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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Três dólares de evangelho

“Eu gostaria de comprar mais ou menos três dólares de evangelho, por favor. Não muito, apenas o suficiente para me fazer feliz, mas não demais que eu fique dedicado. Eu não quero tanto evangelho que eu aprenda a realmente odiar a cobiça e a luxúria. Certamente não quero tanto que comece a amar os meus inimigos, prezar a auto-negação, e contemplar o serviço missionário em alguma cultura diferente. Eu quero êxtase, não arrependimento. Transcendência, não transformação. Eu gostaria de ser querido por algumas pessoas gentis, perdoadoras e de mente aberta, mas eu mesmo não quero amar aqueles de diferentes raças – especialmente se tiverem cheiro. Eu gostaria de evangelho o suficiente para fazer minha família segura e meus filhos bem comportados, mas não tanto que eu descubra minhas ambições redirecionadas ou minhas doações por demais alargadas. Eu gostaria de levar três dólares de evangelho, por favor.”

(D.A Carson, fazendo uma ironia sobre o falso evangelho.)



NOTA: Não é exatamente este o evangelho que vemos hoje? Um verdadeiro self-service, no qual escolhemos aquilo que nos agrada, desprezamos o que nos incomoda e simplesmente moldamos a Palavra de Deus às nossas mentes e ao nosso estilo de vida, quando as Escrituras na verdade dizem: “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). Estamos esquecidos de que o verdadeiro Evangelho é Cristo, e estamos trocando Cristo – alguns por um evangelho de coisas falsas, de fábulas inúteis e profanas; outros, porém, por um falso evangelho mais sutil, de coisas verdadeiras, porém recortadas, despidas de sua essência. É este último falso evangelho que mais me amedronta, pois tem “forma de piedade, negando-lhe, contudo, o poder” (2Tm 3.5). Estamos vendendo o evangelho por quilo, e a maioria – como é de se esperar – não tem desejado comprar mais do que três dólares dessa iguaria quase intragável.

Fonte:http://marcados.wordpress.com/2009/02/10/tres-dolares-de-evangelho/

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