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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Os ideais revolucionários de Jesus

24/11/2013 - 03h11 Folha.com.br Publicidade REINALDO JOSÉ LOPES RESUMO Livro de autor norte-americano de origem iraniana defende que as pregações de Jesus convocando o "Reino de Deus" sejam lidas de forma mais literal e revolucionária que espiritual. Embora a tese não seja totalmente inovadora, "Zelota" popularizou-se após seu autor, muçulmano, ser atacado em entrevista à TV nos EUA. * "Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada. Vim trazer divisão entre o homem e seu pai, entre a filha e sua mãe", declara Jesus no capítulo dez do Evangelho de Mateus. Durante séculos, a maioria dos cristãos interpretou a frase belicosa do Nazareno de modo espiritual. Afinal, se levadas ao pé da letra, as exigências de Cristo para abandonar riquezas, casa, pais e filhos para segui-lo não estão entre os assuntos mais agradáveis para um almoço familiar de domingo. Para o escritor norte-americano de origem iraniana Reza Aslan, no entanto, está na hora de voltar a ler os versículos em seu contexto original -no qual a ideia era desembainhar uma espada literal, e não metafórica. Eis, em essência, a premissa de "Zelota: a Vida e a Época de Jesus de Nazaré" [trad. Marlene Suano, Zahar, R$ 36,90, 308 págs.], novo livro de Aslan, 41, que acaba de ser lançado no Brasil: Jesus não era um mestre pacifista, que só pensava em exaltar as virtudes dos lírios do campo e oferecer a outra face. O principal objetivo do profeta de Nazaré, fomentar a vinda do "Reino de Deus", equivalia a um programa político (e revolucionário), que envolvia a expulsão dos romanos da Palestina e a recriação da antiga e gloriosa monarquia israelita, com o próprio Jesus no trono, sob as bênçãos de Deus. Daí o nome do livro: zelota (do grego "zelotes") é como os autores bíblicos denominavam os judeus especialmente zelosos das prerrogativas religiosas do Deus de Israel -uma divindade que, ao menos no Antigo Testamento, era capaz de uma aterrorizante fúria militar contra os inimigos dos israelitas. Mais tarde, o termo seria usado para designar uma seita revolucionária judaica. "Vamos colocar a coisa da seguinte forma: há aqueles que acham que Jesus era total e absolutamente único, diferente de todos os judeus do seu tempo. E há os que acham que, embora ele fosse extraordinário e inovador, ainda assim seu pensamento tinha muito em comum com o de outros judeus. Eu faço parte desse segundo grupo", explicou Aslan, à Folha, em entrevista por telefone. "Os demais judeus do século 1º d.C. acreditavam que o Messias era um descendente do rei Davi cujo trabalho seria derrotar os inimigos de Israel e implantar o Reino de Deus na Terra. Acredito que essa era a visão que Jesus tinha sobre si mesmo." Aslan é um acadêmico, com mestrado em teologia na Universidade Harvard e doutorado em história das religiões na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, mas seu livro conquistou o grande público. Razões alheias ao seu conteúdo contribuíram para que a obra tivesse virado best-seller nos nos EUA. No dia 26 de julho, dez dias após o lançamento norte-americano do livro, Aslan foi hostilizado por uma entrevistadora do canal conservador Fox News, que exigiu que ele explicasse por que um muçulmano iria querer escrever um livro sobre Jesus. "Ser atacado de falta de 'jesusidade' por uma âncora da Fox Nex é aparentemente um bom caminho para conduzir seu livro ao número 1 das listas", comentou Adam Gopnik, na revista "New Yorker". O que a âncora de TV provavelmente não sabia era que o histórico religioso de Aslan é mais complexo do que ela deu a entender. Nascido numa família iraniana secular, ele tornou-se evangélico na adolescência e, mais tarde, retornou à fé de seus ancestrais. Larry D. Moore/Wikimedia Commons O escritor Reza Aslan O escritor Reza Aslan "O ponto mais importante, que muito gente não conseguiu entender, é que o livro não é sobre o cristianismo -Jesus, afinal, não era cristão, mas judeu. Meu tema é o judaísmo de veia revolucionária que existia no século 1º d.C., do qual Jesus era um representante", sustenta Aslan, que hoje é professor da Universidade da Califórnia em Riverside. O BÁSICO A abordagem do escritor é, em grande medida, uma espécie de "retorno ao básico" na pesquisa histórica sobre a figura de Jesus Cristo. De fato, um dos primeiros intelectuais a tentar uma interpretação secular para entender quem foi o Nazareno, o alemão Hermann Samuel Reimarus (1694-1768), já defendia que os objetivos de Jesus eram basicamente políticos. Especialistas contam ao menos três grandes fases de "busca pelo Jesus histórico", a mais recente delas nos anos 1980. Um consenso entre os estudiosos parece quase tão distante quanto era no século 19. Aslan diz que não há muito mistério sobre o porquê desse aparente fracasso acadêmico. "Fora do Novo Testamento, simplesmente não há nenhum traço de evidências a respeito de Jesus que seja do século 1º d.C.", afirma. "Creio que até existe algum consenso, mas ele é muito limitado. Podemos dizer que Jesus era um judeu, que iniciou um movimento para os judeus da Palestina, e que Roma o executou como inimigo do Estado. E é só", diz Aslan. "O que conseguimos fazer é pegar esse pouquinho e colocá-lo no contexto do mundo no qual Jesus viveu, sobre o qual sabemos muita coisa. Sempre há a possibilidade de que alguma nova descoberta arqueológica mude esse cenário. Mas por enquanto isso não aconteceu." INTERPRETAÇÕES Diante de tal pobreza de dados, talvez não seja surpreendente que haja hoje no mercado uma variedade enorme de interpretações sobre Jesus. Excetuando a ideia de que o personagem nunca tenha existido, sendo apenas uma figura mitológica inventada pelo apóstolo Paulo ou outro membro da primeira geração de cristãos -o que raríssimos historiadores sérios consideram como uma possibilidade-, uma das visões mais influentes é a esposada pelo ex-padre irlandês John Dominic Crossan. Autor de "Quem Matou Jesus?" [trad. André Cardoso, Imago, R$ 60, 268 págs.], Crossan afirma que Jesus teria sido uma versão judaica dos filósofos cínicos gregos. Em outras palavras, um pensador itinerante que atacava as convenções sociais e convidava seus ouvintes a levar uma vida de solidariedade radical ("comensalidade" é um dos termos técnicos), defendendo que o "Reino de Deus" já estava presente entre os membros dessa confraria. Outro termo técnico para descrever a posição de Crossan e de outros especialistas é "escatologia realizada", no sentido de que o Jesus histórico pintado por eles não esperava o Juízo Final e a ressurreição dos mortos (e talvez nem a sua própria): a "escatologia", ou seja, a consumação do plano de Deus para o mundo, aconteceria naturalmente entre os que abraçassem a mensagem do Nazareno. Opõe-se a essa visão um grande campo de pesquisadores, bastante heterogêneo, para quem Jesus era acima de tudo um profeta apocalíptico, ou seja, alguém que previa -provavelmente "para ontem", ainda durante seu tempo de vida- a intervenção decisiva de Deus na história, libertando o "povo escolhido" de Israel e instaurando uma nova era de justiça e de paz. Uma das abordagens mais influentes sob essa perspectiva está em um dos quatro volumes da série, ainda não concluída, "Um Judeu Marginal: Repensando o Jesus Histórico" [trad. Laura Rumchinsky, Imago, 468 págs., esgotado], do padre norte-americano John P. Meier. Ao analisar algo que parece ser tão banalmente cristão quanto a oração do Pai Nosso, por exemplo, Meier argumenta que a expressão "Venha a nós o vosso reino" deve ser lida, nos lábios de Jesus, como nada menos que um pedido para que a intervenção apocalíptica de Deus no Cosmos acontecesse o mais breve possível -o "reino" nada mais seria que esse domínio restaurado do Senhor. Aslan pende mais para o segundo campo, embora sua ênfase política o distinga de Meier, de quem se declara admirador. "Não acho que eu esteja explorando algum terreno realmente novo na questão", pondera. "Consegui apenas reunir os principais dados e argumentos de uma maneira coerente e que pode ser compreendida pelo leitor não especializado." Apesar da modéstia, Aslan teve peito para defender posições controversas mesmo para os padrões da pesquisa sobre o Jesus histórico. Ele vê a célebre "purificação do Templo" (episódio no qual Jesus expulsa cambistas e vendedores de animais do local mais sagrado de Jerusalém) como um ataque político direto à corrupção da elite sacerdotal judaica, aliada a Roma, coisa com a qual muitos outros estudiosos concordam. Mas vai além e argumenta que a passagem na qual Jesus diz "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" é, na verdade, uma frase sutilmente subversiva. E parte de uma explicação filológica: o "dai" seria tradução do verbo grego "apodidomi", ou "devolver". Em vez de dizer que é certo pagar imposto para os romanos, tema da frase, Jesus estaria dizendo simplesmente que se deve devolver o dinheiro romano ao imperador e retomar o que pertence a Deus, ou seja, a Terra Santa de Israel. Da mesma forma, a ideia de "oferecer a outra face" seria aplicável apenas a irmãos judeus, não a pagãos ocupando Jerusalém, ou a qualquer outro não judeu. "O judaísmo era tudo o que Jesus conhecia e pregava. Ele mesmo afirmou que não veio para abolir nem uma só letra da Lei de Moisés", diz Aslan. "O mandamento de amar ao próximo já estava presente no judaísmo, mas valia apenas para membros da comunidade de Israel." Pergunto se, sob essa perspectiva, Jesus e outros profetas e revolucionários judaicos do século 1º d.C. (alguns dos quais acabariam expulsando os romanos temporariamente entre 66 d.C. e 70 d.C., até serem esmagados) poderiam ser comparados aos muçulmanos que defendem a jihad hoje. "Certamente em nenhum momento Jesus pregou a violência contra não combatentes", afirma Aslan. "Mas, é claro, ao longo da história, sempre houve o uso da religião como arma contra potências consideradas opressoras ou em favor da justiça social." REINALDO JOSÉ LOPES, 34, é jornalista, assina o blog "Darwin e Deus" no site da Folha.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ranking internacional de educação

http://m.g1.globo.com/educacao/noticia/2013/12/para-ministro-resultado-do-brasil-em-ranking-de-educacao-e-grande-vitoria.html

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Direto do Inferno

http://www.olavodecarvalho.org/semana/000413jt.htm

Everything you know about hygiene is wrong

http://m.huffpost.com/us/entry/4217839/

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Paradoxos da economia divina

"E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar. E os que apascentavam os porcos fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. E começaram a rogar-lhe que saísse do seu território. E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. E ele foi e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam". (Marcos 5:1-20 ARC) Posses x Possessão: Há tantos, ainda hoje, assim possessos, carentes da libertação divina que lhes expulse os espíritos malignos opressores, causadores das depressões, das psicopatologias de toda ordem. São escravos do pecado, possuídos por uma legião de espíritos usurpadores, cujas manifestações impróprias, sejam vícios ou artifícios, lhes subvertem todo o senso e lhes rouba a paz interior, além de isolá-los do convívio social e da preciosa comunhão antes tão familiar. Custos x Benefícios: Contudo, há sempre um custo social associado, tanto ao processo de obsessão quanto aos processos de cura, de libertação, de salvação, de santificação e de consagração. Estes custos estão simbolizados naquele relato, seja em termos de limitações geográficas (humanas, espirituais e territoriais), seja no prejuízo que levou aquela cidade a requerer que Jesus saísse de suas fronteiras, negando-se a auferir-lhe mais bênçãos, curas, enfim, milagres. Deus x Mamom: Se tantos males ainda persistem em nosso meio será, talvez, porque nós ainda não nos  dispusemos a arcar com os custos de uma tão grande salvação? Ainda não renunciamos aos "lucros" de uma economia literalmente suja e perniciosa à qual já nos acomodamos? Afinal, "não se pode servir a dois senhores". Qualidade x Quantidade: A economia divina valoriza uma só alma mais que ao mundo todo. Tal lógica antiquantitativa nos soa estranha, a princípio, porém ao Jesus remeter aquela alma singular às dez cidades de sua origem, com a missão dada ao recém-liberto, esclarece-se o seu potencial qualitativo. A influência exponencial de um tão poderoso testemunho extrapola nossa contabilidade vil e imediatista. Motivação x Resultados: Outros textos das Sagradas Escrituras lançam luz sobre este. A oferta da viúva, em Lucas 21, por exemplo: "Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: "Afirmo que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver". O Resultado colhido pela viúva, a despeito da ínfima proporção depositada em relação aos demais, foi a aprovação e o elogio de Jesus, cuja régua de aferição não mediu a aparência vaidosa mas sim a sinceridade do coração, pois "Deus não vê como vê o homem." (1 Sam. 16:7)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Solidariedade, A Justiça Cristã e o Amor ao Próximo - O essencial na luta pela inclusão social

Excelente abordagem essa do Prof. José Manuel de Sacadura Rocha. Merece muito ser lida e refletida. "Em ano de eleição é sempre bom lembrar de algumas idéias centrais no pensamento dos pensadores que a ciência humana consagrou como universais. Por exemplo, definia Aristóteles no século IV A.C. as formas de governo e suas degenerescências: monarquia (governo de um só) que poderia degenerar em tirania; aristocracia (governo de uns poucos) que poderia degenerar em oligarquia; democracia (governo de muitos) que poderia degenerar em demagogia. Mais tarde, inspirando..." Para saber mais: http://www.unigalera.xpg.com.br/SolidJustCrista.pdf

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Religious-discrimination claims rise

Employee claims of religious discrimination have climbed as the US and workers' expressions of faith have grown more diverse, exposing the complexities of managing religion on the job. Companies big and small are being affected by the complex intermixing of work and faith. The trend toward a seven-day workweek sometimes treads on the Sabbath. Religious garb and grooming clash with dress codes. Job duties that intersect with changing public policies-for instance, issuing a marriage license to a gay couple-test some workers' adherence to their religious beliefs. The claims workers file with the Equal Employment Opportunity Commission can be surprisingly wide ranging. One recent EEOC lawsuit based on a worker claim involves a trucking company with Muslim drivers who objected to delivering alcohol because of their Islamic faith. Another suit, filed last month, involves biometric hand-scanning technology: An evangelical Christian employee at a mine opposed the scanning based on a Bible passage stating that the antichrist will force people to receive his mark on their hand or forehead. Experts on religion and the law attribute the rising conflict to immigration, a more open discussion of religion and workers' growing assertiveness. Diversity combines with "an increasing willingness of people to raise an issue" when, for instance, they believe an employer won't let them practice their religion. www.migalhas.com Copyright 2013 - Migalhas International

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Carta a um leitor cético

Carta a um Leitor Cético (Final) Pastoral Meu caro Tomé, note que, assim como Lucas, outros escritores do Novo Testamento expõem narrativas com coloração histórica que em nada se relacionam com a linguagem mítica das fábulas antigas. Há uma passagem escrita por João que é uma das minhas favoritas e que narra o que aconteceu quando Pedro e João chegaram ao sepulcro de Cristo no domingo pela manhã e o acharam vazio. Veja: “Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro; e, abaixando-se, viu os lençóis de linho; todavia, não entrou. Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte. Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu” (João 20.4-8). Tomé, você consegue ver a riqueza de detalhes aqui? Seja sincero: a linguagem dessa narrativa parece um conto de fadas e de duendes? Não fica evidente que se trata de um relato preciso de fatos? Pense bem: se alguém quisesse inventar aqui um deus mítico que vence a morte e sai triunfante do túmulo, à moda dos deuses do Olimpo, será que o tal escritor descreveria as coisas desse modo? Considere o detalhe sobre o lenço que estava dobrado num canto. Será que o criador de um herói mitológico colocaria esse herói separando lencinhos logo depois de vencer a morte? Ora, por favor! É claro que não! O que temos aqui é um relato vivo, rico em detalhes surpreendentes que jamais poderiam advir da cabeça de alguém que pretende contar histórias do tipo do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Eu tenho mais um texto para lhe mostrar. Seja paciente comigo e use a sua razão. Não peço que acredite em fadas. Peço somente que avalie as palavras de homens sérios do passado (os escritores do Novo Testamento), que não tinham a intenção de enganar ninguém. Antes foram os responsáveis pela criação do maior sistema ético que a humanidade já viu. É no que dizem esses homens que os cristãos acreditam e não nas fábulas de Esopo. Assim, veja agora o que Pedro diz. Ele não escreveu nenhum evangelho. Talvez tenha supervisionado a produção do Evangelho de Marcos, mas não o escreveu diretamente. Pedro é o autor de duas cartas que estão na Bíblia. Numa delas ele fala da transfiguração de Jesus, um episódio sobrenatural narrado nos evangelhos (Mateus 17.1-8) e de que ele foi testemunha ocular. Veja o que ele diz a respeito do que viu (grifei algumas partes): “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela glória excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o meu Filho amado em quem me comprazo’. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo” (2Pedro 1.16-18). É em testemunhos assim que os cristãos acreditam, Tomé, pois vemos seriedade, firmeza e coerência em afirmações como essa que citei acima. Você, então, dirá: “Mas como podemos ter certeza de que eles não inventaram tudo? Como podemos saber se eles não criaram toda essa história para obter fama, poder, dinheiro ou mesmo para conquistar mulheres?”. Essa pergunta realmente faz sentido e a resposta é simples: os apóstolos nunca tiveram nenhuma vantagem ao afirmar o que afirmaram. Muito pelo contrário! Eles só se deram mal ao divulgar as histórias que proclamaram. Com efeito, eles perderam amizades, perderam suas famílias, perderam o sossego e perderam seus bens saindo pelo mundo, dizendo o que viram. No fim, eles perderam a própria vida. Paulo, um desses homens, escreveu o seguinte sobre isso: “Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens... Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas; estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo” (1Coríntios 4.9,11-13). Menos de um ano depois, ele escreveu à mesma igreja de Corinto, na Grécia, falando especificamente de sua experiência pessoal: “... trabalhei muito mais, fui encarcerado mais vezes, fui açoitado mais severamente e exposto à morte repetidas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez...” (2Coríntios 11.23-27). Seja honesto, Tomé. Será que alguém pagaria esse preço por uma fábula que sabia ter inventado? Será que Monteiro Lobato se disporia a enfrentar toda a oposição do mundo para defender a existência da Emília? Será que ele se deixaria degolar, ser crucificado ou queimado vivo por sua história sobre o Visconde de Sabugosa? Se tudo fosse mito, os apóstolos confessariam isso depressa, tão logo levassem as primeiras chicotadas ou tão logo passassem uma noite numa “confortável” prisão subterrânea romana. Eles, no entanto, não se deixaram intimidar por nada. Reis e juízes poderosos tentaram fazê-los calar, açoitaram-nos, prenderam-nos, ameaçaram-nos, passaram-nos ao fio da espada. Nada, porém, os fazia voltar atrás. Eles saíram pelo mundo por anos a fio enfrentando tempestades, dormindo ao relento, empreendendo longas e perigosas jornadas, levando pedradas e chicotadas, tudo com o objetivo de anunciar o que viram e ouviram — coisas que você, Tomé, chamou de fábulas. No final, morreram em meio a terríveis misérias e opressões, condenados pelo crime de afirmar que o que viram e ouviram era real. Somente um entre eles — João — não foi martirizado. A pena dele foi o exílio numa pequena ilha chamada Patmos. Assim, Tomé, o que nós cristãos acolhemos não são um conjunto de historinhas do Olimpo, de Nárnia, de Camelot ou da Disney. Tampouco nos dobramos diante de filósofos zombeteiros e vazios como Nietzsche que, confortáveis em suas casas, diante do fogo da lareira, zombaram daqueles que tentaram mostrar com amor a verdade aos homens e que, por isso, também conheceram o fogo, mas o da pira e não o da lareira. Nós cremos, isto sim, em testemunhas oculares que se deixaram degolar antes de negar o que disseram. Espero que você, com seriedade e sem preconceitos, considere essas coisas e enxergue, assim, a razoabilidade da fé cristã. Escreva quando quiser... Que Deus o abençoe. Abraços, Pr. Marcos Granconato Soli Deo gloria

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Perseguições históricas à Bíblia

Por David Cloud Durante o período em que a igreja católica esteve no poder, ela fez tudo o que pode para manter a Bíblia fora das mãos do povo comum. Era ilegal traduzir a Bíblia para a linguagem popular, ainda que a maioria das pessoas não pudesse ler a Bíblia oficial católica por ela estar em latim, um idioma conhecido apenas pelos que possuíam a mais alta instrução. Considere algumas das leis católicas feitas contra a tradução da Bíblia. Essas leis tiveram início no 13° século e vigoraram até o 19°. (1) No ano de 1215, o papa Inocêncio III emitiu uma lei ordenando "que devem ser presos para interrogatório e julgamento, QUEM ESTIVER ENVOLVIDO NA TRADUÇÃO DOS VOLUMES SACROS, ou que manntém reuniões secretas, ou que pregue sem a autorização dos superiores; contra quem o processo deve ser iniciado sem qualquer permissão para apelo" (J.P. Callender, Illustrations of Popery, 1838, p. 387). Inocêncio declarou "que como pela lei antiga, o animal que tocasse o monte santo era apedrejado até a morte, assim simples e iletrados homens não eram autorizados a tocar na Bíblia ou fazer qualquer ato de pregação de suas doutrinas" (Schaff, History of the Christian Church, VI, p. 723). (2) O Concílio de Toulouse (1229) PROIBIU OS LEIGOS DE POSSUIR OU LER TRADUÇÕES DO VERNÁCULO DA BÍBLIA (Allix, Ecclesiastical History, II, p. 213). Este concílio ordenou que "os bisposdeveriam nomear, em cada paróquia "um sacerdote e dois ou três leigos, que deveriam se engajar sob juramento, para fazer uma busca rigorosa a todos os hereges e seus cúmplices, e para essa finalidade vistoriarcada casa, do sótão a adega, juntamente com todos os lugares subterrâneos, onde eles poderiam esconder-se"(Thomas M'Crie, History of the Reformation in Spain, 1856, p. 82). Eles também buscavam por Bíblias ilegais. (3) O concílio de Tarragona (1234) "ORDENOU QUE TODAS AS VERSÕES DO VERNÁCULO DEVERIAM SER TRAZIDAS AOS BISPOS PARA SEREM QUEIMADAS" (Paris Simms, Bible from the Beginning, p. 1929, 162). (4) Em 1483, o infame inquisidor general Tomás de Torquemada, iniciou seu reinado de terror como chefe da inquisição espanhola; o rei Fernando e sua rainha "PROIBIRAM TODOS, SOB SEVERAS PENALIDADES, DE TRADUZIR A ESCRITURA SAGRADA PARA O DIALETO POPULAR, OU DE USÁ-LA QUANDO TRADUZIDA DE OUTROS IDIOMAS" (M'Crie, p. 192). Por mais de três séculos a Bíblia na linguagem comum foi um livro proibido na Espanha e milhares de cópias foram queimadas nas fogueiras, junto com aqueles que as possuíam. (5) Na Inglaterra, também, leis foram emitidas pelas autoridades católicas contra as Bíblias vernaculares. As Constituições de Thomas Arundel, emitidas em 1408 pelo arcebispo de Canterbury, fez essa impetuosa demanda: "POR ISSO, DECRETAMOS E ORDENAMOS QUE NENHUM HOMEM, DAQUI POR DIANTE, POR SUA PRÓPRIA AUTORIDADE, TRADUZA QUALQUER TEXTO DA ESCRITURA PARA O INGLÊS, OU QUALQUER OUTRA LÍNGUA, por meio de livro, folheto, ou tratado, agora recentemente estabelecido no tempo de John Wyclife, ou depois, ou que venha a ser estabelecido, em parte do todo, ou privada e abertamente, sob pena de excomunhão maior, até a referida tradução ser permitida pela autoridade do lugar, ou, se o caso assim exigir, pelo concílio provincial" (John Eadie, The English Bible, vol. 1, 1876, p. 89). Observe a consideração de Arundel do homem que deu ao povo de fala inglesa a sua primeira Bíblia: "Este pestilento miserável John Wycliffe de memória condenável, um filho do diabo, e ele mesmo um pupilo do antiCristo, que enquanto viveu, andou na vaidade da sua mente ... coroando sua maldade traduzindo as Escrituras para a língua materna" (Fountain, John Wycliffe, p. 45). (6) Papa Leão X (1513-1521), que se opôs contra os esforços de Lutero em seguir o preceito bíblico de fé e Escrituras somente, iniciou o quinto Concílio de Latrão (1513-1517), que denunciou que nenhum livro devesse ser impresso, exceto os aprovados pela Igreja Católica. "POR ISSO, PARA SEMPRE E A PARTIR DE AGORA, A NINGUÉM DEVE SER PERMITIDO IMPRIMIR QUALQUER LIVRO OU ESCRITO, SEM UMA AVALIAÇÃO PRÉVIA, PARA SERVIR DE TESTEMUNHO POR ASSINATURA MANUAL, PELO VIGÁRIOPAPAL E MESTRE DO SAGRADO PALÁCIO EM ROMA, e em outras cidades e dioceses pela Inquisição, e o bispo ou um perito por ele nomeado. POR NEGLIGÊNCIA DESTA, A PUNIÇÃO ERA A EXCOMUNHÃO, A PERDA DA EDIÇÃO, QUE ERA PARA SER QUEIMADA, uma multa de 100 ducados para a construção da basílica de São Pedro, e a suspensão de negócios por um ano" (Henry Lea, The Inquisition of the Middle Ages). (7) Essas restrições foram repetidas pelo Concílio de Trento em 1546, que colocaram as traduções da Bíblia, como a alemã, espanhola e inglesa, na sua lista de livros proibidos, bem como proibidos a qualquer pessoa deler a Bíblia sem a licença de um bispo católico ou inquisidor. Segue uma citação do Concílio de Trento: "... SERÁ CONSIDERADO ILEGAL QUE ALGUÉM IMPRIMA OU TENHA IMPRIMIDO QUAISQUER LIVROS QUE LIDEM COM QUESTÕES DOUTRINÁRIAS, SEM O NOME DO AUTOR, OU NO FUTURO PARA VENDÊ-LOS, OU MESMO TÊ-LOS COMO SUA POSSE, A MENOS QUE TENHAM SIDO PREVIAMENTE EXAMINADOS E APROVADOS PELA AUTORIDADE, SOB PENA DE ANÁTEMA E MULTA prescrita pelo último Conselho de Latrão" (Fourth session, April 8, 1546, The Canons and Decrees of the Council of Trent, Translated by H.J. Schroeder, pp. 17-19). Essas regras foram afixadas no Índice de Livros Proibidos e foram constantemente reafirmadas pelos papas nos séculos 16, 17, 18 e 19. Estas proibições, de fato, nunca foram revogadas. É verdade que o Concílio de Trento não proibiu absolutamente a leitura das Escrituras em todas as circunstâncias. Permitiu algumas exceções. Os padres tinham permissão de ler a Bíblia Latina. Bispos e inquisidores foram autorizados a conceder licença para certos fiéis católicos de ler a Bíblia em latim, desde que estas Escrituras fossem acompanhadas por notas católicas e se cressem que estes não seriam "prejudicados" por tal leitura. Na prática, porém, as proclamações do Concílio de Trento proibiram a leitura das Escrituras Sagradas para, pelo menos, 90% da população. A reivindicação de Roma de possuir autoridade para determinar quem pode e quem não pode traduzir, publicar e ler a Bíblia é uma das afirmações mais blasfemas já feitas sob este sol. A atitude das autoridades católicas do século 16 em relação à Bíblia ficou evidente a partir de um discurso de Richard Du Mans entregue em Trento, no qual ele disse que "as Escrituras se tornaram inúteis, uma vez que o escolásticos haviam estabelecido a verdade de todas as doutrinas; e ainda que elas fossem antigamente lidas na igreja, para a instrução do povo, e ainda lidas no serviço, no entanto, não deveria ser feito um estudo, porque os luteranos vinham ganhando todos aqueles que as liam" (William M'Gavin, The Protestant, 1846, p. 144). É verdade que a Bíblia leva o homem para fora do catolicismo, mas isto é somente porque o catolicismo não é fundamentado sobre a Palavra de Deus! Papa Clemente VIII (1592-1605) confirmou as proclamações do Concílio de Trento contra traduções da Bíblia (Eadie, History of the English Bible, II, p. 112) e foi ainda mais longe, proibindo a concessão de licençaspara a leitura da Bíblia sob quaisquer condições (Richard Littledale, Plain Reasons Against Joining the Church of Rome, 1924, p. 91). (8) As restrições contra a posse das Escrituras vernaculares foram repetidas pelos papas até o final do século19: Papa Bento XIV (1740-1758) confirmou as proclamações o Conselho de Trento contra traduções da Bíblia(Eadie, History of the English Bible, II, p. 112) e emitiu uma liminar "que nenhuma versão deve ser oferecidapara ser lida, mas as que forem aprovadas pela Santa Sé, acompanhadas de notas provenientes dos escritosdos santos pais da Igreja, ou de outros autores e mestres católicos" (D.B. Ray, The Papal Controversy, p. 479). Foi durante o reinado do Papa Pio VII (1800-1823) que o movimento das modernas sociedades Bíblicas começou. A British and Foreign Bible Society foi formada em março de 1804, com o objetivo de "incentivaruma maior circulação das Sagradas Escrituras, sem nota ou comentário". Outras sociedades foram logo criadascom o mesmo exaltado propósito. Alemanha (1804), Irlanda (1806), Canadá (1807); Edimburgo (1809);Hungria (1811), Finlândia, Glasgow, Zurique, Prússia (1812), Rússia (1813); Dinamarca e na Suécia (1814);Holanda, Islândia (1815); Estados Unidos, Noruega e dos valdenses (1816), Austrália, Malta, Paris (1817), etc.Uma das sociedades começou a distribuir uma Bíblia polonesa na Polônia. O Papa, em vez de louvar ao Senhorque a Palavra eterna de Deus estava sendo colocada nas mãos das multidões de pessoas espiritualmentecarentes, mostrou seu descontentamento através da emissão de uma bula contra as Sociedades Bíblicas em 29 de junho de 1816. O Papa expressou-se como estando "chocado" com a circulação das Escrituras na línguapolonesa. Ele caracterizou essa prática como um "um dos mais astutos dispositivos pelo qual as próprias basesda religião são prejudicadas", "uma peste", que deve ser "curada e abolida", "uma profanação da fé,eminentemente perigosa para as almas". O Papa Pio VII também repreendeu o arcebispo de Buhusz, deMohiley na Rússia, por causa de seu endosso de uma recém-formada Sociedade Bíblica naquele país (Kenneth Latourette, The Nineteenth Century in Europe, p. 448). A declaração papal, datada de 3 de setembro de 1816, declarou que "se as Sagradas Escrituras fossem permitidas na língua vulgar em todos os lugares, sem discriminação, mais prejuízo do que benefícios poderiam surgir" (Jacobus, Roman Catholic and Protestant Versions Compared, p. 236). Papa Leão XII (1823-29) emitiu uma bula aos bispos da Irlanda em 3 de maio de 1824, no qual ele afirmavao Concílio de Trento e condenada a distribuição da Bíblia. "Não é segredo para vós, veneráveis ​​irmãos, que umacerta sociedade, vulgarmente chamada de Sociedade Bíblica, está audaciosamente espalhando-se por todo o mundo. Depois de desprezar as tradições dos santos pais, e em oposição ao bem conhecido decreto do Concílio de Trento, esta Sociedade tem juntado todas as suas forças, e dirige todos os meios para um objeto - a tradução, ou melhor, a perversão da Bíblia para as línguas vernaculares de todas as nações. ... SE AS SAGRADAS ESCRITURAS FOREM INDISCRIMINADAMENTE PUBLICADAS POR TODA PARTE, MAIS MALES DO QUE VANTAGENS SURGIRÃO, por conta da imprudência dos homens" (Bull of Leo XII, May 3, 1824; cited from Charles Elliott, Delineation of Roman Catholicism, 1851, p. 21). Este Papa republicou o Índicede Livros Proibidos em 26 de março de 1825, e determinou que os decretos do Concílio de Trento fossemaplicados contra a distribuição das Escrituras (R.P. Blakeney, Popery in Its Social Aspect, p. 137). Papa Gregório XVI (1831-46) ratificou os decretos de seus antecessores, proibindo a livre distribuição das Escrituras. Em sua encíclica de 8 de maio de 1844, o Papa afirmou: "ALÉM DISSO, CONFIRMO E RENOVOOS DECRETOS ACIMA RECITADOS, ENTREGUE EM TEMPOS ANTIGOS POR AUTORIDADE APOSTÓLICA, CONTRA A PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, LEITURA E POSSE DE LIVROS DAS SAGRADAS ESCRITURAS TRADUZIDAS PARA A LÍNGUA VULGAR" (James Wylie, The Papacy, 1867, p. 182). Esta encíclica foi proferida contra as sociedades bíblicas em geral, e mencionou em particular a Aliança Cristã, que foi formada em 1843 em Nova York com a finalidade de distribuir Escrituras. Papa Pio IX (1846-78) em novembro 1846 emitiu uma carta encíclica em que denunciou todos os adversários do catolicismo, entre os quais ele incluiu "as insidiosas Sociedades Bíblicas". Ele disse que a sociedades bíblicas estavam "renovando os artifícios dos hereges antigos", ao distribuir a "todos os tipos de homens, mesmo os menos instruídos, gratuitamente e a imensas custas, cópias em grande número dos livros da Sagrada Escritura traduzidas contra as mais sagradas regras da Igreja em várias línguas vulgares ...". Que crime horrível! Distribuir as Escrituras livremente a todas as pessoas! Foi Pio IX que declarou os papas "infalíveis" no Concílio Vaticano I em 1870. Papa Leão XIII (1878-1903) publicou a "Constituição Apostólica" em 1897, que declarava: "Todas as versões do vernáculo, até mesmo as católicas, estão totalmente proibidas, a menos que sejam aprovadas pela Santa Sé, ou publicadas sob os cuidados vigilantes dos Bispos, com anotações tomadas dos pais da Igreja e escritores católicos" (Melancthon Jacobus, Roman Catholic and Protestant Bibles, p. 237). Onde a Igreja Católica Romana estava no poder, a Bíblia sempre foi um artigo escasso. Considere alguns exemplos: Quando o governo de Nova Orleans foi assumido em 1803, "não foi formalizado o juramento de posse até que fosse concluída uma longa procura por uma Bíblia para isso, quando uma Vulgata Latina foi finalmente obtida de um padre" (William Canton, The Bible and the Anglo-Saxon People, I, p. 245). EmQuebec, até 1826, MUITAS PESSOAS NUNCA TINHAM OUVIDO FALAR DO NOVO TESTAMENTO (Canton, II, 61). A situação era a mesma na América do Sul, onde "por cerca de três séculos se passaram quase que inteiramente sem a Bíblia". Foi em 1831 que a primeira Bíblia foi impressa na América espanhola, e mesmo assim as cópias eram exorbitantemente caras (Canton, II, 347). Assim, mesmo, quando as autoridades católicas finalmente imprimiram algumas Bíblias, os preços estavam muito além do alcance da maioria das pessoas. Entre dezembro de 1907 e fevereiro 1908 uma diligente pesquisa foi feita para determinar quantasBíblias estavam disponíveis na Irlanda católica. Nenhuma parte da Bíblia estava disponível nas livrarias emAthlone, Balbriggan, Drogheda, Mullingar, Wexford, e Clonmel. Um assistente de loja em Mullingar disse: "Eu nunca vi uma Bíblia católica". Quando perguntado sobre o Novo Testamento, um vendedor da Catholic Truth Society respondeu: "Nós não a temos". Aqueles que fizeram o extenso levantamento concluíram "QUE, EM 90% DAS CIDADES, VILAS E ALDEIAS OU NA IRLANDA, UM CATÓLICO NÃO PODERIA ENCONTRARUMA CÓPIA DA BÍBLIA CATÓLICA OU DO NOVO TESTAMENTO" (Alexander Robertson, The Papal Conquest, 1909, pp. 166-167). Estes fatos descobrem apenas a ponta do iceberg em relação à atitude de Roma em relação à Bíblia nos tempos antigos. OS VALDENSES são um exemplo do que ocorreu durante este período. Eles viviam nas montanhas da Itália e da França e eventualmente se espalharam por toda a Europa; eles se recusaram a aderir à Igreja Católica ou reconhecer o papa. Eles receberam a Bíblia como a única fonte de fé e prática e tinham suas próprias traduções, que diligentemente reproduziam em cópias escritas à mão. Roma perseguiu os valdenses por toda a Idade das Trevas (Idade Média) até o século 18. Algumas descrições breves das perseguições contra os valdenses seguem. Note que muitos livros foram escritos sobre essas perseguições e os fatos a seguir apenas sugerem a destruição e tormento derramado sobreessas pessoas. SÉCULO 12 A Igreja Católica Romana perseguiu Pedro Valdo e se recusou a aceitar a sua tradução do Novo Testamentopara a língua Romana. O Papa Alexandre III (1159-1181) expulsou Valdo e seus seguidores de sua diocese, e o próximo papa, Lúcio III, lançou a maldição papal sobre eles (William Blackburn, History of the Christian Church, 1880, pp. 309, 310). O Concílio de Tours, em 1163 promoveu a inquisição contra os crentes da Bíblia, emitindo um decreto que declarava: "Ninguém deve receber ou ajudar hereges, nem comprar ou vender alguma coisa com eles, que fazendo assim, os privando do conforto e humanidade, possam ser obrigados a se arrepender do erro do seu caminho" (Gideon Ouseley, A Short Defence of the Old Religion, 1821, p. 221)."Muitos Albigenses, recusando os termos, foram queimados em diferentes cidades no sul da França" (G.H. Orchard, A Concise History of the Baptists, 1855, p. 199). O Terceiro Concílio de Latrão "deu permissão aos príncipes para reduzir os hereges à escravidão e encurtou o tempo de penitência por dois anos para aqueles que pegassem em armas contra eles" (Philip Schaff, History of the Christian Church, V, p. 519). SÉCULO 13 No ano de 1209, o Papa Inocêncio III convocou a uma cruzada contra os valdenses na França. Qualquer pessoaque se voluntariasse para a guerra contra os "hereges" (assim chamados por Roma porque discordavam deseus dogmas) era prometido o perdão de pecados e muitas recompensas. Dezenas de milhares pegaram em armas pelo Papa e marcharam contra os odiados valdenses. Cerca de 200.000 dissidentes foram mortos pelo exército do Papa em poucos meses. Duas grandes cidades, Beziers e Carcasone, foram destruídas, juntamente com muitas pequenas cidades e aldeias. A guerra se estendeu por 20 anos! Milhares ficaram desabrigados e foram obrigados a vagar nas matas e montanhas para escapar de seus algozes. As crueldades praticadas pelosperseguidores católicos foram horríveis. Os cristãos eram jogados de penhascos elevados, enforcados,estripados, trespassados repetidamente, afogados, rasgados por cães, queimados vivos, crucificados. Em um caso, 400 mães fugiram para um refúgio com seus bebês em uma caverna em Castelluzzo, localizada a mais de 600 metros acima do vale em que viviam. Eles foram descobertos pelos católicos furiosos, um grande incêndiofoi feito na boca da caverna e eles morreram sufocados. SÉCULO 15 Em 1487 o papa Inocêncio VIII convocou uma cruzada contra os valdenses na Itália, Alemanha, e em outros lugares. Ele prometeu o perdão dos pecados e uma parte do saque para aqueles que aderissem. Carlos VIII da França e Carlos II de Sabóia concordaram em levantar um exército para a destruição dos valdenses. Este exército regular era de cerca de 18.000 soldados e milhares de "rufiões" juntaram-se, instigados pela promessa de perdão dos pecados e da expectativa de obtenção do espólio das posses valdenses. Wylie descreve esses voluntários como "fanáticos ambiciosos, saqueadores imprudentes, assassinos impiedosos" (James Wylie,History of the Waldenses, 1860, p. 29) [N.T.: Obra traduzida e disponível na íntegra neste link]. Este exército atacou simultaneamente os vales valdenses pelo no norte da Itália, nas planícies ao sul e pela França ao oeste. Milhares de cristãos crentes na Bíblia pereceram nesta cruzada. Suas casas e plantações foram destruídas. Muitas aldeias inteiras foram destruídas. Suas mulheres foram estupradas e depois brutalmente assassinadas. Seus filhos foram jogados contra as árvores e penhascos. Mais de 3000 cristãos valdenses, homens, mulheres e crianças morreram em uma caverna chamada Aigue-Froid para onde tinham fugido para se proteger. Estes eram os habitantes de toda a aldeia de Val Loyse, e as propriedades dessas pobres pessoas ​​foi distribuída entre os participantes da cruzada. Muitos vales inteiros foram queimados, pilhados e despovoados. Esta cruzada contra os valdenses durou um ano. SÉCULO 16 Segue-se uma breve descrição das perseguições no século 16 como dadas por um pastor valdense: "Não háuma cidade no Piemonte sob um pastor valdense que alguns de nossos irmãos não tenham sido condenados à morte ... Hugo Chiamps de Finestrelle teve suas entranhas arrancadas de seu corpo ainda vivo, em Turim.Pedro Geymarali de Bobbio, da mesma maneira, teve suas entranhas arrancadas em Lucerna, e um felino ferozfoi colocado no lugar para torturá-lo ainda mais; Maria Romano foi enterrada viva em Rocco-Patia; MagdalenFoulano sofreu o mesmo destino em San Giovanni; Susan Michelini teve as mãos e pés atados, e deixada a perecer de frio e fome em Saracena. Bartolomeu Fache, cortado com sabres, teve as feridas preenchidas comcal virgem, e pereceu, assim, em agonia em Fenile; Daniel Michelini teve sua língua arrancada em Bobbio, por ter louvado a Deus. James Baridari pereceu coberto de mechas sulfurosas, que foram enfiadas em sua carnesob as unhas, entre os dedos, nas narinas, nos lábios, e sobre todo o seu corpo, e então queimado. Daniel Revelliteve a boca cheia de pólvora, que, sendo acesa, explodiu a sua cabeça em pedaços. Maria Monnen, presa emLiousa, teve a carne de seu rosto cortado até o osso do queixo, de modo que sua mandíbula foi deixada nua, e ela ficou, assim, a perecer. Paul Garnier foi lentamente cortado em pedaços em Rora. Thomas Margueti foi mutilado de uma maneira indescritível em Miraboco, e Susan Jaquin cortada em pequenos pedaços em LaTorre. Sara Rostagnol foi aberta das pernas ao peito, e assim deixada a perecer na estrada entre Eyral eLucerna. Anne Charbonnier foi empalada e levada assim, em uma lança, como um estandarte, de San Giovannia La Torre. Daniel Rambaud, em Paesano, teve suas unhas arrancadas, depois seus dedos decepados, entãoseus pés e mãos, braços e pernas, a cada recusa sucessiva de sua parte em abjurar o Evangelho" (Alex Muston,A History of the Waldenses: The Israel of the Alps, 1866). Não somente os cristãos valdenses foram destruídos pelos exércitos, mas a sua literatura e Escrituras vernaculares foram destruídas por vingança durante essas perseguições. Os padres católicos que acompanharam os exércitos fizeram isso conscientemente. Assim, muitas cópias das Escrituras valdenses foram destruídas por isso temos pouca informação sobre as suas Bíblias. No século 17, Samuel Morland visitou os valdenses no norte da Itália como representante do governante da Inglaterra, Oliver Cromwell. Morland tentou ajudar os valdenses nas amargas perseguições que ainda estavam sendo derramadas sobre eles. Exércitos inteiros haviam sido enviados para destruir as aldeias valdenses no século 17. Praticamente todos os seus documentos haviam sido destruídos. Morland recolheu todos os materiais restantes que pode encontrar e em 1658 mandou para a Inglaterra para ser depositado na biblioteca da Universidade de Cambridge. As coleções de Morland ainda estão disponíveis. Em 2 de junho de 2004, J.S. Ringrose, responsável pelos manuscritos na biblioteca da universidade de Cambridge, escreveu a Justin Savino, estudante do Emmanuel Baptist Theological Seminary, Newington, Connecticut, como segue: "Existem duas principais coleções de manuscritos valdenses, ambos depositados por Samuel Morland em 1658. MSS (manuscritos) Dd. 3. 25-38 (Morland MSS GV) são manuscritos do século XVII, principalmente transcrições de fontes históricas anteriores. MSS. Dd. 15,29-34 (Morland AF) são medievais". O pacote F de Morland contém manuscritos do século 14 com o Novo Testamento inteiro e partes do Antigo e escritos apócrifos" no dialeto do Piemonte provençal ou ocitano". Em uma visita a biblioteca em abril de 2005 examinei o pacote F. Ele contém seis pequenos itens, incluindo um Novo Testamento (embora não contendo todos os livros). CONSIDERE ALGUNS EXEMPLOS DE COMO A BÍBLIA FOI PERSEGUIDA POR ROMA: A BÍBLIA INGLESA FOI PERSEGUIDA JOHN WYCLIFFE (1324-1384), o pai da Bíblia em inglês, é um exemplo de como Roma tratou a Bíblianestes dias. Wycliffe, vigário da Igreja de Saint Mary em Lutterworth, completou o Novo Testamento inglês em 1380 e o Velho Testamento em 1382. Ele rejeitou muitas das heresias de Roma, incluindo a doutrina de que o povo nãodeveria ter a Bíblia em sua própria língua. Aqui está uma das poderosas afirmações que ele fez para as autoridades católicas: "Você diz que é uma heresia falar das Sagradas Escrituras em inglês. Você me chama deherege, porque eu traduzi a Bíblia para a língua comum do povo. Você sabe quem blasfema? Não dá o Espírito Santo a Palavra de Deus em primeiro lugar na língua materna das nações a quem foi dirigida? Por que você fala contra o Espírito Santo? Você diz que a Igreja de Deus está em perigo com este livro. Como pode ser isso? Não é somente da Bíblia que aprendemos que Deus criou uma sociedade tal como Igreja sobre a terra? Não é a Bíblia que dá toda a sua autoridade à Igreja? Não é da Bíblia que aprendemos quem é o Construtor e Soberanoda Igreja, quais são as leis pelas quais ela é governada, e os direitos e privilégios dos seus membros? Sem a Bíblia, que permissão tem a Igreja para mostrar tais coisas a todos esses? É você quem coloca a Igreja em perigo ao esconder o mandado Divino, a missiva real de seu Rei, a autoridade que ela exerce e a fé que elaordena" (David Fountain, John Wycliffe, pp. 45-47). Roma perseguiu amargamente Wycliffe e tentou, sem sucesso, prendê-lo. O papa Gregório XI emitiu cincobulas contra Wycliffe, mas ele foi protegido pela rainha da Inglaterra e outros. Wycliffe morreu em 31 de dezembro de 1384, e 43 anos mais tarde, em 1428, a Igreja Católica desenterrou osossos de Wycliffe e os queimou. Roma também perseguiu os seguidores de Wycliffe, os lolardos, aprisionando-os e condenando muitos deles à morte. A torre dos lolardos em Londres foi assim chamada porque é um dos lugares onde eles foram presos e torturados. Era ilegal possuir uma cópia da Bíblia de Wycliffe, e a maioria das inestimáveis Escrituras manuscritas foram queimadas. WILLIAM TYNDALE (1484-1536), o primeiro a traduzir a Bíblia em inglês do grego e hebraico, é outro exemplo das perseguições de Roma. Quando jovem, Tyndale sentiu que tinha a obrigação de traduzir a Bíblia para o inglês diretamente do hebraico e grego, para que seu povo pudesse ter a Palavra de Deus das mais puras fontes. Quando ele expressou este plano para as autoridades católicas na Inglaterra, então sob domínio católico, ele soube que não seria possível fazer este trabalho em seu próprio país. Enquanto trabalhava em Little Sodbury Manor após a sua graduação em Oxford, Tyndale pregou naquela parte do oeste da Inglaterra e debateu a verdade com padres católicos. Uma noite, um padre exclamou:"Estamos melhor sem as leis de Deus do que as do papa". Ouvindo isso, Tyndale replicou: "Se Deus poupar minha vida por muitos anos, farei com que um menino que empurra um arado saiba mais das Escrituras do que vós". Tyndale viajou para a Europa para alcançar este objetivo, onde ele teve que se mudar de um lugar para outro e esconder seu trabalho por causa das autoridades eclesiásticas. Depois de completar o Novo Testamento e uma porção do Velho, Tyndale foi preso em maio de 1535. Ele ficou preso por 16 meses no castelo de Vilvorde, Bélgica. Em 6 de outubro de 1536, Tyndale foi estrangulado e depois queimado na fogueira. Suas cinzas foram jogadasno rio que corria ao lado do castelo. A BÍBLIA ALEMà FOI PERSEGUIDA As Bíblias ALEMÃS PRÉ-LUTERO foram perseguidas no século 15. A primeira Bíblia completa impressa em alemão foi publicada por Johann Mentelin (John Mentel) em Estrasburgo em 1466 (Olaf Norlie, The Translated Bible, 1934, p. 73). Mainz era o centro mais ativo de publicação na Alemanha naquela época, e em 1485, o arcebispo de lá EMITIU UM ÉDITO DE PRESCRIÇÃO CENSURANDO TODAS AS TRADUÇÕES DA BÍBLIA. O edital proíbia as Escrituras de serem dadas a homens simples e ignorantes bem como a mulheres. A seguir está um trecho:"Temos observado livros contendo o ofício da missa e também contendo coisas divinas e assuntos sublimes de nossa religião e traduzidas do latim para a língua alemã, não sem danos à religião (significando a religião católica), circulando entre as mãos do vulgar [pessoas comuns] ... pois quem vai dar às pessoas ignorantes eiletradas e para o sexo feminino em cujas mãos os manuscritos sagrados de aprendizagem caem, a capacidade de encontrar o verdadeiro sentido? Nenhuma pessoa sã iria negar que os textos dos Santos Evangelhos e das epístolas de Paulo requerem muitos acréscimos e explicações de outros escritos". A BÍBLIA DE LUTERO, que apareceu pela primeira vez em 1522, também foi ferozmente perseguida. D'Aubigne, em sua History of the Reformation, descreve como Roma respondeu a este marco na história daAlemanha: "padres ignorantes estremeceram com o pensamento de que cada cidadão, ou melhor, que cadacamponês, agora seria capaz de disputar com eles sobre os preceitos de nosso Senhor. O rei da Inglaterradenunciou as ações do príncipe Frederico e George, duque da Saxônia. Mas, logo no mês de novembro, ODUQUE ORDENOU A SEUS SÚDITOS DEPOSITAR TODAS AS CÓPIAS DO NOVO TESTAMENTO DELUTERO NAS MÃOS DOS MAGISTRADOS. BAVIERA, BRANDENBURGO, ÁUSTRIA, E TODOS OS ESTADOS DEVOTADOS A ROMA, PUBLICARAM DECRETOS SEMELHANTES. EM ALGUNS LUGARES ELES FIZERAM UM TERRÍVEL SACRILÉGIO: FOGUEIRAS DESSES LIVROS SAGRADOS NAS PRAÇAS PÚBLICAS" (D'Aubigne, III, p. 77). Perseguições foram derramadas pelas autoridades católicas sobre aqueles que lessem as obras de Lutero. Um exemplo dos que foram atormentados por distribuir o Novo Testamento alemão de Lutero foi o de um livreiro chamado João, em Buda, na Hungria. Ele tinha circulado as Escrituras alemãs em todo o país. "Ele foi amarradoa uma estaca; seus perseguidores, em seguida, empilharam seus livros ao seu redor, colocando-os como se fosse uma torre, e depois atearam fogo neles. João manifestou inabalável coragem, exclamando do meio das chamas, que estava contente por sofrer pela causa do Senhor" (D'Aubigne, III, p. 152). Em 1520 uma busca rigorosa por Bíblias Luteranas e livros teve início em Veneza, e aqueles encontrados foram destruídos (M'Crie, Reformation in Italy, p. 28). AS BÍBLIAS ANABATISTAS alemãs foram perseguidas A Bíblia alemã produzida por anabatistas apareceram em 1529, cinco anos antes da Bíblia completa de Lutero. Ela foi chamado a de A BÍBLIA DE WORMS, de acordo com o nome da cidade em que foi publicada. A tradução foi feita por dois anabatistas, Ludwig Hetzer e Hans Denck, "talentosos eruditos, bem versados em hebraico e grego, bem como em latim. Denck estudou e recebeu o grau de mestre na Universidade de Basel, sob e comErasmus. Hetzer foi um aluno de Basel, e também da Universidade de Paris" (John Porter, The World's Debt to the Baptists, 1914, p. 138). "Na época da sua publicação a aprovação da edição Denck-Hetzer foi ilimitada e universal. No prazo de três anos treze edições separadas apareceram em Estrasburgo, Augsburgo, Hagenau, e outros lugares. ... Em uma palavra, em toda a Alemanha o livro dos desprezados anabatistas foi comprado, lido, e estimado" (Ludwig Keller, Hans Denck, Ein Apostel der Wiedertaufer, p. 211; cited by Porter, p. 139). Esta Bíblia alemã e seus tradutores sofreram o destino que já vimos tantas vezes. "Denck, sofrendo com a tuberculose, sob o decreto de banimento e proscrição, morreu na clandestinidade, na Basiléia, em 1529, um pouco antes da Bíblia vir a ser impressa. Hetzer foi preso, condenado como herege, e decapitado no mesmo ano em Constance. ... TODO O ESFORÇO POSSÍVEL FOI FEITO PARA SUPRIMIR ESTA "BÍBLIA HERETICA"; ESCRITÓRIOS DE IMPRESSÃO, LUGARES ONDE O LIVRO ERA VENDIDO, CASAS PARTICULARES E PESSOAS FORAM REVISTADAS, E TODAS AS CÓPIAS ENCONTRADAS ERAM DESTRUÍDAS. Apenas três cópias que são acessíveis a acadêmicos vieram agora ao conhecimento da existência, uma está na biblioteca da Universidade de Bonn, uma em uma biblioteca em Stuttgart, e uma na Biblioteca Pública de Nova York". A BÍBLIA ESPANHOLA FOI PERSEGUIDA No século XV, um padre católico chamado BONIFACIO FERRER traduziu todas as Escrituras no dialetovalenciano ou catalão da Espanha. Ele morreu em 1417, mas a sua tradução foi impressa em Valência em 1478.Apesar do fato de ser produzida por um católico, "ela mal tinha feito a sua aparição quando foi suprimida pela Inquisição, que ordenou que toda a impressão deveria ser devorada pelas chamas. Tão rigorosamente essa ordem foi posta em execução, que dificilmente uma única cópia parece ter escapado" (M'Crie, History of the Progress and Suppression of the Reformation in Spain, 1829, pp. 191, 92). Em 1645 quatro folhas desta tradução foram descobertas em um mosteiro. Em 1543 o Novo Testamento do espanhol FRANCISCO DE ENZINAS foi publicado com o título "O Novo Testamento, isto é, a Nova Aliança de nosso único Redentor e Salvador Jesus Cristo, traduzido do grego para alíngua castelhana[Espanhol]". Enzinas apresentou um cópia do seu Novo Testamento para Carlos V, imperadordo Império Romano (1519-1558), durante a visita do imperador a Bruxelas, que por sua vez, a deu ao seuconfessor católico, Pedro de Soto. "Depois de vários atrasos, Enzinas, tendo esperado o confessor, foirepreendido por ele como um inimigo da religião, por haver manchado a honra de seu país natal, e se recusando a reconhecer a sua falha ao traduzir esta obra, foi preso pelos oficiais de justiça e lançado na prisão" (M'Crie,History of the Reformation in Spain, pp. 194-95). O pai e tios de Francisco o visitaram na prisão, e orepreenderam para desonrar sua família. Após 15 meses confinado ele milagrosamente escapou da prisão em Bruxelas e fugiu para a Antuérpia, em seguida, para a Inglaterra, onde, em 1548, recebeu a cadeira de grego na Universidade de Cambridge. Ele voltou para o continente em 1550 e morreu de peste em EEstrasburgo em 1553. A maioria de seus Novos Testamentos foram queimados e todos os seus manuscritos foram destruídospela Inquisição. Outro homem que foi levantado por Deus para prover o mundo espanhol com uma Bíblia em seu idioma foiJUAN PEREZ DE PINEDA (1490-1567). Em Sevilha, Espanha, como chefe do Colégio de Doutrina, começou a estudar a Bíblia e rejeitou doutrina católica. Quando a perseguição começou contra os crentes nessa área, Perez e alguns de seus amigos conseguiram fugir da Espanha. Perez estabeleceu-se em Genebra e foi o primeiro a formar uma igreja espanhola naquela cidade (M'Crie, p. 363). Depois ele se mudou para a França.Sua tradução do Novo Testamento para o espanhol, confiando totalmente na versão de Enzinas, foi publicadaem 1556 em Genebra. Outro dos homens que fugiram dos terrores da inquisição na Espanha foi CASSIODORO DE REINA (1520-1594). Como um monge no mosteiro de San Isidro del Campo, em Sevilha, ele se uniu ao reavivamento protestante e rejeitou a doutrina católica. Preso e condenado à morte, Reina conseguiu escapar da prisão e fugir para Londres, onde pregou a uma congregação espanhola (Lupton, A History of the Geneva Bible, I, p. 40). Mais tarde, ele viajou para Genebra, e juntou-se com a igreja protestante espanhola de lá, pastoreada pelo já mencionado Juan Pérez de Pineda. Reina em 1567 completou um Novo Testamento Espanhol que "é aclamado até hoje como o maior triunfo da história literária espanhola". Reina estabeleceu-se na Basiléia, e a Bíblia completa apareceu em 1569. A obra de Reina foi abraçada por CIPRIANO DE VALERA (1532-1602?). Como Enzinas e Reina, Valera havia fugido da inquisição na Espanha. Em 1565 Valera juntou-se a Universidade de Oxford e tornou-se conhecido por sua experiência linguística, "tendo domínio de pelo menos dez línguas". Ele revisou e corrigiu a obra de Reina e publicou o Novo Testamento em Londres, em 1596, e, toda a Bíblia em 1602 em Amsterdã. Todas estas Bíblias espanholas "foram acompanhadas com reivindicações para a prática de traduzir as escrituras em línguas vernaculares e o direito das pessoas de as lerem" (M'Crie, p. 202). Contrastando com isso foi a atitude da Igreja Católica. Ainda em 1747, o inquisidor-geral na Espanhadescontente que "alguns homens tinham a audácia extrema e execrável de pedir permissão para ler as Sagradas Escrituras na língua vulgar, não tinha medo de encontrar neles o veneno mais letal" (M'Crie, p. 202, f3). O papa Júlio III dirigiu uma bula aos inquisidores em 1550 no qual advertiu-os das Bíblias espanholas que estavam sendo contrabandeadas para o país (M'Crie, History of the Reformation in Spain, p. 203). Os inquisidores receberam instruções "para apreender todas as cópias, e proceder com o máximo rigor contra aqueles que as portavam, sem excetuar os membros de universidades, faculdades ou mosteiros. ... Ao mesmo tempo as mais rigorosas precauções foram adotadas para impedir a importação de tais livros, colocando agentes em todos os portos marítimos e em fronteiras de terra, com autoridade para vasculhar todos os pacotes e todos os viajantes que entrassem no reino" (M'Crie, p. 204). A BÍBLIA FRANCESA FOI PERSEGUIDA JACQUES LEFEVRE (1455-1536), um professor da Universidade de Paris, publicou um Novo Testamento em francês em 1523 e a Bíblia francesesa completa em 1528. Por seu trabalho de amor para com o povo francês, o idoso Lefevre foi odiado e perseguido pelas autoridades romanistas. Uma das coisas que os amargurava foi o princípio de Lafevre de que todos os cristãos deveriam ler as Escrituras. Uma dessas autoridades com raiva, exclamou: "Será que ele não se atreve em recomendar a todos os fiéis ler as Escrituras? Será que ele não diz que quem não ama a Palavra de Cristo não é um cristão? E que a Palavra de Deus é suficiente para conduzir à vida eterna?" (D'Aubigne, III, p. 385). A Sorbonne, a faculdade teológica da Universidade de Paris, condenou Lefevre como herege e ele foi forçado a fugir para Estrasburgo em 1525. Em 1531, Lefevre se refugiou no sul da França e lá permaneceu até sua morte... " (Durant, The Story of Civilization, VI, p. 502). A Sorbonne declarou guerra à impressão e aos impressores. Em 1534, vinte homens e uma mulher foram queimados vivos. Um deles era um impressor cujo único crime foi a impressão alguns dos escritos de Lutero, enquanto que outro foi um livreiro que tinha vendido os mesmos. Um édito foi emitido em 1546 pelas autoridades católicas contra Lefevre e sua obra, em que a seguinte declaração é encontrada: "Não é nem conveniente nem útil para o público cristão que qualquer tradução da Bíblia deva ser autorizada a ser impressa, mas que elas sejam suprimidas como prejudiciais". Também foiordenado que qualquer pessoa que possuísse uma cópia deveria entregá-la no prazo de oito dias (John Beardslee, The Bible among the Nations, 1899, pp. 211, 12). Muitos crentes franceses foram queimados por distribuir a Bíblia. O Martirológio integral de Foxe é um conjunto enorme de livros. Eu possuo um exemplar da oitava edição, que foi impressa em 1641. É um fólio de 3 volumes, 3227 páginas, três volumes juntos de quase um metro de largura, e cada página com 22,86cm x 34,29 cm. Cerca de 150 destas grandes páginas são dedicadas a uma enumeração de alguns dos mártires franceses.Seguem-se alguns exemplos: Em 1525, um pregador do Evangelho chamado Schuch foi queimado na cidade de Nancy, na França. Quando ele foi preso e julgado, ele tinha sua Bíblia em mãos, e mantendo a mesma diante de seus acusadores, pregou a eles sobre as Escrituras e "humildemente confessou ainda forçosamente a Cristo crucificado". Suas palavras foram tão incisivas que seus algozes "tomados de raiva, lançaram-se sobre ele com gritos violentos,ARRANCANDO A BÍBLIA EM QUE ELE ESTAVA LENDO ESTE TEXTO AMEAÇADOR, e como cães raivosos, incapazes de morder sua doutrina, eles a queimaram em seu convento". O homem foi imediatamente condenado a ser queimado vivo, e a sentença foi rapidamente executada. "No dia 19 de agosto de 1525 toda a cidade de Nancy estava em movimento. Os sinos dobravam para a morte de um herege. O cortejo fúnebrepartiu. Quando o mártir chegou ao local da execução, SEUS LIVROS FORAM QUEIMADOS DIANTE DELE;ele foi então convidado a retratar-se, mas se recusou, dizendo: "És tu, ó Deus, que me chamaste, e tu me darás força até o fim". Tendo montado a pilha, ele continuou a recitar um Salmo, até a fumaça e as chamas sufocarema sua voz" (D'Aubigne, History of the Reformation, III, pp. 468, 69). Em 1546 Peter Chapot foi queimado até a morte por trazer Bíblias em francês para a França e vendê-las. Por causa de seu corajoso testemunho no local da execução, um decreto determinou que "todos os que fossem queimados, que não se retratassem no fogo, deveriam ter suas línguas cortadas. Essa lei foi diligentemente observada" (Foxe, unabridged, 1641, II, p. 133). Stephen Polliot também foi preso em 1546 com uma bolsa de Escrituras e livros evangélicos que estava distribuindo. Sua língua foi cortada e ele foi queimado, "com sua mochila de livros pendurada ao seu pescoço"(Foxe, unabridged, II, p. 134). Nicholas Nayle, um sapateiro, foi preso em Paris e queimado em 1553 por levar pacotes de livros para distribuir entre os crentes. Em 1554, Dionísio Vayre, que tinha contrabandeado muitos livros para a França, foi preso na Normandia e condenado a ser "queimado vivo, onde três vezes se levantou, caindo novamente no fogo" (Foxe, unabridged, II, p. 145). O livreiro valdense Bartolomeu Heitor foi preso em 1556. Quando o juiz da inquisição disse: "Você foi pego porvender livros que contêm heresia; o que tem a dizer sobre isso?" Heitor respondeu: "Se a Bíblia é uma heresiapara você, é a verdade para mim". Depois de definhar na prisão por vários meses, Heitor foi queimado na estaca. A BÍBLIA HOLANDESA FOI PERSEGUIDA Em 1270 JACOB VAN MAERLANDT completou os quatro Evangelhos em holandês. "Este esforço despertoua ira do bispo da Igreja Católica de Utrecht, que pensou que era desrespeitoso para com as Escrituras, assim,trazê-las ao alcance das pessoas comuns, e Van Maerlandt quase perdeu a vida como recompensa por seu trabalho". (John Beardslee, The Bible among the Nations, p. 175). Em 1526 a primeira Bíblia completa em holandês foi publicada por JACOB VAN LIESVELDT na Antuérpia, e 20 anos depois Liesveldt foi decapitado também na Antuérpia "por seu trabalho de impressão" (Lupton, A History of the Geneva Bible, I, p. 35). A BÍBLIA ITALIANA FOI PERSEGUIDA ANTONIO BRUCIOLI publicou um Novo Testamento italiano em Veneza em 1530 e uma Bíblia inteira, dois anos depois. Brucioli também produziu um comentário sobre a Bíblia inteira, que foi publicado em setevolumes. "Suas traduções da Bíblia foram colocados na primeira classe de livros proibidos, e todas as suas obras, sobre quaisquer assuntos "publicados ou a serem publicados", juntamente com todos os livros que saíam da sua imprensa, mesmo após sua morte, eram estritamente proibidos. ... medidas violentas foram posteriormente empregadas para a sua supressão" (M'Crie, Reformation in Italy, 1856, pp. 56, 57). Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira Fonte: Way of Life Literature

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

France high court upholds Scientology fraud conviction

France's highest appeals court on Wednesday upheld the 2009 fraud conviction of the Church of Scientology. The Cour de Cassation, the country's court of final appeal for civil and criminal matters, rejected the organization's request that the conviction be overturned on the grounds it violated religious freedom. The original ruling convicted Scientology's Celebrity Centre and bookstore in Paris of fraud following numerous instances of pressuring members into paying large sums for questionable services and materials. The Church of Scientology is not recognized as a religion under French law. www.migalhas.com Copyright 2013 - Migalhas International

sábado, 12 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O decálogo de Lênin e a realidade brasileira

http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1979919

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Momentum in Leadership

Momentum In Leadership As a leader, how many times have you enthusiastically started a new project, excited about its prospects? Eager to begin, you call together your leadership teams, make plans and set the project in motion. But one thing lacks…you’ve forgotten to answer the questions that need answering. Starting new ventures is great for creating momentum in the church; however, before you begin you must ask yourself and your team leaders if the project is sustainable in the long run. In other words, can you finish what you start? What’s more, if the right people aren’t in place to make it happen, it is more beneficial to refrain from starting until you have the appropriate people trained to take on the new project. The Leadership of Jesus In everything Jesus is our example, and momentum in leadership is no exception. Jesus looked ahead. His death, burial, resurrection and ascension into heaven were just a few short years away. In order for the church to succeed without Him, He trained and positioned the right people in the right place, ready to carry on His ministry after His ascension. Often times Jesus said, "My hour is not yet come,” or "It is not yet my time." He walked in sync with God’s will and timing, cognizant of the preparation needed to complete His earthly tasks. And He made sure His disciples were equipped to continue His ministry after He left this earth. The Lord is the finest example of leadership we will ever hope to have. His calling and training of the twelve disciples is a model of perfect leadership in ministry. Through Jesus’ leadership style, we can gain a sense of what it takes to create momentum in our ministries. The momentum Jesus created with His twelve disciples still moves forward today, 2000 years later. By the time Jesus began His ministry and summoned the twelve disciples in Matthew 10, He was halfway into His ministry. That meant that Jesus had approximately two years to train twelve men to carry on the work that He had started just months prior to their calling. Jesus’ ministry had two phases. In the first portion of His ministry He labored single-handedly for over a year. His miracles and teachings were, for the most part, limited to the area of Galilee. As Jesus gained followers it became clear that He would travel greater distances to reach and teach greater numbers of people. This large group would be unable to follow Jesus wherever He went, especially over the long journeys that became part of His later ministry. Jesus needed a certain few with Him at all times. He needed to reproduce Himself in a group of willing and faithful men who would be able to carry on His ministry to the world. Thus, Jesus called the twelve disciples. For the final two years of His life Jesus focused on these men. The crowds grew to greater numbers than before. Jesus would still perform miracles but if the momentum was to continue, He had to direct His passion toward these twelve ordinary men. For several years Jesus trained simple and common people: Fishermen, carpenters, a tax-collector, a zealot and tradesmen. They were all as ordinary as you and I. How did Jesus select these twelve men? First and foremost, He prayed. In fact, the Bible records that Jesus continued in prayer all night long. For over a year, Jesus was familiar with the men He would call. Jesus prayed for these men’s souls, their futures, their safety, their understanding and their faith. He prayed for them to develop spiritually into an unstoppable force that would impact the world. We know from Scripture that what Jesus prayed for came to fruition. Jesus faced controversy from the very beginning of His ministry. His own community literally tried to kill Him after He taught in the local synagogue. Shortly after this, He became popular among the people in the region of Galilee. As the word spread of His teachings and His miracles, huge crowds of people flocked to see and hear Him. The crowds grew so large that He would occasionally teach from a boat on the Sea of Galilee just to get away from the press of people. Jesus was no doubt the most popular figure who existed in this region at that time. What’s worth noting though, is that Jesus did nothing to use His popularity to advance His cause or gain momentum. In fact, He did the opposite. Imagine the crowds He could have drawn had He concentrated on marketing His Name? What would have happened had He conceded to some of the religious leaders’ demands? But none of that interested Jesus. Jesus was controversial for sure. At times, His teachings and messages were so offensive that almost everyone left Him except His faithful few. Only the twelve simple men stayed with Jesus after everyone else left. It was then that Jesus chose these twelve to mentor, train and disciple over the next two years. Training the Twelve By now, Jesus’ ministry had reached a point of no return. The religious leaders of the day made up their minds to kill Him and make an example of Him. The hunt was on and time was short. Wherever Jesus went He worked quickly, getting in and out before He was discovered. The crucifixion was only a few years away and He needed to prepare His twelve disciples to carry on His message. This two-year period of time was critical to maintain and advance the momentum Jesus established in the first year of his ministry. From this point forward, the whole character and motive of Jesus’ ministry changed. His focus switched from the multitudes to the few. His first priority was to train the men who would become His ambassadors of the Gospel and the momentum would continue through these chosen few. Twelve was a number Jesus could disciple, mentor, tutor, and teach in a one-on-one setting. Twelve was the number with whom He could have friendship and a relationship. Less is More The Lord understood that spending more time with less people would eventually impact the Kingdom in a greater measure than meeting with great crowds of people. Less would become more...many, many more. All of us need to use this concept in training and mentoring other leaders. Jesus took it a step further. He broke down the twelve into three. Peter, James, and John became what we know as the inner circle; they were the closest to Jesus. These three were instrumental in carrying on what Jesus started. Whatever these three did, the others would also do. Consequently, Jesus spent more time mentoring these three than any of the other nine disciples. Peter was the one to whom Jesus entrusted the keys of the Kingdom. He went on to preach the keynote message at Pentecost. John was the disciple whom Jesus loved. The Lord shared things with John that he never shared with the others. Many of those things are recorded in the Gospel of John and the Book of Revelation. James and John were known as the Sons of Thunder, possessing a zeal for God that the others did not have. Jesus had deeper discussions with these three men and they were closer to the Master than the others. For example, Jesus asked Peter, James and John to join Him when He healed Jairus's daughter. They were present during the transfiguration and as Jesus anguished in the Garden of Gethsemane. They were the first great leaders of the church and became the foundation with Jesus as the Chief Cornerstone. Jesus Christ, God of this universe, concentrated the majority of His efforts on three men who would emerge as the leaders of His Church. With Jesus as their commanding officer, these three men experienced hands-on training in the front lines of a spiritual warfare. As we follow Jesus’ example we, too, will realize that less is more. After all, we can train and mentor a few a lot better than we can mentor a whole group or a classroom of potential leaders. In everything we do, we should keep these concepts in mind. Don't start something that you cannot properly manage and maintain. It will fail, having wasted precious time, energy, and resources to no avail. Simplification is key to maintaining momentum in any given organization. If you would like to learn more about experiencing momentum in your ministry by raising up the leaders around you, take a look at http://www.pastoralhelps.com/momentum-in-ministry/

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Como ler a Bíblia

Olavo de Carvalho Jornal do Brasil, 17 de janeiro de 2008 http://www.olavodecarvalho.org/semana/080117jb.html Quando você lê um romance ou peça de teatro, não tem como julgar a verossimilhança das situações e dos caracteres se antes não deixar que a trama o impressione e seja revivida interiormente como um sonho. Ficção é isso: um sonho acordado dirigido. Como os personagens não existem fisicamente (mesmo que porventura tenham existido historicamente no passado), você só pode encontrá-los na sua própria alma, como símbolos de possibilidades humanas que estão em você como estão em todo mundo, mas que eles encarnam de maneira mais límpida e exemplar, separada das contingências que podem tornar obscura a experiência de todos os dias. A leitura de ficção é um exercício de autoconhecimento antes de poder ser análise literária, atividade escolar ou mesmo diversão: não é divertido acompanhar uma história opaca, cujos lances não evocam as emoções correspondentes. A mesma exigência vigora para os livros de História, com o atenuante de que em geral o historiador já processou intelectualmente os dados e nos fornece um princípio de compreensão em vez da trama bruta dos acontecimentos. Se você não apreende os atos dos personagens históricos como símbolos investidos de verossimilhança psicológica, não tem a menor condição de avaliar em seguida se são historicamente verdadeiros ou não. Um livro de História tem de ser lido primeiro como ficção, só depois como realidade. O problema é que nem sempre as possibilidades que dormem no fundo da nossa alma nos são conhecidas -- e então não podemos reconhecê-las quando aparecem na ficção ou na História. O resultado é que a narrativa se torna opaca. Pior ainda, você pode se deixar enganar por falsas semelhanças, reduzindo os símbolos da narrativa a sinais convencionais das possibilidades já conhecidas, senão a estereótipos banais da atualidade. O reconhecimento interior não é só um exercício de memória, mas um esforço sério para ampliar a imaginação de modo que ela possa abarcar mesmo as possibilidades mais extremas e inusitadas. Você não pode fazer isso se não se dispõe a descobrir na sua alma monstros, heróis e santos que jamais suspeitaria encontrar lá. Compreensivelmente, os monstros são mais fáceis de descobrir do que os heróis e santos. O medo, o nojo, a raiva e o desprezo são emoções corriqueiras, e eles bastam para tornar verossímil o que quer que nos pareça ser pior do que nós mesmos. Já aquilo que é nobre e elevado só transparece a quem o ama, e esse amor traz imediatamente consigo um sentimento de dever, de obrigação, como no célebre soneto de Rilke em que a perfeição de uma estátua de Apolo transcende a mera contemplação estética e convoca o observador a mudar de vida, a tornar-se melhor. A impressão humilhante de não estar à altura desse apelo produz quase automaticamente uma reação negativa -- o despeito. Negando a existência do melhor, reduzindo-o ao banal ou fazendo dele uma camuflagem enganosa do feio e do desprezível, a alma encontra um alívio momentâneo para o seu orgulho ferido, restaurando uma auto-imagem tranqüilizante à custa de encurtar miseravelmente a medida máxima das possibilidades humanas. Se esse problema existe em qualquer livro de ficção ou de História, imaginem na Bíblia, onde o personagem central é o próprio Deus. Abrir-se ao chamado da perfeição divina é trabalho para uma vida inteira e mais uns dias, e vem entremeado de inumeráveis derrotas e humilhações -- mas sem isso você não compreenderá uma só palavra da Bíblia. Cem por cento do ateísmo militante consistem em despeito e incapacidade de leitura séria.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A bronca!

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/130627-quota-broncaquot.shtml

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

YOM KIPUR = Dia do Perdão!

Não detinha ainda esse nível de conhecimento do significado do Yom Kipur, especialmente em relação aos votos feitos a Deus. Foi muito importante e libertador conhecer esse aspecto, essa possibilidade diante do vaticínio de Eclesiastes 5,4. http://eteacherbiblical.com/pt-br/questions-of-the-week/yom-kippur-2013?cid=8544&utm_source=Yom%20Kippur&utm_medium=Email%20Content&utm_campaign=BI-PT-Yom%20Kippur%202013-Video&utm_source=activetrail&utm_medium=email&utm_campaign=BI-PT-Yom%20Kippur-Video_2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O NOVO TEÓLOGO DA VEJA

Novidades de Isaltino Gomes Coelho filho Posted: 10 Aug 2013 11:19 AM PDT Isaltino Gomes Coelho Filho Assino a “Veja” há anos. Gosto de lê-la e sua chegada em casa (em Macapá, três ou quatro dias após surgir nas bancas – se o entregador não erra o endereço) é bem saudada. Junto com outras publicações, ela defende um Estado soberano, democrático, de leis e ordem, que alguns que pensam em democracia como a imposição de suas idéias rejeitam (os que sabem o que é melhor para o povo – na melhor aristocracia platônica, mas de esquerda). São os que querem a democratização da imprensa (controlada pela máquina partidária) e que falam em monopólio da informação, esquecidos que monopólio alude a um, e que havendo muitos poderia, na pior das hipóteses, se chamar oligopólio. Nem a língua portuguesa o pessoal saber usar. Bem, há quem goste de “muito pouco”, ao invés de “pouquíssimo (se algo é pouco não é muito). O problema são alguns colunistas que desejam teologar. Acho isso incrível. A turma não quer a Igreja Católica e as igrejas evangélicas opinando sobre a vida secular, mas quer o direito de ditar à Igreja e às igrejas uma agenda. Querem um estado leigo (o que quero também), mas querem uma igreja secularizada. Primeiro foi Maílson da Nóbrega, que saindo de sua área de conhecimento, Economia, onde é muito bom, postou o artigo “Falácias e verdades”, na “Veja” de 26.9.11. Afirmou que a Bíblia dizia que o Sol girava ao redor da terra e assumiu a versão burlesca e falsa do julgamento de Galileu, que teria murmurado entre os dentes “Mas ela se move”. Mentira e burla que detratores da Igreja espalharam. O Dr. Maílson alcandorou à esta patacoada o senso de fato. Respondi-lhe no artigo “Falácias e verdades ou: Maílson da Nóbrega, pergunte antes de afirmar” (ver no site www.isaltino.com.br). Impressiona como as pessoas falam bobagens sobre a Bíblia, sobre o cristianismo e sobre a Igreja e as igrejas sem conhecer nada. Meu desencanto total com a maçonaria se deu com a leviandade habitual de um “maçonólogo” (cada uma que aparece!) que escreveu um artigo ridículo sobre o Livro de Enoc, como eles grafam, com um monte de tolices, ignorâncias e mentiras tão grotescas que só fanatizados aceitam. Ignorante de que há vários livros atribuídos a Enoque, o autor fala de um só, que a Igreja tirou do cânon porque ia contra sua posição teológica. Poucas vezes, em tão poucas linhas, vi tanta bobagem junta. Enviei uma carta à redação da revista e entreguei cópias a vários maçons de destaques. Como uma instituição que diz prezar a verdade publica tanta bobagem, com ar de pesquisa? O maçonólogo, que não é “verdadólogo”, continua ditando escrevinhação! Isso me aborrece! O mundo é medíocre, inculto, desconhece fatos e insiste em afirmar abobrinhas em alto e bom som! Na “Veja” de 7.8.13, J. R. Guzzo escreveu “Pensamento simples”. Assume o papel de “teólogo” que dita à Igreja uma agenda que ele acha correta. Uma questão deve ser estabelecida desde o início: a Igreja é a única instituição sobre a face da terra que reivindica autoridade divina. Se o pessoal concorda ou não, se gosta ou não, não vem ao caso. Mas se a Igreja e as igrejas perderem essa noção de substância, nada podem fazer. Nivelam-se a qualquer outra instituição. Sequer merecem o espaço que lhe dão. Não compete aos de fora ditarem a agenda da Igreja e das igrejas. Parece-me com a postura do “cristianismo alemão” e das igrejas controladas em países comunistas: “Vocês pregam o que nós dizemos”. Não querem os palpites da Igreja? Recusem-nos. Mas não deem seus palpites à Igreja. Guzzo afirma que a Igreja deve cumprir o Sermão da Montanha, que ela nunca cumpriu, e que é “o texto mais importante do Evangelho”. Ele deve possuir um “importantômetro”, que mede o grau de importância das passagens bíblicas. E não deve ter lido todo o Novo Testamento para uma visão global de seu ensino, e assim não entendeu o Sermão do Monte quando o leu. Sua função, no evangelho de Mateus, é mostrar aos cristãos de pano de fundo judaico, que a antiga ordem já passou. “Moisés disse” é trocado por “Eu, porém, vos digo”. “Ouvistes” é substituído por “Mas eu vos digo”. Jesus estabelece que é o seu ensino e não a bagagem passada que deve ser carregada. Tanto que o ponto de julgamento (Mt 7.24-27), não é mais a Torah, a lei dos judeus, mas “estas minhas palavras”. Findo o sermão, a multidão se admira da qualidade do seu ensino, em oposição aos dos fariseus, cerne teológico do judaísmo. Estes transformaram a religião em matéria de ritos, gestos, roupas pomposas, celebrações teatrais. Jesus a traz para o interior. “Tu, porém, entra em teu quarto”. Até o “Pai nosso” deveria ser recitado na vida privada, e não na praça. Jesus internalizou a religião, tirando-a da gestualidade teatral que inclusive sucede nas viagens papais e em algumas seitas neopentecostais, em que a entrada do pastor é saudada com o toque do shophar, cena para lá de grotesca! Lendo todo Mateus, Guzzo terá uma noção melhor do papel do sermão do monte, por que está ali, enquanto que, em Lucas, se localiza em outro momento histórico. Os dois evangelistas usaram-no em seus contextos literários, inserindo-os como parte (e não a totalidade) da mensagem cristã, mostrando que sua ética permeia o evangelho, mas não é a essência do evangelho. Ao dizer que ela nunca cumpriu o Sermão da Montanha, ele ignora fatos. A Igreja teve falhas enormes, mas humanizou o mundo. Quantos hospitais, trabalhos com hansenianos, ajuda a mendigos, e apoio a necessitados a Igreja e as igrejas têm cumprido! Guzzo ignora a luta social de Wilberforce. Ignora Madre Teresa da Calcutá. Ignora Martin Luther King Kr, com sua resistência pacífica, tirada do Sermão. Quando a polícia veio agredir os negros, King mandou que se sentassem e apanhassem. Ali eles venceram! Guzzo ignora Visão Mundial, Compassion, o trabalho de Charles Colson pela humanização dos presídios. Ignora Schweitzer, ambulatórios e escolas para carentes feitos pela Igreja e pelas igrejas. Até mesmo a Ordem Franciscana. Ignora que o trabalho dos batistas tirou mais gente do crack que a política de tolerância governamental. Que nossos orfanatos mudaram o destino de mais crianças que a Fundação Casa. Vamos fazer um levantamento? Lendo o Novo Testamento, Guzzo verá que o mais importante da Bíblia não é sua ética, mas a obra de Jesus Cristo efetuada na cruz. Pode não gostar disso, mas não faz diferença porque é isso. Não gosto de Marx, mas não posso dizer que Marx ensinou o que eu acho que ensinou, e que destoa do que ele escreveu. Os quatro evangelhos terminam com a morte e a ressurreição de Jesus. As cartas do Novo Testamento, bem como o livro de Atos tratam deste assunto, como sendo a culminância do judaísmo e o tema central do cristianismo. O judaísmo é o vinho velho. Em Jesus chega o vinho novo. Paulo disse que o evangelho é isto: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras e ressuscitou dos mortos segundo as Escrituras”. O mais importante na Bíblia, Sr. Guzzo, é a pessoa de Jesus, e não uma parte de seus ensinos. A igreja de Cristo foi fundada com base nesta pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Não foi “Que achais do Sermão do Monte?”. O autor encerra o artigo falando sobre o Sermão da Montanha: “’… é nele que Cristo ensina que o homem tem que ser honesto, tolerante e generoso, tem de dizer a verdade, saber perdoar e buscar a justiça, viver em paz e amar o próximo”. Jesus não precisaria vir o mundo para dizer isto. Foi dito no Antigo Testamento, e com muito mais ardor pelos profetas que por ele. Dizem as pessoas sem muita noção: “Ele foi morto porque pregou o amor e a paz”. Engano. Para que morrer por dizer isto se isto fora dito milhares de vezes, antes? Ele ensinou a si mesmo, não uma verdade atrás da qual se escondeu. Lendo os evangelhos, se verifica que o tema de Jesus foi Jesus. Praticar sua ética é consequência de crer em sua pessoa e comprometer-se com ela. Quanto à tolerância com gays, a opção pelo celibato e a negação do concubinato (viver com outra pessoa sem ser casada com ela – políticos casados não têm mais amantes, mas namoradas), desculpe. Sr. Guzzo, não lhe compete dizer à Igreja o que fazer. A questão não é “não pode isso não pode aquilo”. A questão é de valores que a Igreja adotou, e em que sua cosmovisão fazem sentido (as questões de varejo) porque mexem na questão do atacado. Não é tão simples assim. Não entender isso é ser simplório. A Igreja teria que mudar em cada geração, perderia sua autenticidade, voaria ao sabor dos ventos, nada teria a dizer ao mundo. O simples é isto: ela é voz de Deus ou eco da voz dos homens? Sobre seu argumento que parece ser o desencadeador da argumentação, quando o Papa diz que “Se uma pessoa é gay, procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”. É uma pergunta retórica. Qualquer um pode buscar ao Senhor. É óbvio. Mas há comportamentos que a Bíblia diz que o Senhor não aceita. E a Igreja e as igrejas não têm autorização para uma nova Bíblia. Soa confuso? É simples: a Igreja não se vê como uma ONG criada para satisfazer as pessoas e massagear seu ego. Ela tem valores muito ricos, que vêm de milhares de anos, não pode se pautar pelas novidades que surgem. Ela já foi usada, indevidamente, para defender a escravidão e a violência. Como a frase de José de Anchieta: “espada e vara de ferro, que é a melhor pregação”. O contexto cultural de Anchieta adaptou a mensagem do evangelho. A Igreja de verdade, muitas vezes, terá que ir contra a cultura vigente. O verdadeiro evangelho refuta essas práticas. Como o infanticídio, a poligamia e o canibalismo eram práticas sociais aceitas e saudáveis, até que o evangelho as condenou. Sempre haverá choque entre os valores da Igreja e os do mundo. Por causa da maciça propaganda gay, o homossexualismo está em alta. Quem discorda (mesmo sem combater) é homófobo. Parece que a única virtude válida hoje é a tolerância, vista como uma caminhada na direção da ditadura do pensamento único, que abole a concepção de democracia. Só que a tolerância é sempre com os do mesmo lado. Podemos ser chamados de ”fundamentalistas” por gente que sequer sabe a origem do termo. Mas se chamarmos alguém do outro lado de “devasso”, estamos em maus lençóis. Se discordo de alguém, sou preconceituoso. Se alguém discorda de mim, usa de seu direito de expressão. É a pasteurização conceitual. O que querem não é a humanização da Igreja, mas seu amordaçamento. Ela é vista como quem deve apoiar tudo o que os homens fazem, pois sua função é tornar pessoas felizes. Isso é ser simplório. Adaptar a mensagem do evangelho às épocas e aos quereres humanos simplesmente a aniquilaria. Se é para dizer que tudo é certo e que podem fazer o que quiserem que a Mamãe Igreja perdoa os filhinhos, ela não é necessária. Em tempo, sou protestante. A igreja não me é mãe, mas irmã. A Igreja e as igrejas não devem buscar popularidade e aplauso do mundo. A multidão que gritava “Hosana ao Filho de Davi”, menos de uma semana depois gritava “Crucifica-o!”. Como ministro religioso não busco aplausos. Nem do rebanho que Deus me confiou. Busco ensinar o que a Bíblia diz. As pessoas devem obedecê-la e não tenho autoridade para ajustá-la ao querer humano. Quem não concordar não concorde. Da mesma forma com a Igreja. Quem não concorda com ela, paciência. O que não se pode é ter uma Igreja para cada tipo de pessoa. A concepção dominante, aqui, é o conceito de Igreja. Ela tem origem espiritual, com valores eternos, ou é uma instituição humana? Ela tem uma mensagem da parte de Deus aos homens ou é um organismo que toma decisões pela opinião pública e assim revê seus valores pelo viés da vontade humana? É a Bíblia ou o Ibope? Críticos da Igreja e das igrejas: vocês já tentaram ouvir? Já lhes passou pela cabeça que podem estar errados e que devem acatar a primeira mensagem da igreja cristã? Em tempo: a primeira mensagem da igreja cristã não foi o amor, mas o chamado ao arrependimento, à mudança de atitudes e uma nova vida com Deus. Já pararam para pensar que devem mudar de vida? Há uma possibilidade mínima de que estejam errados, em seu culto a si e aos seus desejos? Releia o Sermão da Montanha, Dr. Guzzo. Leia as cartas do Novo Testamento. Veja o todo para entender a árvores. Absolutizar o ensino do Sermão da Montanha é ver uma folha e pensar que viu a floresta. Meus respeitos. Já li muito do senhor, e admiro sua competência. É a primeira coluna que leio na Veja. Continuarei lendo e respeitando como intelectual que me instrui. Continuo lendo Maílson da Nóbrega. Que é competente. Só não leio mais o Xico Trolha por causa do seu Enoc. Deste pulei fora. Leviandade me agasta. Do meu leito, na Unimed de Macapá, Isaltino Gomes Coelho Filho

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Doença ou Falha Moral?

A hombridade do rabino Sobel lembra a postura do Rei Davi diante do profeta Natã: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,furto-foi-falha-moral-nao-doenca,1061775,0.htm “A um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:17)

terça-feira, 16 de julho de 2013

DUAS PORTAS – DOIS CAMINHOS

Posted: 15 Jul 2013 06:40 PM PDT Isaltino Gomes Coelho Filho Publicado originalmente na revista “Você”. “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela; pois a porta é estreita, e o caminho que conduz à vida, apertado, e são poucos os que a encontram” (Mateus 7.13-14). Os hebreus caracterizavam a vida como sendo uma caminhada. Para eles, viver era caminhar neste mundo. Aliás, o nome “hebreu” tem a ideia de “caminhante”. O primeiro homem chamado de “hebreu” foi Abraão (Gn 14.13) porque era peregrino, um caminhante. O Salmo 1 trata disto: viver é escolher um caminho, sendo que, apesar de parecer serem vários, há apenas dois: um com Deus e outro sem ele. Estes dois caminhos têm características diferentes e as pessoas que andam por eles terminam em destinos diferentes. Os caminhos são escolhidos pela visão espiritual das pessoas. Os caminhos escolhidos acabam formatando o caminhante dentro de um estilo de vida. Ou seja: os caminhos são escolhidos pelos caminhantes como uma opção de vida e isso lhes confere certos traços de caráter. Viver é escolher um caminho por onde andar. E este caminho escolhido, seja o com Deus ou o sem Deus, deixará marcas em nossa vida e nos levará a destinos diferentes. O caminho define nosso destino final, mas antes disso, define nosso caráter. Jesus usou esta figura de caminho em seu ensino, quando a aplicou a si, dizendo que ele era “o caminho” (Jo 14.6). E também aplicou a si figura de porta (Jo 10.9). Isto significa que segui-lo é fazer a escolha correta de vida. É como se ele dissesse: “Querem viver bem? Eu sou a escolha correta que vocês devem fazer!”. No texto citado, ele usa as duas figuras em conjunto, porta e caminho. Portas guardam semelhança com caminhos. São lugares por onde as pessoas passam. E são opções que as pessoas fazem. Há um caminho espaçoso e uma porta larga, diz ele. Serão as melhores escolhas? Para muita gente, quantidade é sinal de verdade. É assim que tantos dão crédito às pesquisas de opinião para tomarem decisões. Se há muita gente fazendo algo, esposando uma ideia, ou apoiando um movimento, então isso é o certo. Da mesma maneira, se há pouca gente, então é o errado. Um pastor luterano contou que quando foi empossado no primeiro pastorado de uma igreja, aos 23 anos, havia apenas cinco pessoas no culto. Todas idosas, sendo que uma dormiu todo o tempo do culto. Do lado de fora, Hitler fazia uma passeata arrastando atrás de si 100.000 jovens alemães encantados com seu discurso político. Ele se perguntou: “Será que vale a pena o que estou fazendo?”. Aquele jovem se tornou um dos maiores pastores da Alemanha, sua igreja veio a ser uma das maiores do país, e Hitler arruinou a nação. Guarde isto: maioria não é sinal de verdade. Pressão de um grupo não torna algo lícito ou correto. Uma multidão a favor do aborto, do homossexualismo, ou de outras atitudes que a Bíblia rejeita não lhes tira o caráter de errado. Não é verdade que “a voz do povo é a voz de Deus”. Se fosse assim, os linchamentos seriam moralmente corretos, e a lei seria desnecessária. A verdadeira voz de Deus está na Bíblia, que é a Palavra de Deus. A voz de uma multidão não é a verdade. A multidão gritava freneticamente em Jerusalém: “Crucifica-o! Crucifica-o!”. E estava errada. Caminhos largos e espaçosos e portas largas e espaçosas podem ser mais cômodos, mais agradáveis, mas podem conduzir à ruína. Caminhos apertados e portas estreitas podem ser desconfortáveis, mas podem ser a opção correta. O ensino de Jesus nunca contará com mais seguidores que o caminho do erro. Porque Jesus oferece mais, mas faz exigências morais. As pessoas querem o mais, mas não querem freios. Querem um Jesus que as abençoe e as conduza mesmo com elas vivendo em pecado. Esse Jesus só existe na imaginação delas. O Jesus real, revelado no Novo Testamento, é o Salvador, é aquele que pode abençoar grandemente uma vida, mas não deve ser confundido com um papai Noel bonachão. É o Senhor, que nos chama a viver a vida de acordo com o seu caminho, e não de acordo com os nossos caminhos. Quando você for pressionado a imitar os colegas e a abandonar seus padrões cristãos para não ser chamado de nerd, de fundamentalista ou seja lá o que for, lembre-se que o caminho da multidão nem sempre é o caminho de Jesus, que é o caminho certo. A porta larga, por onde entra todo mundo, e do jeito que quer, não é o caminho da vida, mas da morte. Não se encante com tantas “bandeiras” que você vai encontrar em sua vida, sob a alegação de serem bandeiras justas, democráticas ou libertárias. Muitas dessas bandeiras são, na realidade, mortalhas. O caminho da verdade e da retidão, o caminho de Jesus é estreito porque pede abandono do pecado. As pessoas querem seguir o outro caminho e preferem a outra porta porque não querem deixar seus pecados. Não as siga. Vá pelo caminho estreito. Entre pela porta estreita. O caminho e a porta da minoria que quer Jesus e não aceita ser formatada pelo mundo. Lembre-se bem disso: para seguir a Jesus é preciso ter coragem. Coragem de dizer não à voz da maioria, e coragem de querer a porta que parece insignificante. Seguir a Jesus não é para fracos, tipo “maria vai com as outras”. É não ceder ao pecado que a mídia mostra como normal, chamando quem não concorda com ela de “fanático”. Por isso, siga pelo caminho estreito. E entre pela porta estreita. Você terá um bom caráter. E um futuro de glória. You are subscribed to email updates from Isaltino Gomes Coelho Filho