuja régua de aferição não mediu a aparência vaidosa mas sim a sinceridade do coração, pois "Deus não vê como vê o homem." (1 Sam. 16:7)

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