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terça-feira, 24 de maio de 2011

Cuidados a se ter com irmãos!

“ Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Romanos 12:10)

ROTEIRO
1 INTRODUÇÃO: “Os 3 mosqueteiros “
2 DESENVOLVIMENTO:
2.1 – TEMOR DE DEUS.
2.2 – AMOR FRATERNAL !
2.3 – PREFERÊNCIA EM HONRA.
3 CONCLUSÃO.

Autor: Adm. Adauto da Costa Santos (Janeiro 2000)

1-Introdução:
Eu e meus dois irmãos mais novos éramos conhecidos como os “três mosqueteiros” por aparentarmos ser trigêmeos e andarmos sempre juntos. Porém, após nos casarmos e constituirmos nossas próprias famílias, negligenciamos os cuidados mútuos e perdemos aquele “glamour”, embora mantenhamos o lema: “Um por todos e todos por um”. Ainda hoje, é comum alguém conhecido encontrar-se com algum de nós na rua e cumprimentar como se o outro fosse. Como se não bastasse, já na casa dos vinte anos, decidimo-nos por Cristo no mesmo culto jovem e, após 6 a 7 meses, fomos batizados conjuntamente na mesma oportunidade: à meia-noite do dia mais frio do ano (24 de junho). Que mergulho memorável ! Nos anos seguintes, celebrávamos o fato do nosso novo nascimento cantando em trio nos cultos de ação de graças por uma tão maravilhosa salvação em dose tripla. Salmo 133:1-3 – “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.”

Desenvolvimento:
2.1 – TEMOR DE DEUS.

Há um triste episódio, relatado em 2ª Crônicas 28 (quando do trágico reinado de Acaz) que retrata o perigo de se perder o temor de Deus, abandonando-o e indo após ídolos. O texto em questão é de particular aplicação ao tema do cuidado que devemos ter para com nossos irmãos, diante de Deus: “E estava ali um profeta do SENHOR cujo nome era Obede, o qual saiu ao encontro do exército que vinha para Samaria e lhe disse: Eis que, irando-se o SENHOR, Deus de vossos pais, contra Judá, os entregou nas vossas mãos, e vós os matastes com uma raiva tal, que chegou até aos céus. E, agora, vós cuidais em sujeitar a vós os filhos de Judá e Jerusalém, como cativos e cativas; porventura, não sois vós mesmos aqueles entre os quais há culpas contra o SENHOR, vosso Deus?
Agora, pois, ouvi-me e tornai a enviar os prisioneiros que trouxestes presos de vossos irmãos, porque o ardor da ira do SENHOR está sobre vós. Então, alguns homens dentre os chefes dos filhos de Efraim, Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, e Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai, se levantaram contra os que voltavam da batalha.
E lhes disseram: Não fareis entrar aqui estes presos, porque, em relação à nossa culpa contra o SENHOR, vós intentais acrescentar mais a nossos pecados e a nossas culpas, sendo que já temos tanta culpa, e já o ardor da ira está sobre Israel. Então, os homens armados deixaram os presos e o despojo diante dos maiorais e de toda a congregação. E os homens que foram apontados por seus nomes se levantaram, e tomaram os presos, e vestiram do despojo a todos os que dentre eles estavam nus; e os vestiram, e os calçaram, e lhes deram de comer e de beber, e os ungiram; e a todos os que estavam fracos levaram sobre jumentos e os levaram a Jericó, a Cidade das Palmeiras, a seus irmãos; depois, voltaram para Samaria.”
Meditando sobre este episódio dramático da vida de Israel, no sentido de aplicar suas lições ao contexto atual, lembrei-me da afirmação (cuja autoria ignoro) de que os cristãos são o único exército que abandona seus feridos no campo de batalha. De fato, nosso empenho na busca por almas perdidas tem algum paralelo naquela repreensão de Jesus aos Escribas e Fariseus (Mateus 23:15), que percorriam mar e terra para fazer um prosélito (novo convertido ao judaísmo) para depois torná-lo duas vezes mais filho do inferno que eles próprios.

2.2 – AMOR FRATERNAL !

No entanto, o mandamento divino precisou ser lembrado pela boca do profeta para que pudesse ser reconhecido. Igualmente culpados, pudéssemos nós, hoje, obedecê-lo com a mesma prontidão e solicitude de então e haveríamos de acorrer aos congregados aqui ao lado, aos irmãos afastados e aos parentes renegados por via de qualquer que seja a justificativa, a fim de ministrar-lhes a unção da reconciliação e, assim, afastar o ardor da ira do Senhor, que impede a efetividade de nosso testemunho ao mundo, como rogou Nosso Senhor em sua oração sacerdotal (João 17:21).


2.3 – PREFERÊNCIA EM HONRA.

Outro cuidado precisaríamos ter: o celebrar contínuo da honra e da primazia de sermos todos membros da família de Deus (Efésios 2:19). Para tanto, haveríamos de desfrutar da liberdade cristã e, tal como a Sulamita, em Cantares 8:1-3, celebraríamos com alegria e desprendimento o nosso amor mútuo: “Ah! Quem me dera que foras meu irmão e que te tivesses amamentado aos seios de minha mãe! Quando te achasse na rua, beijar-te-ia, e não me desprezariam! Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; e te daria a beber vinho aromático e do mosto das minhas romãs. A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace.” No entanto, o que se vê é a indiferença, a distância segura e sem envolvimento, o descompromisso, o isolamento frio e desumano que nos mata de inanição afetiva.
Que lindos e expressivos versos estes de Cantares 8:8,9 “Temos uma irmã pequena, que ainda não tem peitos; que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar? Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.” Fôssemos conscientes da nossa responsabilidade mútua e cuidaríamos assim das nossas irmãs em Cristo. A sabedoria expressa no cuidado da Sulamita é particularizada segundo a natureza e necessidades de cada qual: se reservada e contida como um muro, adorna-se com uma torre ou um castelo de prata reluzente, de onde o sentinela possa estar alerta; do contrário, se extrovertida e aberta como uma porta por onde passe qualquer um, levanta-se uma cerca resistente e protetora, onde o cuidado há de ser explícito.

3-Conclusão:
Irmãos e amigos ! Salomão nos adverte em Provérbios 18:24 - “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado do que um irmão.”
Estes cuidados todos deveriam ser universais, posto que somos todos da mesma espécie humana. A verdade, no entanto, é que não somos todos irmãos e amigos: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram da carne nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:11-13). Há muito joio semeado em meio ao genuíno trigo e não há como discerni-lo ou separá-lo, senão no momento oportuno e por intervenção direta de Deus (Mateus 13:40-43). Enquanto isso, “portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.” (Efésios 5:15-21).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tema: Sou casa de Deus

Por Jessica Domingos dos Santos (minha filha)

A palavra de Deus em 1ª Coríntios 3:16 afirma: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
Bem, se o Espírito de Deus habita em nós podemos dizer que somos morada de Deus, casa de Deus.
Pensando em tipos de casa, existem vários: palafitas, ocas, iglus, palácios, apartamentos, mansões, favelas e outras. Cada uma dessas moradias possuem suas características próprias. Por exemplo: as ocas e os iglus não possuem janelas.
Que tipo de casa somos?
E quais são nossas características?
(mostrar cartaz com vários tipos de moradias)
Enquanto vocês pensam sobre o assunto. Vamos continuar analisando...
Geralmente, uma boa casa precisa de no mínimo 5 partes:
1. A base – sustentação;
2. As paredes – proteção e aparência externa;
3. Janelas – entrada de ar e luz;
4. Portas – entrada e saída de pessoas;
5. Teto – proteção;

Obs.: Enquanto falo de cada parte da casa ilustrarei colocando parte por parte até formar a casa.

A primeira parte é a BASE de nossa casa. Em Mateus 7:24 “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”. A BASE da casa que devemos ser é a Palavra de Deus. Devemos sustentar as nossas vidas na palavra de Deus: escutando e praticando. Será que nossas vidas estão sustentadas na rocha? Estamos ouvindo e praticando a Palavra de Deus? Como anda a base da casa de Deus em sua vida?

A próxima parte são as paredes. Paredes servem para proteger, mas a proteção vamos deixar por conta do teto. Com relação as paredes vamos analisar a questão da aparência externa. As paredes falam para quem está de fora que tipo de morador habita naquela casa. Podemos dizer que as paredes são o nosso testemunho.
Mateus 5:16 – “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
Como você tem cuidado de sua parede? Existe mofo? Teias de aranha? Ou a pintura está renovada? Há decoração na sua parede? Como tem sido o seu testemunho?

Seguindo a construção da casa que somos, temos as janelas. As janelas são importantes, pois são através delas que há entrada de ventilação e luz. Quando penso em janelas, lembro que gosto de ir até elas para admirar o belo que Deus fez (céus, pássaros etc), mas existem pessoas que vão até as janelas para fofocar ou vigiar a vida alheia. O que você faz na sua janela?
Em Salmo 147: 7 e 8
“Cantai ao SENHOR em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa.
Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes”
O Salmista nos ensina que a janela é lugar de louvor e adoração. E é por meio desse louvor e adoração que nós que somos a casa de Deus podemos nos encher de ar e luz.

Falaremos agora da porta. A porta está ligada a entrada e saída.
Em Provérbios 4:23 – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”
O que tem entrado e saído pelas as portas da casa de Deus? O que tem passado pelo seu coração?
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Filipenses 4:8

Por último, temos o teto. O teto fala de proteção.
Salmo 18:2 “O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.”
Onde você tem se protegido das chuvas, do sol? Em quem você tem buscado proteção?

Agora que já sabemos o que nossa casa precisa ter. Voltemos a pensar que tipo de casa somos...
Em Marcos 16:15 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. Deus nos ensina que somos uma casa móvel. Levamos a presença de Deus onde formos.

Como você tem cuidado da casa de Deus que é você?