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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não murmureis!

15 de setembro de 2010

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;” (Filipenses 2:14 ARC)

Paulo está tratando neste capítulo de aspectos da conduta cristã, especialmente das coisas cotidianas de uma vida simples. Mas a murmuração é um grande gigante a ser derrubado, pelo menos em nossos dias, da mesma maneira que já era naquele tempo. Murmurar é o oposto de louvar e ocupa o tempo e as palavras que deveriam apregoar as boas novas de Cristo.

Quando a Bíblia usa a expressão ‘todas’, se refere a ‘todas’ as coisas. Como ajudar um alcóolatra ou drogado pela décima vez? Como perdoar uma liderança relapsa? Como continuar contribuindo com uma causa que parece não progredir? Como continuar tentando um casamento que parece ter desmoronado? Cada pergunta tem sua resposta específica, mas para todas elas inclua “sem murmurar”.

Murmurar se tornou uma cultura internacional e tem, em si mesmo, um conceito pouco notado de emitir juízo – eu murmuro e critico por que no meu julgamento não deveria ser como é. Ao murmurar por que chove, criticamos Aquele que fez a chuva. Ao criticarmos o sol, fazemos o mesmo. Ao criticarmos as pessoas, especialmente as que servem a Deus, estamos criticando o Senhor delas. A murmuração faz mal para quem fala, faz mal para quem ouve. Não muda a realidade ao nosso redor, semeia algo da mesma espécie – mais murmuração.

É fácil pensar sobre isso: se vamos contratar um funcionário ou escolher um vizinho para morar, escolhemos o otimista ou o que murmura? Se temos perto de nós uma pessoa que murmura, preferimos alimentar seu hábito ou nos afastamos? Agora pense comigo: por que alguém vai querer ouvir o evangelho de alguém que murmura? Se só reclama, como vai trazer boas novas?

Precisamos aprender a desenvolver alegria para servir a Deus em todas as instâncias e isso pode ser conseguido com atitude interior, mas a murmuração vai minar esse esforço. Quem consegue parar de murmurar consegue começar a louvar. Quem consegue vencer a murmuração muda as coisas ao seu redor.

“Pai, ensina-me a controlar meu temperamento e parar de murmurar. Pode ser que existam pessoas que murmurem até mais do que eu, mas quero tua ajuda assim mesmo.”
Mário Fernandez
Deixe o seu comentário no site: http://www.ichtus.com.br/dev/2010/09/14/murmuracao/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Três dólares de evangelho

“Eu gostaria de comprar mais ou menos três dólares de evangelho, por favor. Não muito, apenas o suficiente para me fazer feliz, mas não demais que eu fique dedicado. Eu não quero tanto evangelho que eu aprenda a realmente odiar a cobiça e a luxúria. Certamente não quero tanto que comece a amar os meus inimigos, prezar a auto-negação, e contemplar o serviço missionário em alguma cultura diferente. Eu quero êxtase, não arrependimento. Transcendência, não transformação. Eu gostaria de ser querido por algumas pessoas gentis, perdoadoras e de mente aberta, mas eu mesmo não quero amar aqueles de diferentes raças – especialmente se tiverem cheiro. Eu gostaria de evangelho o suficiente para fazer minha família segura e meus filhos bem comportados, mas não tanto que eu descubra minhas ambições redirecionadas ou minhas doações por demais alargadas. Eu gostaria de levar três dólares de evangelho, por favor.”

(D.A Carson, fazendo uma ironia sobre o falso evangelho.)



NOTA: Não é exatamente este o evangelho que vemos hoje? Um verdadeiro self-service, no qual escolhemos aquilo que nos agrada, desprezamos o que nos incomoda e simplesmente moldamos a Palavra de Deus às nossas mentes e ao nosso estilo de vida, quando as Escrituras na verdade dizem: “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). Estamos esquecidos de que o verdadeiro Evangelho é Cristo, e estamos trocando Cristo – alguns por um evangelho de coisas falsas, de fábulas inúteis e profanas; outros, porém, por um falso evangelho mais sutil, de coisas verdadeiras, porém recortadas, despidas de sua essência. É este último falso evangelho que mais me amedronta, pois tem “forma de piedade, negando-lhe, contudo, o poder” (2Tm 3.5). Estamos vendendo o evangelho por quilo, e a maioria – como é de se esperar – não tem desejado comprar mais do que três dólares dessa iguaria quase intragável.

Fonte:http://marcados.wordpress.com/2009/02/10/tres-dolares-de-evangelho/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

IGREJA NÃO FAZ ALIANÇA POLÍTICA

MENSAGEM

IGREJA NÃO FAZ ALIANÇA POLÍTICA
Preletor: Ed René Kivitz
Há cinco razões para este posicionamento

Igreja não apoia candidato. Igreja não se envolve com política partidária. Há pelo menos cinco razões para este posicionamento.

Primeira: o Estado é laico. Igreja e Estado são instituições distintas e autônomas entre si. É inadmissível que, em nome da religião, os cidadãos livres sofram pressões ideológicas. Assim como é deplorável que os religiosos livres sofram pressões ideológicas perpetradas pelo Estado. É incoerente que um Estado de Direito tenha feriados santos, expressões religiosas gravadas em suas cédulas de dinheiro, espaços e recursos públicos loteados entre segmentos religiosos institucionais. É uma vergonha que líderes espirituais emprestem sua credibilidade em questão de fé para servir aos interesses efêmeros e dúbios (em termos de postulados ideológicos e valores morais) da política eleitoral ou eleitoreira.

Segunda: o voto é uma prerrogativa do cidadão. Assim como os clubes de futebol, as organizações não governamentais, as entidades de classe, as associações culturais e as instituições filantrópicas não votam, também a igreja não vota. Quem vota é o cidadão. O cidadão pode ser influenciado, melhor seria, educado, por todos os segmentos organizados da sociedade civil, inclusive a igreja. Mas quem vota é o cidadão.

Terceira: a igreja é um espaço democrático. A igreja é lugar para todos os cidadãos, independentemente de raça, sexo, classe social e, no caso, opção política. A igreja é lugar do vereador de um lado, do deputado de outro lado, e do senador que não sabe de que lado está. A igreja que abraça uma candidatura específica ou faz uma aliança partidária, direta e indiretamente rejeita e marginaliza aqueles dentre seu rebanho que fizeram opções diferentes.

Quarta: a igreja não tem autoridade histórica para se envolver em política. Na verdade, não se trata apenas de uma questão a respeito da igreja cristã, mas de toda e qualquer expressão religiosa institucional. A mistura entre política e religião é responsável pelos maiores males da história da humanidade. Os católicos na Península Ibérica e em toda a Europa Ocidental. Os protestantes na Índia. Os católicos e os protestantes na Irlanda. Os judeus no Oriente Médio. Os islâmicos na Europa e na América. Todos estes cometeram o pior dos crimes: matar em nome de Deus. Saramago disse com propriedade que “as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana”.

Quinta: o papel social da igreja é profético. Quando o governo acerta a igreja aplaude. Quando o governo erra a igreja denuncia. Quando a autoridade civil cumpre seu papel institucional a igreja acata. Quando a autoridade civil trai seu papel institucional a igreja se rebela. A igreja não está do lado do governo, nem da oposição. A igreja está do lado da justiça.

Todo cristão é também cidadão. Todo cristão deve exercer sua cidadania à luz dos valores do reino de Deus e do melhor e máximo possível da ética cristã, somando forças em todos os processos solidários, e engajado em todos os movimentos de justiça.

Comparecer às urnas é um ato intransferível de cidadania, um direito inalienável que custou caro às gerações do passado recente do Brasil, e uma oportunidade de cooperar, ainda que de maneira mínima, na construção de uma sociedade livre, justa e pacífica.

http://www.creio.com.br/2008/mensagens01.asp?noticia=574